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BARREIRA DE SOMBRA

Desde 13.06.1987 ao serviço da Festa Brava

BARREIRA DE SOMBRA

Desde 13.06.1987 ao serviço da Festa Brava

RESULTADOS ARTÍSTICOS DA FEIRA DE SAN ISIDRO

15.05.11 | António Lúcio / Barreira de Sombra

 Nas corridas da semana, desde a passada segunda-feira, 9, os resultados artisticos foram os seguintes:

 

10 de Maio. Toiros de Valdefresno, para Juan Bautista (silêncio e silêncio), Matías Tejela (silêncio e saudação após petição) e Daniel Luque (saudação e silêncio).

 

11 de Maio. Toiros de Vellosino, para Uceda Leal (silêncio após aviso e silêncio), Miguel Abellán (silêncio após aviso e silêncio) e Rubén Pinar (silêncio e ovação).

 

12 de Maio. Toiros de José Escolar , para Rafaelillo (assobios e bronca), Fernando Robleño (palmas e palmas) e Alberto Aguilar (silêncio e silêncio).

 

13 de Maio. Toiros de Juan Pedro Domecq, para Uceda Leal (silêncio e orelha), Juan Bautista (silêncio e assobios) e Morenito de Aranda (silêncio após aviso em ambos).

 

14 de Maio. Toiros de El Montecillo , para Uceda Leal (ovação após petição e silêncio), Iván Fandiño (orelha e ovação) e Miguel Tendero (silêncio e silêncio).

 

Fonte: portal taurino

DIEGO VENTURA E JOÃO MOURA NA ALTERNATIVA DE TOMÁS PINTO

15.05.11 | António Lúcio / Barreira de Sombra

São os seguintes os cartéis da Feira de Santarém 2011, com menos um espectáculo do que inicialmente previsto por causa das eleições no dia 5, sendo de destacar a presença de Ventura na corrida de alternativa de Tomás Pinto, que será concedida por seu tio Emídio Pinto, completando o cartaz o veterano João Moura.

ESTREIA NO CAMPO PEQUENO DA GANADARIA DE REGO BOTELHO E DO MATADOR ESPANHOL ALEJANDRO TALAVANTE

15.05.11 | António Lúcio / Barreira de Sombra

 

A corrida de dia 19 de Maio conta com duas estreias absolutas: a da ganadaria açoriana de Rego Botelho (encaste Parladé-Domecq) e do matador de toiros espanhol Alejandro Talavante, um dos valores confirmados da nova geração, presença nas maiores feiras de Espanha e que inscreve o Campo Pequeno no seu roteiro de 2011.

 

A ganadaria de Rego Botelho foi fundada em 1953 através da aquisição de reses de Castro Parreira e aumentada com vacas de Dinis Fernandes e um semental de José Pedrosa (1960). Em 1979 foram adquiridas vacas e sementais de David Ribeiro Telles e, dez anos depois de Rio Frio e José Lupi, bem como sementais de Brito Paes e Oliveiras Irmãos. Posteriormente foram adquiridas vacas e sementais de Simão Malta e Jandilla. Pasta na Quinta da Maromba, em Angra do Heroísmo e tem como data de antiguidade 21 de Junho de 1964 (Angra do Heroísmo).

 

Quanto a Alejandro Talavante é um dos jovens matadores espanhóis que tem vindo a engrandecer o nome da Escuela Taurina de Badajoz, de onde é oriundo. Tomou alternativa de matador de toiros em Cehegín (Múrcia) a 9 de Junho de 2006, apadrinhado por José Antonio Morante dela Puebla, com David Fandila “El Fandi” como testemunha. Lidou toiros de Bejumea e cortou três orelhas. Na temporada de 2010 classificou-se em quarto lugar na lista dos matadores de toiros que mais tourearam. Actuou em 65 corridas, tendo cortado 52 orelhas e um rabo e lidado 130 reses. No final da temporada rumou ao México, registado dois grandes triunfos na Monumental da Cidade do México e, de regresso a Espanha, triunfou na feira de Inverno em Vistalegre (Madrid) eem Olivença. Estácontratado para as principais feiras taurinas de Espanha e França.

 

Alternará com Antonio Ferrera, o brilhante vencedor do galardão Campo Pequeno 2010 para o melhor matador de toiros, um bandarilheiro de excepção que esta temporada já indultou dois toiros. Nas suas duas actuações no Campo Pequeno, em 2010, Ferrera conquistou os aficionados pela entrega nos três tércios da lide, destacando-se pela espectacularidade com que bandarilha e profundidade do seu toureio de muleta. Na sua agenda para 2010 constam duas tardes em Madrid (29 de Maio e 10 de Junho) a que se seguirão as mais importantes feiras da temporada espanhola.

 

Actuam os cavaleiros Joaquim Bastinhas e Luis Rouxinol, dois dos cavaleiros por quem o público nutre o maior carinho e admiração, resultado de trajectórias profissionais de enorme valor, exímios executantes da sorte de bandarilhas a duas mãos!

 

As pegas estão a cargo dos valentes forcados da Tertúlia Tauromáquica Terceirense, capitaneados por Adalberto Belerique, numa corrida abrilhantada pela Banda Filarmónica Recreio Serretense, de Angra do Heroísmo, numa corrida que afirma em Lisboa toda a pujança da festa brava na Região Autónoma dos Açores.

ARTE & EMOÇÃO - PROGRAMA Nº 3 - 14-5-2011 - SINOPSE

09.05.11 | António Lúcio / Barreira de Sombra

 

Toiros Açorianos em Lisboa

No próximo sábado terá lugar o terceiro Arte & Emoção da série 2011.

Neste programa vamos ver assistir à reportagem da corrida do Campo Pequeno, que marcou o regresso Pablo Hermoso a Lisboa.

Mas o triunfador da noite foi mesmo João Moura Jr.

Em Beja presenciámos uma corrida de grande emotividade e que resultou em duas aparatosas quedas: Tito Semedo e Sónia Matias.

Oportunidade ainda para recordar os espectáculos de promoção à festa brava, que juntaram no ano passado milhares de pessoas em Santarém e de ver os toiros Rego Botelho, que brevemente irão cumprir história – vai ser o primeiro curro de toiros açorianos a ser lidada no Campo Pequeno.  

VLA FRANCA DE XIRA - 8 DE MAIO - A CRÓNICA DA CORRIDA

08.05.11 | António Lúcio / Barreira de Sombra

Praça de Toiros “Palha Blanco” – 8.05.11

Director: Ricardo Pereira – Veterinário: Jorge Moreira da Silva – Lotação: qause cheia

Cartel: Luis Rouxinol, Vítor Ribeiro, Marcelo Mendes

Forcados: Santarém, Vila Franca de Xira

Ganadaria: Canas Vigoroux

 

 

VILA FRANCA: PRAÇA QUASE CHEIA NA ALTERNATIVA DE MARCELO MENDES

 

Tarde dura e de toiros difíceis a que vivemos hoje em Vila Franca de Xira na alternativa de Marcelo Mendes e onde o destaque maior vai para a casa quase cheia que a "palha Blanco" ostentava. Eram 17h12 minutos quando Luis Rouxinol cedeu o ferro comprido a Marcelo Mendes na cerimónia de alternativa, cedendo-lhe também a lide do primeiro da tarde, marcado com o nº 205 e 530kg da ganadaria de Canas Vigoroux. Marcelo brindou a Álvaro Silva, da Sicasal, a sua primeira lide.

 

A “Palha Blanco” registou uma das melhores entradas dos últimos anos, depois da célebre corrida dos Miuras (já lá vão quase 10 anos) e mais uma alternativa.Momento sempre singular, mas ao mesmo tempo de exigência de transcendência para quem chega a esse importante patamar, e por isso, também, momento de algum nervosismo que urge ultrapassar para se ter a mente limpa e maior capacidade de raciocínio para, rapidamente, resolver os problemas que os toiros trazem.

 

A emoção do momento do brinde de Marcelo Mendes a Álvaro Silva, seu grande mentor e dono da quadra de luso-árabes que o cavaleiro utiliza, demorou a passar seguramente e isso sentiu-se na lide que deu ao seu primeiro toiro. Marcelo Mendes procurou impor-se a um toiro que foi de mais a menos e depois de dois compridos razoáveis, a série de curtos foi razoável. Mas o toiro descaíu para tábuas e aí de fechou e o jovem cavaleiro tentou por 3 vezes o ferro de palmo que não foi capaz de deixar no toiro. Por força da exigência popular deu volta com o forcado João Brito dos Amadores de Santarém que efectuou rija pega de caras ao primeiro intento. No que encerrou praça, de muita presença e bastante manso, voltou a sentir dificuldades na escolha dos terrenos e na abordagem ao toiro. Cumpriu nos compridos e deixou os dois primeiros curtos em sortes à tira e ainda outros três, destacando-se no de violino que encerrou a sua lide. Deu volta acompanhado do forcado Márcio Francisco, de Vila Franca, que executou rija pega de caras à segunda tentativa. Em ambos os toiros sofreu toques fortes.

 

Luis Rouxinol deu a volta ao seu primeiro com a habitual maestria mas, tal como os seus companheiros de cartel, não se livrou de alguns toques mais fortes nas montadas. Esteve bem a cravar os compridos e com os curtos esteve em plano aceitável, rematando com um bom par de bandarilhas. Deu volta com o forcado Pedro Castelo, de Vila Franca, que fez uma boa cara à segunda. No quarto da tarde, manso e a fechar-se em tábuas, teve de porfiar para deixar com mérito a ferragem da ordem. Foi acompanhado na volta à arena pelo forcado de Vila Franca Ricardo Patusco que se fechou com muita técnica e decisão à primeira.

 

Vítor Ribeiro andou em plano de total entrega como é seu hábito e esbarrou também com dois Canas Vigoroux» que não deram facilidades e sofreu alguns toques. Mas a garra de Ribeiro veio ao de cima e teve uma boa actuação no primeiro do seu lote com dois bons curtos em quarteios bem desenhados. Difícil foi a tarefa dos forcados de Santarém que só à 4ª tentativa o «agarraram» por intermédio de Diogo Sepúlveda que saíu bastante maltratado. No quinto da ordem de novo teve de porfiar para sacar o manso das tábuas, cumprindo a papeleta com entrega e deu volta á arena acompanhado de António Imaginário, dos Amadores de Santarém, que só à 4ª conseguiu consumar uma dura pega de caras.

Curro bem apresentado da ganadaria Canas Vigoroux, alguns deles de bastante trapio, mas por aí se ficaram. Mansos, duros e difíceis estes toiros que pastavam nos campos da Castanheira do Ribatejo, trouxeram emoção ás bancadas.

 

Boa direcção de corrida a cargo do Delegado Técnico Tauromáquico Sr Ricardo Pereira, assessorado pelo veterinário dr Jorge Moreira da Silva.

 

DA BANALIDADE À GENIALIDADE

06.05.11 | António Lúcio / Barreira de Sombra

 

Na generalidade das corridas de toiros, como em muitas outras áreas da cultura e do espectáculo, o que acontece não passa da banalidade, entendida esta com algo de vulgar, trivial ou corriqueiro, incapaz de despertar os grandes sentimentos de todos quantos assistem ao espectáculo. Aquele toque de génio, essa inspiração especial, esse talento que conduz à genialidade, raramente se pode apreciar e a sua ausência faz com que alguns de nós sintam dificuldades acrescidas em escrever sobre o espectáculo que acabámos de presenciar ou, então, sentem-se tocados a escrever sobre algo que acabaram de presenciar e que, de tão sublime, faz com que se soltem as maiores emoções e a vontade de adjectivar este ou aquele momento, afinal o momento genial  que acabámos de ter oportunidade de presenciar.

 

Muitas das vezes a nossa escrita ou a nossa oralidade também não ultrapassa essa banalidade, fruto de mediocridade da maioria dos espectáculos a que assistimos. Por isso a necessidade de parar por vezes para pensar/meditar sobre os assuntos, ou de mudar de ambiente (e ver algumas corridas de grandes figuras do toureio a pé em Espanha por exemplo); ou ainda de ler uns quantos escritos de nível superior sobre aquilo de que tanto gostamos.

 

Vi toureiros geniais em Portugal; cavaleiros de se lhes tirar o chapéu; matadores que procuravam mostrar a sua arte. Mas acima de tudo e porque é a corrida à portuguesa o nosso espectáculo de referência, a genialidade de algumas figuras que nos meus 46 anos de idade tive o privilégio de ver tourear. Referências que faltam a muitos dos actuais escribas do tema taurino e, mais grave, aos jovens cavaleiros.

 

Em vez de trabalharem muito os cavalos, cansando-os mais do que ensinando as bases e a verdade do toureio frontal, seria bem melhor que passassem tempo a ver actuações magistrais de toureiros de excepção que Portugal teve e dos estilos com que fizeram furor nas arenas. De José Lupi e José Mestre Baptista; de Luis Miguel da Veiga; de José João Zoio, João Moura, Paulo Caetano, João e António Telles, Salvador e Bastinhas, Rouxinol... e por aqui me fico...

 

Aos que escrevem, que passem mais tempo a ler escritos de qualidade, de verdadeiros cultores da língua portuguesa – e aconselho-vos, fora do âmbito taurino, Eça de Queirós e Vitorino Nemésio -, e alguns escritores de temática tauromáquica de grande categoria (basta procurar nas bibliotecas e nos alfarrabistas algumas obras de referência). E já agora, procurem aprender, escutando, os mais velhos e mais sábios. Depois tirem as vossas conclusões. Verão que a maioria do que se lê e se escuta, do que se vê nas arenas, não passam, na generalidade, de meras banalidades.