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BARREIRA DE SOMBRA 30 ANOS (1987/2017)

Desde 13.06.1987 ao serviço da Festa Brava

BARREIRA DE SOMBRA 30 ANOS (1987/2017)

Desde 13.06.1987 ao serviço da Festa Brava

“TOUROS DE MORTE EM PORTUGAL - COMENTÁRIOS TAURINOS”, PEPE LUIZ

29.02.12 | barreiradesombra

 

Em Divulgação Literária Taurina damos a conhecer excertos de mais um dos vros do célebre escritor e crítico taurino Pepe Luiz, escrito há 85 anos.

 

“ANTELOQUIO

Os factos vão sucedendo como no desenrolar duma interminável fita, e a mão não se cansa de fazer deslizar sobre o papel a pena que o meu espi­rito obscuro, mas decisivo e forte, impele, movido pela mais sincera das vontades.

 

A energia recrudesce e a ideia revigora ante de­terminadas atitudes que se avolumam e intenções que sé esboçam, quando vejo em tudo isto o mal disfarçado antagonismo que anceia tocar a minha sensibilidade e até ferir sentimentos que me sào muito caros, muito intimos, muito pessoais.

 

Não é facil levarem-me de vencida, venham as inimizades dos apaniguados da Protectora ou dos embriagados pela obceção canerista.

 

Este despreteneioso trabalho encontra-se á luz da publicidade, justamente porque a insistência de conhecidos e antipaticosS processos, provocam a minha acérrima reprovação; obrigam-me a pôr em fóco novamente um assunto, ingrato é certo, mas que exige uma marcação e conservação de posições que interessam ao prestigio dos nossos artistas, dos autênticos toureiros a cavalo.

 

E' mais um livro que documenta uma opinião, um parecer sincero e independente; um livro que é o reflexo dum espirito que pugna e que sempre pugnará pela razão, repelindo ataques traiçoeiros e sobrelevando num vigoroso e confiado impulso, a gloriosa tradição nacional expressa na soberba, magestosa e emocionante arte de Marialva, como vul­garmente se chama ao toureio equestre.

 

Para o motivo que inspirou a factura do pre­sente livro, muito concorreu como poderoso esteio, a sublime evocação da gigantesca personalidade do Marquez de Marialva, o grande remodelador dos processos de equitação, com os quais muito apro­veitou a acção do cavaleiro-toureiro, pois até na indumentaria o Marquez introduziu modificações. Evoco, pois, a fidalga e relevante figura desse portuguez de lei, ao apresentar-vos - leitor amigo  - esta desluzida mas sincera obra.

 

Vibram as notas dos clarins. Atravessa os ares,, o rumor proprio duma função que começa. Dão entrada no redondel os personagens que este livro fóca, visando unicamente o aspecto artistico, tal- qualmente como fiz no Ao Estribo e no Canero nunca existiu, cuja continuação está patente nas pa­ginas que se seguem e mostram com exuberância o meu ardente desejo, de não vêr extinguida a cris­talina verdade.

Pépe Luís.

 

Touros de Morte

0 restabelecimento desta lide ein Portugal e a insofismável opinião do mestre das letras na­cionais que foi Fialho D'Almeiada. Um pouco de historia. -O Dr. Cunha e Costa e as marra-das dos portugueses. — Corrida de touros, a festa nacional por excelencia. Ferreira do Amaral mais uma vez heroi.

 

Mau grado a tarefa enervante dos impugnadores da tauromaquia, esta vai tomando aspectos de maior grandeza e de mais acentuada difusão.

 

Em Portugal a luta tem sido tremenda, predo­minando sempre a vontade duma minoria cuja sin­ceridade é muito discutível, muito duvidosa. A sua argumentação é falha daquela concepção que per­suade, que convence. Roça, mesmo, pela banalidade, tornando infructifera a conclusão dos seus esforços, não fazendo radicar no espirito publico, a confiança na sua dou­trina.

 

Esfalfam-se os adversarios da tauromaquia a bradar que nas corridas de touros se prostituem as aspirações da alma, o que não dá mostras de civi­lização.

 

Estes sucessores de Navarrete, dão-me a impres­são que sofrem do delirio que muitas vezes a febre provoca, porque, de contrario, já deviam ter concluido do grande exemplo que fornece um toureiro que vai jogar a vida tanta vez para beneficiar ou­trem. Tanta casa de caridade vive da tauromaquia. Umas porque são co-proprietarias de taurodromos, outras, porque ali realisam os seus benefícios, e iso­ladamente, tantas pessoas necessitadas, ali encontram os meios de vida.

Gallito morreu em Talavera numa corrida cujo producto reverteu a favor dum jornalista que vivia em tão precarias circunstancias, quiçá não estivesse longe o fim do seu penar.

 

Gallito espalhou muito pão pelos pobres, auxi­liou muita familia sem recursos, socorreu muito co­lega inválido, tomou parte em muita corrida, benéfica sem cobrar uma peseta. A pobreza sevilhana, por exemplo, deve-lhe muitos anos de alimento.

 

Falo de Gallito como poderia falar de tanto toureiro junto de quem a desgraça não póde medrar.

 

O Monte-Pio dos Toureiros espanhoes foi fun­dado sob a iniciativa dê Machaqaito e Bombita, que a exemplo de Gitanillo chegaram a entregar ao respectivo cofre, cinco mil pesetas de cada vez. O Monte-Pio actualmente tem em toda a Espanha centenas de viuvas e orfãos subsidiados.

O malogrado Maera declarou no Salão Nobre do Governo Civil de Lisboa, em 1924, que viria trablhar a Lisboa, quatro anos seguidos e gratuita­mente, em beneficio dos pobres da capital. Quem assistiu no Campo Pequeno á ultima corrida em que tomou parte o grande Maera, nunca esquecerá alguns episodios de ternura comovedora que nela se passaram. Vi muitas lagrimas e notei tantos so­luços dificeis de reprimir!

 

Os velhinhos, as creanças dos asilos, pobres da rua, todos acarinharam aquela alma plena de bon­dade, quando o artista na arena se despediu. Es­pectáculo grandioso este, que para descrevê-lo, cer­tamente se me apertaria o coração, numa convulsão de magua.

Maera faleceu em sua casa em Triana, dias de­pois de, sem a minima remuneração, tourear em Melilla, a favor dos soldados pobres que se esta­vam batendo em Marrocos.

Não está na caridade uma das mais alevantadas virtudes da alma?

 

Dizia Lavater:

“Qu’est-ce que l’elevation de l’âme ? Un sentiment prompt, délicat, sûr pouar tout ce quid est beau, tout ce qui est grand; une prompte resolution de faire le plus grand bien, une grand bienveillance unie a une grand force.”

 

A bondade da alma expressa na caridade, digni­fica um nome, engrandece um homem. A caridade é como o sol, dá luz para todo o mundo. A cari­dade é dôce quando se oferece ao desgraçado. Esta lucta com a desventura, com a adversidade que os negros dias da sua vida lhe trazem.

 

Os toureiros lutam com a morte, muitas vezes para valerem aos infelizes, aos famintos, aos des­protegidos da sorte.

 

“Si ton âme est en bon état, tu as tout ce qu’il faut pour être heureux.,,

Plante.

 

O artista que luta com uma fera, em beneficio do seu semelhante, não póde ter alma ruim. O culto da humanidade está em prezar a vida do homemr rodea-lo de todo o prestigio e conforto. É, por­tanto, logico que exalcemos o nome dum homem que arriscando a vida, vai aliviar a dôr e apagar a rude angustia do seu semelhante.

 

As chamas da caridade secam tanto as lagrimas da dôr, quanto maior fôr o esforço, a sinceridade e a tenaz vontade em produzir o bem.

 

Quanto ao facto da civilização ser maculada pe­las corridas de touros, tambem é possivel a contes­tação.

 

O exemplo da Espanha, da França, da Italia e da America, fornece-nos elementos primorosos para rebatermos as afirmações dos que hostilizam as corridas de touros.

Ultimamente, na Republica do Uruguay, foi le­gislado no sentido de serem restabelecidas as corri­das que desde 1889 estavam interrompidas.

 

Nos reinados de Carlos III e de Izabel II de Espanha, a par do vigor que a tauromaquia tomava e se desenvolvia, a civilização estendia-se prodigio­samente em todas as mais variadas manifestações. A Espanha ainda hoje marca exuberantemente nas artes, nas sciencias, na industria e na agricultura.

 

No entanto, parece-me qpe não é um paiz sel­vagem, como o não é a França, a Italia e as repu­blicas americanas onde se realizam corridas de touros.

 

Nào é a tauromaquia uma escola de destreza e vigor? A acreditarmos na doutrina dos detractores das corridas, parece que um povo para se civilizar perde a força, a virilidade.

 

Será porventura um homem civilizado, um co­barde ? Não. Nào é possivel.

 

Parece-me que um povo vive tào feliz quanto mais largamente espande a sua alegria e para isso c justo que recorra aos seus divertimentos favoritos.

 

O povo trabalha. E' justo que se distraia, assis­tindo a espectáculos que não trazem perigo algum para a humanidade, como o que oferece o animatografo.

 

O povo entusiasma-se com as corridas de tou­ros. Porque se ha-de contraria-lo? Quem quere, vai. Quem não gosta...

 

Em dia de corrida, quanta animação atravessa as ruas. O povo caminha, diagnosticando sobre a função que vai presencear. O movimento dos automóveis e dos trens, dão a nota de animação e de vida pró­pria do ambiente que a corrida de touros gera. Dentro da praça, á maneira que se aproxima a hora do inicio da festa, as bancadas vão-se en­chendo, a falacia, a vozearia e os pregões crescem, avolumam-se.

 

As mulheres bonitas, os labios rubros, os olhos faiscantes de sedução, tornam o quadro mais caracteristico, mais rico de côr. E quando aparece um panolon castizo, uma airosa mantilha andaluza ou um multicolor manton de Manilla ?

 

Acabam-se as tristezas para elegermos na nossa imaginação o que de mais apoteótico nos poderá encantar.

A téla muda de colorido, quando os clarins sôam anunciando que a festa se vai celebrar.

 

Vem a proposito a saudação que remeti ao Seda y Oro, excelente revista taurina sevilhana, de que sou correspondente em Lisboa, e que ha pouco completou trez anos de existencia:

 

SEDA Y ORO

Em tardes de sol, a multidão

Exulta e expande a sensação

Que á festa brava lhe prende o sentido,

Ao seu encanto, grandeza e colorido.

 

Um clarin sôa

E logo rebôa

A vozearia

De que ressalta vibrante,

A perfumar-lhe o espirito,

Um "passe doble,, castiço

Alácre e subjugante.

 

Surgem "cuadrillas,,,

E na profusão das côres

Das jalecas e casacas,

Erguem-se altivas e dominantes,

Excelsas figuras

De valentes toureadores

Que em rasgos de heroismo

Afirmam a beleza

Duma Arte recendente

A nobreza.

 

“Seda y Oro,,

Canto de fé e de sedução,

Hino á festa e ao toureiro,

Fontes de valor e d'emoção

E’ “Seda y Oro„

Simbólico padrão:

A seda brilha no traje

E o ouro no coração!

 

O ilustre causidico, Dr. Cunha e Costa, natural­mente para prestar um serviço, aliás gracioso, julgo eu, á Protectora dos Animais, declara que entre o caracter nacional e os touros de morte não ha re­lação alguma. E vai d'aí, para revigorar a sua argu­mentação, diz que o portuguez nas horas decisivas da vida nacional não marra ou deixa de marrar por analogia.

Ha um facto incontroverso que convem apon­tar antes de mais nada. As corridas de touros efe­ctuadas em praças espanholas, fronteiriças, teem sempre a anima-las uma enorme assistência de por tuguezes. Salamanca, Ciudad Rodrigo, Badajoz, Ayamonte, etc., podem atesta-lo. Em Badajoz já não é a pri­meira vez que vejo cêrca de trez quartos de praça ocupados por portuguezes. (A praça de Badajoz tem uma lotação de 9.500 pessoas.)

 

Ora, parece-me que tão elevado numero de por­tuguezes que assistem àqueles espectáculos, não é impelido pelo desejo de gastar pesetas.

 

Em Portugal, quando corre o boato de haver tou­ros de morte em qualquer praça, embora com en­tradas caras, lá se enche a casa, para satisfação dos organisadores, das entidades beneficiadas e do pu­blico que vai assistir a um espectáculo da sua pre­dilecção.

Porque não ha-de o caracter nacional reflectir-se nas corridas de touros de verdade, se elas em Por­tugal estão interrompidas ha pouco mais de seculo e meio?

Não estará no toureio a cavalo, uma das mais luminosas facetas do espirito artistico portuguez?

Quanto ás marradas dos portuguezes, não vejo que a piada quadre bem.

E’ que o Sr. Doutor nunca deixou de ser um blagueur impenitente.

Isso de marradas, é muito duro.

 

No tempo do Liceu do Carmo, lembro-me dos meus condiscípulos empregarem o termo—marrar - quando queriam dizer que o coração batia com furor, ao acompanhar a cadencia do pisar dos deli­cados saltos dalguns sapatinhos de costureira namoradiça !

 

Diz o Sr. Dr. Cunha e Costa que os francezes passam sem touros de morte. Vê-se que na Univer­sidade não ha uma cadeira cujos ensinamentos pro­fundem o fôro taurino, porque de contrario, os advogados saberiam que em França ha cerca de trinta praças de touros onde as corridas para se­rem exclusivamente á espanhola, só lhe faltam os cavalos sem peitoral algum. A de Marselha com­porta cerca de 11.000 pessoas, Aries 7.500, Bayona 9.500, Bordeux 9.000, Dax 8.000, Mont de Marsan 10.000, Nimes 21.000, Toulouse 7.000, etc.

 

Até á primeira metade do seculo XVIII as cor­ridas de touros em Portugal e Espanha, tinham um caracter análogo e não poucas foram as vezes em que portuguezes tourearam em Espanha e vice- versa. Esse intercâmbio artistico intensificou-se no tempo dos Filipes, tomando as corridas de touros um aspecto de Ostentação e riqueza.

 

O toureio limitava-se á lide equestre. Reis e fi­dalgos punham á prova a sua coragem, elegancia e saber, no toureio equestre, em cujo trabalho eram auxiliados por uma grande quantidade de creados. O toureio a pé não merecia importancia.

 

Foi Francisco Romero que deu relevante im­pulso á infantaria taurina, fazendo revestir as suas faenas de uma feição artistica que causasse emoção.

 

Romero inventou a muleta para matar os touros frente a frente. Mais tarde apareceram “cuadrillas,, já regularmente organizadas e que tiveram por maes­tros os grandes Pedro Romero, Pepe Illo, chegando aquele a tourear em Lisboa em 1795, creio que por ocasião do baptisado dum principe. A corrida rea­lizou-se no Terreiro do Paço e a ela não foi estra­nha. a sublime figura do Marquez de Marialva.

 

A aficion nesta data tomou um extraordinario incremento com a aparição de Montes, Cuchares e Chiclanero. A Montes, os escritores da epoca chamaram o Napoleon de los toreros e Pedro Romero foi cognominado: o Alexandre da Tauromaquia.

 

Mercê da incomparavel aptidão destes homens, o toureio foi adquirindo formas novas.

Que grandeza heróica não encontramos numa estocada recebendo ?

O valente diestro, firma-se deante do touro, muito proximo deste. Passa de muleta com graça, salsa toréra, quieto, girando sobre os calcanhares, o suficiente para dar sempre a cara á fera que passa rente ao impávido lidador, procurando-o furioso, com o objectivo de o destroçar. Segue atraz da flamula que engana. Mercê dum fluido que electriza, o espectador está atraido, assombrado.

 

O artista cresce; sabe que a multidão o admira.

Estende a muleta e perfila-se deante do testuz do touro. Junta os pés, aponta a espada e espera. Adeanta levemente um pé, estende o braço esquerdo em que ostenta la franela roja. Provoca com a sua voz, o touro que arranca e inclina o pescoço para ferir com as suas formidáveis armas. O homem imovel e sereno, deixa que se acerque, fa-lo sempre seguir a sua rota a favor da muleta, crava o ace­rado estoque, e o bravo animal, encolhe-se e cam­baleia.

Esta é a sorte que os cânones chamam matar recebendo.

 

Na lide a cavalo, em que o portuguez é exímio, não deixamos de encontrar maior magestade, mais arrojo -e galhardia.

Eis o que afirmo no "Ao Estribo: Um cavaleiro numa corrida de touros é o mesmo que um facho rutilante, que nos prende o espirito e arrebata a alma.

O evoluir dum corcel majestoso e ágil, domi­nado pelo garbo dum cavaleiro a que está aliada a sciencia dum toureiro, consubstancia o soberbo con­junto promotor de estrepitosas aclamações que, por vezes, tocam o delirio.

Cavaleiros! Insignes varões que iluminam o mundo da aficion com os fulgores da sua incomen­surável audácia e perfumam a atmosfera com nuan- ces de classissismo e ondas de reiterada elegancia!

Só o genio colossal dum cavaleiro - digno do nome - póde opôr resistencia à arremetida dum touro espumante de raiva, e, sem ficeles, dominá-lo com a mais luzida galhardia.

Nada ha mais arrebatador e profundamente emo­tivo do que um heroe do torneio, de tricorneo em­plumado, envergando uma casaca de seda em que se destacam brocados d'ouro luzente e os punhos de renda a envolver as luvas.

Firmes na sela, irrepreensivelmente aprumados. A mão esquerda, na atitude mais natural, segura as redeas e maneja-as sem o esforço que provoque re­paros ; o cavalo de linhas correctas, pêlo luzidio em que se espelha o recorte dos arreios. E' este o su­perior conjunto que nos oferecem o cavaleiro e o cavalo. O traje á Luiz XV e o ajaezado á Marialva, são manchas ricas de colorido que tornam grandioso o quadro; que reproduz uma das mais interessantes fases da festa.

 

Um lidador elegante, e animoso dirige o seu ca­valo em direcçcào à cara do touro e, a curta distan­cia deste, promove a rotação.

No momento da reunião, em que a rez a humi­lhar, pretende atinjir o bojo da montada, parecendo por vezes roçar os pitons pelo estribo, o câvaleiro, de braço estendido, crava de alto a baixo, o ferro ou o rojão, com tal frescura e acerto, que das agu­lhas— fulcro de atentos olhares — se desprende um fio de sangue quente.

 

Observadas as regras, cumpridos os preceitos da arte, a multidão irrompe em frementes aclama­ções, num sublinhar continuo, tão victorioso, quão sublime lance.

Pelo que acabo de expôr e ainda no que pode­ria alongar-me, se prova que o portuguez, desde re­cuadas eras, não é indiferente ás corridas de touros — isto é, os portuguezes que não preferem o es­trangeirismo nos seus divertimentos predilectos.

 

Também não são os portuguezes que comba­tendo as corridas de touros, se alimentam de chá, oleo de figado de bacalhau e cabidela de galinha, desprezando o sacrifício a que são forçados esses animais que não investem contra o homem...

 

Não se admirem, pois, que haja quem proclame que a corrida de touros é a unica manifestação de virilidade dos peninsulares.

 

E’ a festa nacional, a mais emocionante e tradi­cional, que vai tomando vulto e segue gloriosa­mente, com o seu explendor e beleza, provocando o ardente entusiasmo do publico que a considera o seu espectáculo favorito.

 

Ninguém póde duvidar que Fialho foi o relevantissimo espirito que manteve as letras portuguezas numa altura e num brilho extraordinario. Era pensador e irónico. Os seus conceitos são leis, e os seus escritos constituem verdadeiras paginas d’ouro.. Pois Fialho opinava da seguinte maneira, ácêrca das corridas de touros de morte:

A morte do touro, é uma coisa absolutamente indispensável no grande torneio duma nação penin­sular. Abater a féra, eis o complemento dessa luta ciclópica com o homem, o ultimo quadro da tragé­dia onde o tirano negro esparce ás mãos do galã bordado a ouro, de espada alta e apoteótico como o arcanjo Miguel sobre o diabo.

Oh, é supremo. Todos os particulares de toureio tendem a ele, evolutivamente, em sucessivas caden­cias d’arte e agilidade. Com touros sem morte, ê como que vencer uma batalha sem honras de triunfo.

 

Estes riquíssimos pedaços de prosa, devem ser lidos pelos indivíduos que desprezando a sorte do homem que é o rei dos animais, choram a morte da féra em cujas veias corre sangue bravo que para outra cousa não serve senão para revigorar a acometividade.

Venham, pois os touros de morte e o respectivo regulamento.

 

Touros de morte, mas com artistas dignos do nome. Não devem ser admitidos maletas, a matar, nas praças de Portugal.

 

De contrario comprometer-se-ia o brilhantismo da festa, como sucedeu na tarde em Alcochete, em que Canero actuou como espada.. .

 

Fóra os maletas.

 

Agora aos da Protectora dos Animais, atiro-lhe este beijinho:

“Ha anos uma pessoa que possuia um cãosinho, viu-se obrigada por circunstancias varias, a retirar para terras estrangeiras.

Este caso forçado, deixou-a apreensiva por não saber onde deixar o animal a quem dedicava muito carinho.

Teve a justa ideia de procurar a Sociedade Pro­tectora, pedindo-lhe para albergar el perro a trôco duma importancia convencionada.

Sábem a resposta que obteve?

Então a Sr.a pensa que isto aqui é asilo de cães ?

Tableau !...

 

Não ha duvida que a corrente favoravel aos touros de morte, é muito mais poderosa do que a outra que á força de hypoçrisia, quere fazer vingar os seus propositos anti-taurinos? Ora a oposição é livre. Podem combater as corridas e os touros de morte; todavia, não teem o direito de se impôr, contrariando a vontade da grande maioria dos portuguezes. Sabemos que as influencias são enormes. Nas hostes da Protectora lavra a desmoralisação.

 

Estão malucos, e, senão veja-se o que se passou numa conferencia promovida por aquela benemerita Sociedade, conforme narra o diario A Ideia Nacio­nal que neste caso, tem assumido juntamente com outros colegas, a mais digna atitude. Que venham os touros de morte, com o respectivo regulamento.

 

Não queremos, nem maletas, nem touros cor­ridos.

Cobre-se por cada touro estoqueado, uma quan­tia destinada á beneficencia: aponha-se em cada touro corrido, um sinal, para sabermos quais são os puros; que se não consintam corridas de verdad em praças que não reunam condições para isso (mesmo no Campo Pequeno em que a arena não está preparada suficientemente para tais lides); obrigue-se as emprezas a terem pessoal de enfer­maria e o material cirúrgico condignos, não esque­cendo o veterinário, etc.

 

Quanto a uma parte dos nossos toureiros de pé, aqueles que não fazem outra coisa do que sacudir o pó, com os capotes, largando-os constantemente na arena, esses serão selecionados. .. pelos touros. Os touros se encarregarão de os prevenir que para ser toureiro, é necessário possuir alma. .. e ha por ahi cada desalmado!

 

Patas arriba! exclamamos com o calor que nos subjuga a alma.

Patas arriba, pois, com a pieguice nacional, com  a choraminga neurastenica dos que ha dois séculos veem impondo a sua injustificada vontade. Patas arriba com a hipocrisia dos que se dizem ami­gos dos animais e, no entanto são indiferentes a tanta calamidade que vexa, oprime e entenebrece a vida do homem que afinal é... o rei dos animais.

 

Desprezemos a sinfonia lamurienta daqueles que temperam os bifes e o coelho á caçadora, com uma caudalosa torrente de lagrimas... e volvâmos os olhos para a festa cuja assistência é facultativa e que não tem outro fim que não seja o de marcar, atravez de pinceladas fortes, ricas de côr, toda a magestade, toda a grandeza heróica dos episodios que fornecem á coragem e á audacia, a mais elegante e airosa feição.

 

O restabelecimento das autenticas corridas de touros em Portugal, vem trazer ás nossas arenas, o aspecto de que elas careciam.

Uma corrida de touros vinca um significado tanto maior de emoção e de entusiasmo, quanto mais intensamente vibrarem os nossos nervos, ante a sequencia de uma faena que se desenrola e se re­mata com a apoteose dum lance grandioso.

 

Ora, as corridas como até aqui as presenceava- mos, não eram caracterisadas por aquele arrebata­mento artistico que nos dá a sensação de dominio que a valentia gradua e a naturalidade suavisa.

Ainda sob o ponto de vista económico, tambem as corridas trazem receita bastante proveitosa. E' o Estado que recebe as contribuições num superior quantitativo, visto que aumentam os espectáculos taurinos. As Misericórdias, Azilos, Casas Pias, e outras instituições de beneficencia que; interessam nos lucros de muitas praças de touros, tambem veem os seus recursos avolumados.

Igualmente o comercio e a industria, as emprezas de viação, etc., beneficiam com o desenvolvi­mento das funções taurinas.

Emfim, tantos e tantos casos podiam aqui ser enumerados e que recomendam a adopção das ver­dadeiras, das autenticas corridas de touros.

 

Que venham as corridas de verdad, mas com um regulamento exequivel que garanta o mais possivel, o bom resultado do espectáculo.

Nada de exploração. Nada de maletas a com­prometerem a festa. Exijam-se responsabilidades a quem as tiver na organisação de corridas.

Urge que se satisfaça plenamente a aficion, dando-lhe espectáculos honestamente preparados, de fórma a manter-se um seguimento interessante, que atraia em vez de repelir. Aproveite-se, pois, a boa vontade de quem está empenhado no progresso das corridas de touros, a que o nome portuguez está tão brilhantemente ligado.

 

Não permitamos a decadencia da festa nacional.

 

Temos direito a boas corridas de touros. De­mais num paiz que já teve como deputados os Srs. Dr. Jorge Capinha e o Sr. Luiz Rojão, é justo que a tauromaquia represente uma força indestrutível! No espirito do nosso povo, perdurará a ardente simpatia pela festa dos touros.

Viva pois, a Festa Nacional.

 

Àcêrca dos touros de morte diz o eruditissimo escritor e meu querido amigo, Rocha Martins, Di­rector do A. B. C., o seguinte:

Mas neste caso dos touros de morte, ha um duelo terrível e não uma barbaridade. E' o duelo da inteligencia e da destresa com a força e com a manha, por vezes. Muito mais indigno é o combate de galos. O boi tem sempre o mesmo fim: o bife, o assado, o cosido, por mais que os seus defensores o queiram indene das mãos do cosinheiro. Se ha-de morrer de olhos ta­pados num matadoiro, às mãos dum magarefe, acaba diante dum artista que o desafia, o excita, o vence ou póde ser ven­cido por ele.

E mais adeante, com aquela perfeição que dis­tingue um dos mais lidimos paladinos das letras nacionais, conclue o aludido jornalista:

Seria melhor acabar com a hipocrisia e ir aclamar o tou­reiro à praça onde só vai o publico que ama a lide e ninguém é obrigado a ir presencear espectáculos de que não goste, o que não sucede ai nas ruas...

E' uma verdade.

 

A corrida de touros é um espectáculo faculta­tivo. Reedito algumas das considerações que apre­sentei no livro “Ao Estribo,,:

A corrida de touros observada pelo lado plás­tico, viril e filantropico, revela um preciosíssimo significado que não é vulgar encontrar-se em qual­quer outro genero de espectáculo.

O elemento touro, dadas as suas condições de féra, colabora poderosamente nas corridas, pois que é dele que deriva a afirmação artística do homem com quem tem de defrontar-se.

Não é o boisinho doméstico, que as Protectoras e as Ligas intencionalmente confundem com o touro, animal feroz que o homem tem de lidar com o risco da sua própria vida, muitas vezes ao serviço de causas humanitarias. Não é o boi que puxa o arádo e anda jungido aos varais das carroças, que aparece no redondel, resfolgando de bravura e es­pumando de raiva, a impôr a força do seu poder e muitas vezes, tambem, o seu instinto de maldade*

O boisinho não é o touro, senhores protectores.

Não derramem lagrimas, porque ninguém acre­dita na vossa piedade.

E não acredita, porque me consta haver socios da Protectora que possuem carroças e estas vêmo- las todos os dias carregadissimas e tiradas por fa­mintos animais, que a golpes de chicote, sobem as ladeiras da cidade.

Ninguém acredita na choraminga dos socios das Protectoras e das Ligas, porque é facil admitir que eles se banqueteiem com belos manjares de coelho à caçadora, frango assado no espeto, não falando nos suculentos bifes extraídos de algum boisinho que tanto serviço prestou ao homem !

Que falta de protecção á memória dos ani­mais !...

 

O- tenente-coronel Ferreira do Amaral um dos  heroicos soldados da Flandres, foi a alma de epo­peia que animou a tremenda luta contra a tenaz e injustificada coação que vinha triunfando havia dois séculos.

Ferreira do Amaral foi o espirito forte, comba­tivo e victorioso. Foi o artista que deu a puntilla na pieguice nacional. Foi o homem que levantou a flamula do triunfo, sujeitando a seus pés a hipocri­sia mascarada de comiseração.

Bem haja, pois, Ferreira do Amaral que foi mais uma vez heroi.

 

A moda não está nos touros de morte. Está, sim, nas calças exageradamente largas e nos atrope­lamentos d'automoveis. Antes havia o seu atroplelamento que não atingia mais do que uma pessoa.

Agora é aos magotes!

E a Protectora tão calada !...

 

Não é demais repetir aqui uma parte da minha conhecida opinião ácêrca do assunto que tanto tem assoberbado a Protectora e seus adeptos.

Protestam, dizem eles, porque não admitem que se mate um animalzinho numa arena rodeada de espectadores ?

O animalzinho, neste caso, é o touro, uma au­tentica féra que a hipocrisia da Protectora e das Ligas, confunde propositadamente com o boi do­mestico.

O touro e o boi são animais bem distintos.

O primeiro caracteriza-se pela fereza que lhe é proporcionada pelo sangue bravo da sua casta ou das castas de que é oriundo. Salvo rarissimas ex­cepções, o seu instinto ferino não permite ajustar-se aos mesmos serviços do boi, do que se conclue claramente que o touro é um animal que nasceu unicamente para ser lidado.

 

Deixem-se de utopias, srs. protestantes, e inte­grem-se bem no sacrifício infligido aos bois, por esses matadouros fóra, não falando nos pontos do paiz onde nem matadouros existem.

Contra a maneira como se abatem os bois e outros animais indefezos, nos referidos locais, é que os srs. devem protestar, porque semelhantes acttas tambem teem publico a presenceá-lo.

Varias vezes verifiquei esses civilizados processos de abater animais, como, por exemplo, tirarem a pele a carneiros vivos e que se encontravam pen­durados havia largo tempo.

Já viram os judeus matar as rezes destinadas à alimentação da sua colonia?

E’ o martirio lento, torturante.

Duma outra vez, observei uma scena edificante e que certamente se repete com o fingido desco­nhecimento da Protectora e das Ligas.

 

Quando um boi — daqueles que tanto serviço prestam ao homem, para depois serem comidos por vaca, pelos referidos protestantes, — resiste à entrada no recinto onde ha-de ser abatido (essa relutancia é quasi sempre motivada pelo cheiro exa­lado por carne morta) o animal ao resistir, é alvo das. maiores barbaridades, que chegam á violência de lhe aplicarem nas unhas, fortes pancadas vibra­das com ferros ou paus ferrados, obrigando-o as­sim a dobrar.

Tambem, se o animal se nega a entrar no re­cinto do suplicio, dobram-lhe o rabo, fazendo o partir em tantos bocados, quantas vezes são preci­sas para que o serviço seja completado.

Quanto mais cruel não é o que se pratica em locais onde se abatem os animais destinados á ali­mentação publica, do que o que observamos nas corridas de touros de morte, em que uma féra, mantendo luta com o homem, põe este em risco de perder a vida.

 

Na pelêa, ha valor, emoção e beleza, emquanto que nos matadouros e noutros locais destinados ao mesmo fim, nada daqueles factores se registam.

Um touro no calor da luta cresce de raiva, es­puma-lhe a boca, de ferocidade, vizando somente inutilizar o homem.

Se assim é, porque razão não ha-de o homem, va­ler-se da sua sciencia e valentia para inutilizar a féra?

Sim, porque a tarefa de matar touros possue as suas leis e argumentados princípios, que teem de ser levados á pratica, com o fim do toureiro, depois de se defender das acometidas da féra, lhe dar a morte, o mais limpa e rapidamente possivel.

Em tudo isto o artista derrama arte e valor que o portuguez seguindo a mais nobre das tradições, aprecia com profundo interesse.

Porque é que se protesta?

Protestam porque a inconsciência é muito grande e a noção da piedade é a mais falsamente inter­pretada.

Choram a sorte dos touros, mas não se contris­tam com a do homem !"

 

In “Touros de Morte em Portugal -  Comentários Taurinos”, Pepe Luiz, Lisboa 1927, edição da Papelaria e Tipografia Paleta d’Ouro (desenhos de A. Martinez de Leon e A. Duarte d’Almeida)

COMUNICADO DA EMPRESA EMOÇÃO, NOVA GESTORA DA PRAÇA DE TOIROS DE SALVATERRA DE MAGOS

29.02.12 | barreiradesombra

A empresa Emoção - Eventos Culturais, Lda. na qualidade de entidade concessionária e representada pelo seu sócio-gerente o Exmo. Sr. Eng. Vasco Dotti e a Santa Casa da Misericórdia de Salvaterra na qualidade de proprietária e representada pelo seu Provedor, o Exmo. Sr. Armando Oliveira, assinaram hoje dia, 28 de Fevereiro de 2012, o contrato de arrendamento por 3 temporadas (2012, 2013 e 2014) com opção para mais um ano (2015) da Praça de Toiros de Salvaterra de Magos.

 

A empresa Emoção – Eventos Culturais, Lda. agradece publicamente à Santa Casa da Misericórdia de Salvaterra de Magos a confiança depositada e ambiciona desenvolver um trabalho que respeite os termos do contrato de exploração e contribua para prestigiar ainda mais este bonito tauródromo.

 

Foi com alguma surpresa que verificamos ter apresentado as melhores condições, mas perante o facto de que a nossa proposta era indiscutivelmente a melhor, e naturalmente a vencedora, começamos a projetar a temporada 2012, que normalmente se inicia em Salvaterra de Magos com a tradicional Corrida do Tomate.

 

Embora só hoje tenha sido oficializado o contrato, já existia uma confirmação verbal da Santa Casa da Misericórdia de Salvaterra de Magos em que a vencedora do concurso para a exploração da Praça de Toiros tinha sido a nossa empresa. Com as atuais condições em que vivemos em Portugal e também não tendo experiência acumulada neste tipo de gestão, a empresa Emoção, Lda., sentiu necessidade de procurar ajuda para esta tarefa, tendo sempre como objetivo poder acrescentar valor à oferta que quer disponibilizar aos aficionados e público em geral.

 

Com este intuito e baseado na amizade e relação de confiança que existe com o Exmo. Sr. Ricardo Levesinho, (empresário que gere os destinos da Praça de Toiros “Palha Blanco” em Vila Franca de Xira), foi estabelecida uma parceria com a empresa - Tauroleve – Sociedade de Tauromaquia Letra da Neta, Lda., para organizar a 1ª Corrida de Toiros, prevista para as 17.00 horas do próximo dia 25 de Março de 2012 (Domingo).

 

Suportado por esta parceria será possível muito brevemente poder apresentar oficialmente o cartel desta 1ª corrida. Esta é uma relação que poderá prosseguir durante toda a temporada, assim o público venha a demonstrar apreço pelo trabalho desenvolvido, que só pode ser medido pelo volume de presenças nas bancadas dos espetáculos que pretendemos organizar.

 

Pretendemos realizar em SALVATERRA um trabalho na base do TOIRO de poucas palavras mas com muita EMOÇÂO.

MARCELO MENDES INTEGRA CARTEL DO FESTIVAL TAURINO DE ELVAS

29.02.12 | barreiradesombra

 

Depois de ter integrado o cartel da abertura da época taurina 2012 em Mourão, o jovem cavaleiro Marcelo Mendes prepara-se para integrar outros dois Festivais Taurinos importantes neste início de temporada.

 

No próximo dia 25 de Março, pelas 16horas, o jovem cavaleiro do Oeste desloca-se à Arena do Coliseu de Elvas para participar na corrida solidária, organizada pelos Bombeiros Voluntários de Elvas, onde vai atuar ao lado dos cavaleiros de renome Rui Salvador, João Salgueiro, Luís Rouxinol, Sónia Matias e António Brito Paes.

 

O objetivo do Festival Taurino de Elvas é recolher fundos para a compra de um veículo ligeiro de combate a incêndios para a corporação dos Bombeiros Voluntários de Elvas.

Integrará logo depois, no dia 1 de Abril, na Centenária Praça de Toiros Palha Blanco, em Vila Franca de Xira, o elenco do Festival Benéfico Comemorativo do 80º Aniversário dos Forcados Amadores de Vila Franca de Xira onde irá atuar ao lado dos Cavaleiros Filipe Gonçalves, Paulo Jorge Santos, Marcos Tenório Bastinhas, Duarte Pinto e Tiago Carreira. A corrida contará ainda com a presença do Matador de Toiros Nuno Casquinha e do Novilheiro Tiago Santos.

 

Nesta tarde estarão presentes os antigos, atuais e futuros elementos do Grupo de Forcados Amadores de Vila Franca de Xira.

 

Duas corridas solidárias nas quais Marcelo Mendes se disponibilizou, sem fins materiais, de forma a poder contribuir para duas causas que merecem todo o reconhecimento e apoio.

ANA BATISTA NÃO INTEGRA O CARTEL DE 4 DE MARÇO NA PLAZA MÉXICO

29.02.12 | barreiradesombra

Informação da assessoria de imprensa da cavaleira Ana Batista: "Vimos por este meio agradecer o apoio constante que tem sido dado à campanha mexicana da cavaleira Ana Batista, e comunicar-lhe que no próximo dia 4 de Março, a cavaleira não estará no cartel da Plaza México, como apareceu anunciado até ao dia de ontem, Segunda-Feira 27, nos diários nacionais.

 

A empresa da Plaza México e os apoderados de Ana Batista, Sr. Rubén Ortega e o Matador Enrique Fraga não chegaram a um acordo económico para a participação da cavaleira na dita corrida. O que foi oferecido não chegava para cobrir os gastos, e o mínimo que se pediu à empresa, esta não pôde pagar."

V FESTA DO FORCADO - LISBOA 16 E 17 DE MARÇO DE 2012

24.02.12 | barreiradesombra

 

Nos próximos dias 16 e 17 de Março, as empresas Campo Pequeno, Terra Brava e Tauromania, vão realizar na Praça de Toiros do Campo Pequeno a V FESTA DO FORCADO, a Verdadeira Festa do Forcado.

 

Este dia nasceu com o objectivo de criar uma verdadeira festa de enaltecimento dos valores, da atitude, do companheirismo e da humildade que caracteriza esta figura tão querida e respeitada do nosso País que é o Forcado Amador.

 

Concurso de pegas de cernelha, execução de sortes antigas (casa da guarda, pega de costa, sorte de gaiola, pega na cadeira e sorte D. Tancredo), actuação de antigos forcados e de miúdos cheios de garra que já fazem os primeiros cites, abrindo os braços com determinação, vão por certo deliciar todos aqueles que forem assistir a esta V Festa do Forcado.

 

Em disputa o Troféu António José da Veiga Teixeira para a melhor parelha, que conta com a participação de todos os Grupos de Forcados Amadores pertencentes à Associação Nacional de Grupos de Forcados (ANGF). Por eliminatórias, 38 Grupos de Forcados vão-se enfrentar em regime de torneio perante uma manada de Mertolengas. Duas Parelhas entram em praça, mas só uma passará à eliminatória seguinte… até à grande Final!

 

O Grupo vencedor terá também, como Prémio, a oportunidade de participar numa Corrida dos Toiros especial na temporada 2012 na Praça de Toiros do Campo Pequeno.

 

A Câmara Municipal de Lisboa associa-se a este evento como parceiro institucional o que, para a organização, é mais um reconhecimento que a Figura do FORCADO AMADOR é, sem dúvida, um estandarte nacional da nossa tauromaquia.

 

Cada Grupo de Forcados carrega na sua jaqueta uma história... uma história das suas gentes e das terras que representam.

 

Serão sem dúvida dias de emoção que, com certeza, contará com o apoio e carinho de todos os admiradores desta figura tão Portuguesa e especial que é o FORCADO AMADOR.

 Não Falte à V FESTA DO FORCADO!!! Contamos com a presença de todos. 

 

RESERVAS DE BILHETES: 210 414 000

CONHEÇA OS CARTÉIS DA TEMPORADA SEVILHANA DE 2012

22.02.12 | barreiradesombra

 

Apenas 3 portugueses actuarão na Maestranza de Sevilha durante a Feira de Abril. Serão eles Rui Fernandes, João Moura Jr e Francisco Palha. Aqui vos deixamos os cartéis que compõem a temporada de abono sevlhano.

 

Domingo da Resurreição

- 8 de abril: Toiros de Juan Pedro Domecq para Morante de la Puebla, José Mª Manzanares e Daniel Luque

 

FEIRA DE ABRIL

- 13 de abril: Novilhos de Fuente Ymbro para Fernando Adrián, Javier Jiménez e Gonzalo Caballero

- 14 de abril: Toiros de Montealto para Oliva Soto, Antonio Nazaré e Diego Silveti

- 15 de abril: Toiros de San Mateo e San Pelayo para Andy Cartagena,Diego Ventura e Leonardo Hernández

- 16 de abril: Toiros de Conde de la Maza para Luis Bolívar, Salvador Cortés  e Joselito Adame

- 17 de abril: Toiros de Cuadri para Antonio Barrera, Javier Castaño e Alberto Aguilar

- 18 de abril: Toiros de Fuente Ymbro, para Salvador Cortés, Antonio Nazaré e Esaú Fernández

- 19 de abril: Toiros de El Ventorrillo para Diego Urdiales, Iván Fandiño e Jiménez Fortes

- 20 de abril: Toiros de Jandilla para Manuel J. El Cid, Alejandro Talavante e Sebastián Castella

- 21 de abril: Toiros de Garcigrande para José P. Prados El Fundi, Morante de la Puebla e Sebastián Castella

- 22 de abril: Toiros de Torrehandilla, para Rivera Ordóñez Paquirri,Manuel J. El Cid e El Fandi

- 23 de abril. Toiros de Victoriano del Río para Juan J. Padilla, José Mª Manzanares e Alejandro Talavante

- 24 de abril: Toiros de Victorino Martín para Iván Fandiño e David Mora (mano a mano)

- 25 de abril: Torios de Daniel Ruiz para Sebastián Castella, Daniel Luque e Cayetano

- 6 de abril: Toiros de Núñez del Cuvillo para Morante de la Puebla, José Mª Manzanares e López Simón (alternativa)

- 27 de abril: Toiros de El Pilar para Manuel J. El Cid, David Mora e Daniel Luque

- 28 de abril: Toiros de Torrestrella para Juan J. Padilla, El Cordobés e El Fandi

- 9 de abril (matinal): Toiros de Fermín Bohórquez para Fermín Bohórquez, Rui Fernandes, Diego Ventura, Moura JrFrancisco Palha e Noelia Mota

- 29 de abril (tarde): Toiros de Miura para Rafaelillo, José Luis Moreno e Serafín Marín

 

Feira de São Miguel:

- 21 de setembro Novilhos:  de Juan Pedro Domecq para os novilheiros triunfadores da temporada

- 22 de setembro toiros de Alcurrucén para Manuel J. El Cid, Sebastián Castella e Daniel Luque.

- 23 de setembro toiros de Núñez del Cuvillo y Juan Pedro Domecq para José María Manzanares e Talavante, mano a mano

PALHA BLANCO COM FESTIVAL TAURINO A 1 DE ABRIL

21.02.12 | barreiradesombra

A Centenária Praça de Toiros Palha Blanco abrirá as suas portas à temporada 2012 no próximo dia 1 de Abril pelas 16:30 horas, para a realização de um Festival Taurino que servirá de comemoração para o 80º aniversário da fundação do Grupo de Forcados Amadores de Vila Franca, e do 55º aniversário da União Desportiva Vilafranquense.

 

Trata-se de um festival com a presença de juventude – pois é ela o futuro da nossa festa – e no qual serão cabeças de cartaz os cavaleiros Filipe Gonçalves, Paulo Jorge Santos, Marcos Bastinhas, Tiago Carreiras, Duarte Pinto e Marcelo Mendes, bem como os espadas Nuno Casquinha e Tiago Santos. As pegas estarão a cargo dos Amadores de Vila Franca de Xira, capitaneados por Ricardo Castelo, numa tarde onde o passado, presente e futuro deste emblemático grupo de forcados se encerrará em solitário, diante toiros de Santa Maria (lide a cavalo) e Canas Vigouroux (lide apeada).

 

Dia 1 de Abril pelas 16:30 horas, a Palha Blanco espera por todos os aficionados e público em geral, num espetáculo que terá preços populares.

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