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BARREIRA DE SOMBRA

Desde 13.06.1987 ao serviço da Festa Brava

BARREIRA DE SOMBRA

Desde 13.06.1987 ao serviço da Festa Brava

1.º CICLO NACIONAL DE NOVILHADAS DAS ESCOLAS DE TOUREIO ARRANCOU EM VILA FRANCA DE XIRA

07.05.12 | António Lúcio / Barreira de Sombra

João Rodrigues e Diogo Peseiro destacaram-se no arranque do 1.º Ciclo Nacional de Novilhadas das Escolas Taurinas, em Vila Franca de Xira.

 

Na manhã de domingo, 6 de Maio, teve lugar na praça de toiros Palha Blanco, de Vila Franca de Xira, o arranque do 1.º Ciclo Nacional de Novilhadas das Escolas Taurinas, iniciativa conjunta das escolas de toureio José Falcão, de Vila Franca de Xira, da Escola de Toureio e Tauromaquia da Moita e da Academia de Toureio do Campo Pequeno, e neste caso, com o apoio da empresa Tauroleve.

 

O primeiro festejo decorreu de forma muito positiva, já que o bom jogo dos erales de Palha e Canas Vigouroux lidados em terceiro e quarto lugares, proporcionaram o triunfo dos jovens João Rodrigues (Moita) e Diogo Peseiro (Campo Pequeno). Rodrigues destacou-se num vibrante tércio de bandarilhas, e depois, com a muleta, em várias séries com a mão esquerda. Peseiro esteve igualmente em plano destacado, com uma faena vibrante, em que ligou várias sérias ritmadas e de mão baixa, revelando bom gosto e toreria.

 

Pedro Noronha (Vila Franca) não teve a sorte dos seus alternantes, com mais dificuldades para se sobrepor ao génio do eral de Palha que lhe tocou em sorte.

 

Abriu o festejo o cavaleiro praticante Alexandre Gomes, correcto na lide do manso novilho de Santos Silva, que foi pegado à segunda tentativa pelo jovem João Matos, dos Amadores de Vila Franca de Xira.

 

Excelente arranque deste ciclo de novilhadas tendente a fomentar o surgimento de novos toureiros, criando desta forma expectativas para a próxima novilhada, que terá lugar na Moita, no próximo dia 26 de Maio.

 

Informação de Paulo Pereira/SRUCP

EM BARCELOS, ANA BATISTA ‘CANTOU’ MAIS ALTO.

07.05.12 | António Lúcio / Barreira de Sombra

Ana Batista foi a incontestável triunfadora da corrida realizada hoje, domingo, dia 6 de Maio de 2012, na cidade de Barcelos. Numa iniciativa que homenageou, a título póstumo, o grande aficionado nortenho António Quinta, em memória de quem foi guardado respeitoso e sentido minuto de silêncio. Este regresso das corridas de toiros à cidade que tem o ‘Galo’ pictórico que Rosa Ramalho com simplicidade moldava e pintava, também foi um modo de angariar meios para que os Bombeiros Voluntários de Barcelos possam poder cumprir muitas das tarefas a que são chamados. O empenho com que colaboraram na organização foi mais uma tarefa a que não viraram a cara. Ganharam os ‘soldados da paz’, ganhou a festa brava.

 

E foi em ambiente de festa que a jovem cavaleira Ana Batista, que esteve em tarde de inspiração, saber e entrega, lidou os dois exemplares de herdeiros de Cunhal Patrício que lhe saíram em sorte.

 

Daí a unanimidade do júri na atribuição do troféu para a melhor lide, numa tarde de toiros, onde o público preencheu 3/4 de casa, apesar da instabilidade climatérica, uma ameaça constante, que por certo terá contribuído para que a praça desmontável não registasse lotação esgotada.

Foi ainda em ambiente de festa que Joaquim Bastinhas e Marcos Bastinhas, os outros dois cavaleiros que compunham o cartel, cumpriram a contento, de modos diferentes, como é natural, a sua função, animando assim uma agradável tarde de toiros, que por certo terá repetição. Salvo melhor informação, a cidade de Barcelos, que desde anos 30 do século passado não recebia uma corrida de toiros, voltou a ver a galhardia dos forcados, e assistiu à disputa para a atribuição do troféu para a melhor Pega.  Carlos Miguel, do Grupo de Forcados de Alenquer, ao 5º. toiro da tarde, foi o vencedor.  André Laranjinha, deste mesmo grupo, só ao segundo intento logrou concretizar a pega ao 2ª. da tarde. Actuaram ainda os grupos de forcados de Cascais e Coimbra que, através de Carlos Ricardo e Vitor Alhinho, pegaram à primeira, respectivamente o 1º. e o 4º., bem como Nuno Afonso e Edgar Graciano, o 3º. e 6º.

 

Dirigiu, com acerto e oportunidade, o Senhor Nuno Nery, que foi assessorado pelo veterinário, dr. José Manuel Lourenço.

 

Crónica de José Andrade

FAENAS TV DISPONIBILIZA VIDEO REPORTAGEM DA CORRIDA DE 5ª FEIRA NO CAMPO PEQUENI

06.05.12 | António Lúcio / Barreira de Sombra

 

Já se encontra disponível, no site www.faenas.tv o vídeo com o resumo da corrida que se realizou dia 3 de Maio no Campo Pequeno. Pode também aceder à reportagem, através dos seguintes links: Vimeo (alta qualidade): https://vimeo.com/41561897 Youtube: http://www.youtube.com/watch?v=BdwoqejJu1Q&feature=youtu.be Reportagem: Diogo Marcelino Imagem e edição vídeo: Óscar Rosmano Faenas TV 2012

PESO DOS ARUCCI PARA A CORRIDA DE HOJE ÀS 17 HORAS NO MONTIJO:

05.05.12 | António Lúcio / Barreira de Sombra

 

Numero           Peso

91                   650 quilos

94                   630

101                 630

82                   620

22                   640

78                   680

 

Os toiros foram pesados nos curros da Praça de Toiros em balança aferida e na presença do Ex.ª Sr. Delegado Técnico Pedro Reinhart depois de uma viagem de 8 horas.

INFANTES DO RAMO GRANDE FORAM REIS EM LISBOA; SÃO TORCATO COM NOTA ELEVADA

05.05.12 | António Lúcio / Barreira de Sombra

PRAÇA DE TOIROS DO CAMPO PEQUENO – 03.05.12

Director: Agostinho Borges – Veterinário: Carlos Santos – Lotação: 1/3

Cavaleiros: Sónia Matias, Ana Batista

Forcados: Ramo Grande

Matadores: Luis Procuna, David Mora

Ganadaria: São Torcato

 

A figura do forcado, ex-libris da lusitana tauromaquia, figura admirada pela sua valentia e destreza, transformada em arte de bem pegar os toiros dando-lhes todas as vantagens, teve nos infantes do Ramo Grande, terceirenses de gema, os grandes trunfadores da segunda nocturna do abono lisboeta na passada quinta-feira, 3 de Maio. E se estes bravos da Ilha Terceira mostraram como se pegam os toiros, os que saíram à arena e marcados com o ferro de São Torcato, foram também triunfadores pela sua qualidade e trapio no geral, com alguns toiros a destacarem-se e a mostrar a falta que faz a casta, a raça e a bravura nas nossas arenas.

 

Citar bem, de largo, mostrar-se ao toiro. Caminhar decidido e provocar a investia para, depois, recuar templadamente e fechar-se na cara do toiro, seja à barebla ou à córnea, com galhardia. E as ajudas a entrarem a tempo, cumprindo a missão, deixando brilhar o forcado da cara mas com a eficiência de parar o toiro para se poder dar por consumada a pega. Assim fizeram os forcados açorianos do Ramo Grande comandados por Filipe Pires e que tiveram como forcados de cara três irmãos, de seus nomes Manuel Pires, Miguel Pires e Nuno Pires, numa noite em que todas as pegas de caras foram consumadas à primeira. Parabéns Ramo Grande!

 

Os toiros de São Torcato, cinco deles de grande trapio, tiveram qualidades com a raça, casta e bravura a sobressairem, excepção feita para 4º e 5º da ordem. Foram toiros que transmitiram emoção e expuseram os toureiros que, em muitas situações, não foram capazes de lhes dar as lides adequadas. Está também de parabéns o ganadeiro Joaquim Alves pois a Festa Brava necessita esta emoção que os seus toiros levaram a Campo Pequeno.

 

No que concerne ao toureio praticado, não saí muito satisfeito com o que vi e até alguma decepção se apoderou de mim ao ver que às boas condições de alguns toiros não houve correspondência no toureio praticado.  A espaços houve bons muletazos e dois ou três ferros curtos, o que, convenhamos, é muito pouco. E não foi por falta de matéria prima.

 

A lide a duo que abriu praça  serviu para mostrar que a um toiro de excelente qualidade não houve correspondência no toureio praticado por Sónia Matias e Ana Batista. Sem grande ligação, regista-se um curto de melhor nota para cada uma das toureiras mas. N o cômputo geral, a ficarem muito aquém da qualidade do toiro.

 

Nas lides a sós, nem Sónia nem Ana tiveram uma noite de inspiração, mostrando que há muito trabalho de casa para fazer, que há que procurar uma melhor leitura de terrenso, distâncias e querenças do toiro para lhe sacar o máximo partido. E, de novo, um ferro de qualidade para cada uma das cavaleiras, pouco, muito pouco, numa primeira praça do País e onde a exigência tem de ser cada vez maior.

 

No capítulo do toureio a pé, o enraçado e encastado segundo da noite, precisava de um Luis Procuna mais decidido e confiado na muleta. O toiro exigia que lhe colocassem bem a muleta, que lhe vencessem o pitón e levassem a muleta por baxio, em traçado mais largo e aí investida codicioso e com raça. Quiçá uma vara lhe tivesse tirado algum do temperamento que tinha e permitisse um toureio mais repousado e relaxado. Procuna, a espaços, por duas vezes conseguiu esse desiderato e sacou-lhe duas tandas de derechazos de muita qualidade. No seu segundo cumpriu com meias dúzia de muletazos de melhor nota. Esteve muito bem nas bandarilhas em ambos os toiros, sendo fortemente aplaudido.

 

O espanhol David Mora teve um bom início de faena no que foi terceiro da noite, deixando a muleta sempre bem colcada na cara do toiro, templando as já de si templadas investidas do de São Torcato e sacando-lhe bons muletazos. A partir do meio da faena, o toiro começou a parar-se, de meias investidas, e a faena decaíu de interesse. No que encerrou praça, e com um início de faena de joelhos em terra, Mora sacou alguns bons passes, entendendo bem terrenos e distâncias e conseguindo bons momentos de toureio.

 

Na direcção da corrida esteve Agostinho Borges assessorado pelo veterinário Carlos Santos, registando-se cerca de um terço da lotação preenchida.