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BARREIRA DE SOMBRA 30 ANOS (1987/2017)

Desde 13.06.1987 ao serviço da Festa Brava

BARREIRA DE SOMBRA 30 ANOS (1987/2017)

Desde 13.06.1987 ao serviço da Festa Brava

V ENCONTRO INTERNACIONAL DE ESCOLAS TAURINAS

27.01.12 | barreiradesombra

O “V Encontro Internacional de Escolas Taurinas” vai decorrer de2 a5 de Fevereiro com a participação de cerca de três dezenas de alunos das escolas de toureio de Salamanca, “José Falcão” (Vila Franca de Xira), CEART-Fundación “Joselito” (Madrid), Aguascalientes (México), Moita do Ribatejo e Academia de Toureio do Campo Pequeno.

 

No dia 2 e 3, haverá Aulas Práticas nas ganadarias Jorge Carvalho, Vinhas e Murteira Grave, culminando o programa de dia 3 com uma homenagem ao matador de toiros espanhol José Miguel Arroyo “Joselito”, em sessão às 22h00 no Auditório Municipal de Arruda dos Vinhos, estando o elogio do homenageado a cargo do Coronel José Henriques.

 

No sábado, dia 4, as Aulas Práticas terão lugar na Praça de Toiros do Campo Pequeno, respectivamente às 11h00 e às 16h00, exibindo-se os alunos perante bezerras de Pinto Barreiros e Falé Filipe, respectivamente.

 

No domingo, às 15h30 realiza-se uma conferência no Salão Nobre do Campo Pequeno intitulada”Manuel dos Santos e Carlos Arruza – Evocação da Fraternidade entre Portugal e o México”, com a participação do Maestro Manolo Arruza, do Dr. Manuel Jorge Diez dos Santos, filhos destas figuras mundiais do toureio e do Coronel José Henriques.

 

Às 17h00, terá lugar a final do encontro, com os alunos que mais se destacaram nas Aulas Práticas, os quais lidarão seis novilhos da ganadaria de São Torcato.

 

A entrada para as Aulas Práticas de sábado, no Campo Pequeno, bem como para a final do encontro é livre.

 

O “V Encontro Internacional de Escolas Taurinas” é uma organização da Sociedade Campo Pequeno, da Tertúlia “O Piriquita” e da Fundação João Alberto de Faria, com a colaboração da Câmara Municipal de Arruda dos Vinhos.

 

DIVULGAÇÃO LITERÁRIA TAURINA

23.01.12 | barreiradesombra

Com uma forma mordaz e sarcástica de entender e abordar a nossa peculiar tauromaquia e principalmente a corrida dita à portuguesa (com cavaleiros e forcados), nos anos 30 do século passado e sem que houvesse ainda uma qualquer perspectiva de haver um matador de toiros português (só aconteceria em 1947), D. Bernardo da Costa (Mesquitela) deixou-nos textos incríveis e bem reveladores da sua personalidade e, ao mesmo tempo, do respeito que por ele havia. E para além disso, ideias controversas, com propostas arrojadas e polémicas face ao que considerava de errado na abordagem ao espectáculo tauromáquico. Hoje trazemos mais um desses textos e sobre as cortesias.

 

«AS CORTESIAS», por D.Bernardo da Costa (Mesquitela), in Festa Brava (1932)

 

“Há muito temp que não vou aos toiros, cá em Portugal. E não vou por isto: porque, como «aficionado» não me interessa a tourada, e, como crítico, não percebo nada do que nela se faz. Fazem-se coisas que ultrapassam os limites acanhados da minha sabedoria e da minha inteligência – coisas certamente muito bem feitas, porque vejo muita gente aplaudi-las, mas coisas que eu não percebo.. E por isso, porque não percebo e porque não me interessa – não vou.

A tourada à portuguesa é tôda ela feita de disparates cosidos uns aos outros. Do princípio ao fim reina o inverosímil, o absurdo e o burlesco.

Exagero?

Talvez. Mas analisemos o espectáculo, pondo-o, sempre que seja conveniente, em confronto com a corrida de toiros à espanhola – que é a verdadeira e a única – e vamos ver se o leitor não acaba por concordar comigo...

Ocupemo-nos hoje das cortesias, - preâmubilo da tourada à portuguesa. Depois, quando houver tempo, trataremos do esto.

Em Espanha, como todos sabem, as quadrilhas limitam-se a cruzar o redondel, num paseo rápido, simples e formal, de uma rara e de uma rara emoção. Não há artifícios, nem delongas , nem exibições de circo. Os toureiros, reluzentes em seus trajos de seda e oiro, de seda e prata, o peito levantado com orgulho, o busto ligeiramente inclinado para a frente e o braço direito graciosamente curvo, baloiçando-s ena cadência do paso-doble aelgre e vibrante, são bem os descendentes daqueles heróis romanos, caminhando estoicamente para a luta – para uma luta d emorte, da qual nem sempre saem vencedores. A sobriedade dos seus gestos  dá-nos logo neste prólogo a noção da seriedade do espectáculo que vai desenrolar-se. E a elegância, a preocupação permanente  de uma estética, que é sempre a ideia fundamental de qualquer arte, não é  a mais insignificante nem a menos agradável das suas atitudes.

Nas nossas touradas, em vez disto, fazem-se cortesias... Acho bem. A meu ver, esta coisa das cortesias tem uma explicação: aborrecer logo de entrada o espectador, para que ele se habitue de princípio ao aborrecimento que o espera tôda a tarde. Se assim é, não há dúvida que é a única coisa lógica da nossa tourada.

A primeira personagem que entra na arena é uma mula – a mula das farpas. É um símbolo. A mula cumprimenta o inteligente e o inteligente cumprimenta a mula. Outro símbolo.

Depois torna a tocar a corneta, e, ao som de um fungagá que atira cá para fora  as notas desafinadas de uma valsa ou de uma marcha fúnebre, entram na praça os nossos toureiros: gordos uns, velhos outros, alguns com um cabelo demasiado comprido para toureiros, outros de caracóis ou melenas, que lhes dão um aspecto afadistado e pelintra, e todos eles mais ou menos mal vetsidos, com trajos remendados nos fundilhos – pobres trajos sem côr e sem brilho, que parecem ter sido retirados do «prego» e que aguardam o fim do dia para de novo voltarem para o «prego».

Atrás dos badarilheiros, que se deixam ficar alinhados como soldados de chumbo, colocam-se os forcados, de grossas bigodeiras e cheirando a vinhaça à distância dos camarotes de segunda ordem.

Depois, uns matulões vestidos de branco – as vestais do sr. Segurado – vão misturar-se com uns personagens do século passado, de grandes fardas de libré que cheiram a estrebaria, e de grossas meias brancas, onde a gente, à vista desarmada, vê pulgas passeando.

Carecas, papagaios, cabeludos, cacatuas, rinocerontes, hipopótamos – todo um jardim zoológico aparece na arena, a fazer cortesias.

Atrás de todos, os campinos -  e êsses sim, êsses são os únicos que põem uma nota interessante e alegre no meio de tanta gente mascarada e triste.

Entram depois os cavaleiros..

Os cavalos vistosamente enfeitados de sedas garridas, correspondem às saudações do público alçando o rabo e sujando a arena. E os cavaleiros, vestidos à moda de um rei de França que nunca foi toureiro, nem sequer «aficionado», trazem o penteado à moderna, enquanto outros, mantendo o culto do homem primitivo, conservam a relíquia de um bigode que já ninguém usa.

Põem- se a andar para a frente, a andar para trás , a andar para os lados, e a gente, durante horas, assiste resignadamente à passagem deles pelo nosso sector.

E como todos nós nos conhecemos e todos somos amigos uns dos outros, não há remédio senão bater-lhes palmas, tirar-lhes o chapéu e gritar-lhes cá de cima:

- Bom dia, ó Simão!

- Como passa V.Exª., Sr. D.Ruy?

- Adeus, ó Lopes!

- Viva, Núncio!

...com recomendações recíprocas à família.

E os cavaleiros passam, tornam a passar, andam para a frente, andam para trás, andam para os lados – parece que andam perdidos – e agradecem, agradecem sempre, sem saber porque motivo, as palmas que nós lhes damos, sem saber bem porquê. Só os cavalos sabem porque razão sujam a praça.

De todos os cavaleiros, o que mais me agrada ver nas  cortesias é o Rufino. Êsse ri-se, ri-se para todos, ri-se às gargalhadas, E eu que não me interesso pela tourada e que nada percebo do que nela se faz, gosto de ver êste homem, porque enquanto nós todos choramos de aborrecimento, êle é, afinal de contas, o único que se diverte, o único que ri.

É o cavaleiro da alegria. Toureio de alegria, só o de Sevilha ou o ... de Alhandra!

 

Aqui tem o leitor o que são as cortesias – uma sensaboria que nada significa, a primeira nota ridícula dêsse amontoado de notas ridículas que é a nossa tourada.

Não falta, porém, quem goste delas: a maior parte do nosso público – quási todo o nosso público – é mesmo do que mais gosta.

Para êsses espectadores, o momento mais bonito, o mais vistoso, provavelmente o mais artístico e emocionante, o momento supremo da tourada à portuguesa é o das cortesias. – quere dizer, todo o espaço de tempo que os nossos toureiros gasta para se exibir, enquanto o toiro não sai...

De uma beleza mais que duvidosa e totalmente despida de grandeza, a tourada, com se depreende logo dêste princípio, difere daautêntica corrida de toiros como uma noite de chuva de um dia de sol, como uma macaca feia de uma mulher bonita.

É defeito de nascença e não vale a pena pensar em melhorá-la. Deixemo-la com as suas cortesias, os seus salamaleques, as suas momices e os seus absurdos. Não acredito que possam modificá-la num sentido progressivo, porque o mau não se melhora: o mau suprime-se.

A única forma de se levantar a tauromaquia em Portugal e o gôsto pela Festa Brava, seria acabar definitvamente com ela. E para isso bastava fazer esta coisa simples, muito simples: deitar abaixo todas as praças; desterrar todos os empresários; mandar abater, por utilidade pública, todos os pseudo-toiros e tôdas as pseudo-vacas de todos os nossos pseudo-ganaderos; fazer passar por uma peneira todos os toureiros nacionais (só passava a peneira); mandar todos os forcados para a luta do Coliseu; e, finalmente, lançar fogo a todos os críticos e criticosos.

E eu, só para não esperar pelos outros, seria o primeiro a entrar na fogueira.”

NUNO CASQUINHA FARÁ CAMPANHA NO PERÚ

22.01.12 | barreiradesombra

 

 El torero portugués del momento nació en Lisboa Portugal el 5 de febrero de 1986, Nuno Miguel Casquinha es hijo del ganadero Víctor Nuno Dacosta, dueño de la prestigiosa ganadería de lidia "Nuno Casquinha" en Portugal, donde emprendió su carrera hacia el mundo taurino por crecer entre el toro de casta. Es allí donde comenzó la historia de este prominente matador de toros, que manejas los tres tercios a la perfección, que es atrevido frente a un astado, y que no se rinde ante las circunstancias de la profesión taurina; que de novillero y sin la mano de expertos llego a torear en plazas de primera en España dando mucho que hablar, como en la Monumental de las Ventas de Madrid, en la Maestranza de Sevilla, entre otras tantas; siendo dos años consecutivos ganador del diploma de alumno destacado de la Escuela de Madrid, y en Portugal ha toreado en la famosa plaza Campo Pequeño de Lisboa, como también incursionó en el mundo del toro mexicano, cortando sendas orejas y rabos. Tomó la alternativa el 29 de Mayo del 2011 teniendo como padrino a Javier Solís y de testigo a Julio Parejo, en donde paseo dos orejas en la plaza de Villanueva del Fresno (Badajoz). Casquinha día a día se prepara para sus próximos compromisos, con la diversidad de visitas al campo y el entrenamiento de salón.
 Este 2012 viene a hacer temporada al Perú de la mano de su amigo y apoderado el Sr. Aldo Risco Neyra, contactos al 943994453 ó al #067813


Imprensa Nuno Casquinha

FESTA BRAVA VENCEU UMA IMPORTANTE BATALHA

22.01.12 | barreiradesombra

Na passada quinta-feira, 19 de Janeiro, quando Parlamento debateu a petição que visava a abolição das corridas de toiros, fizeram-se ouvir muitas vozes, uns quantos em bicos dos pés para se fazerem ver e ouvir... Ha uns meses atrás, com os deputados da Comissão responsável pela elaboração do relatório final presentes numa corrida de toiros no Campo Pequeno, quantos não se recordarão das palavras, do brinde de um dos forcados de Montemor aos parlamentares.

 

Mas também é verdade que o trabalho de fundo elaborado pela PROTOIRO e que demos a conhecer em 5 de Outubro de 2011 (clique no seguinte link http://www.parlamento.pt/ActividadeParlamentar/Paginas/DetalhePeticao.aspx?BID=12114, clicando depois em RPI_PRÓTOIRO - Federação Portuguesa das Actividades Taurinas), era a grande «estocada» nos anti-taurinos, pela enorme categoria do texto e da argumentação em defesa da Festa Brava.

 

Por isso, e depois de deixar assentar a poeira, aqui deixo o meu voto de parabéns à Protoiro pelo excelente trabalho desenvolvido e mais ainda pelos resultados conseguidos na Assembleia da República. Vencemos uma batalha, mas teremos seguramente de enfrentar mais...

«BARREIRA DE SOMBRA» - OÁSIS FM 106.4 – REGRESSA DIA 5 DE FEVEREIRO

19.01.12 | barreiradesombra
 

No próximo dia 5 de Fevereiro, domingo, regressa à antena da Oásis FM, na sintonia de 106.4fm ou em www.radiooasis.pt, o programa de tauromaquia «Barreira de Sombra», da responsabilidade de António Lúcio e que dá, assim, início à temporada de comemoração dos seus 25 anos de existência. A Oásis FM mantém a tradição de ter um programa específico sobre Tauromaquia e o «Barreira de Sombra» retoma aquele que foi o seu dia, o domingo, e entre as 21 e as 22 horas como habitualmente.

 

Procurando manter uma informação actualizada sobre a Festa Brava em Portugal, e contando uma vez mais com o inestimável contributo de todos quantos permitem o acesso dos colaboradores do programa às suas praças de toiros, o «Barreira de Sombra» manterá o habitual esquema de crónicas de corridas, notícias, literatura taurina, espaço dedicado ao fado e às bandas filarmónicas e às entrevistas, assim como na internet no blog barreiradesombra.blogs.sapo.pt.

 

Contamos consigo, a partir de domingo 5 de Fevereiro, entre as 21 e as 22 horas e com as suas críticas e sugestões dirigidas ao nosso email barreiradesombra@sapo.pt.

MAESTRO “ JOSELITO ” HOMENAGEADO EM ARRUDA DOS VINHOS

19.01.12 | barreiradesombra

 

A Fundação João Alberto Faria, a Tertúlia “O Piriquita” e a Sociedade do Campo Pequeno S.A., irão promover no âmbito do V Encontro Internacional de Escolas Taurinas, uma homenagem ao maestro José Miguel Arroyo “Joselito”, que recentemente foi distinguido pelo Rey D. Juan Carlos com a Medalha de Ouro de Belas Artes.

 

Esta Homenagem decorrerá na próxima sexta-feira dia 3 de Fevereiro, às 22h00 no auditório Municipal de Arruda dos Vinhos.

 

Apelamos à presença de todos os aficionados para que em conjunto possamos homenagear esta grande figura da história da Tauromaquia Mundial.

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