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BARREIRA DE SOMBRA

Desde 13.06.1987 ao serviço da Festa Brava

BARREIRA DE SOMBRA

Desde 13.06.1987 ao serviço da Festa Brava

RTP TRANSMITE CORRIDA CONCURSO DE GANADARIAS DE ÉVORA

26.05.11 | António Lúcio / Barreira de Sombra

 

A 52ª edição da corrida Concurso de Ganadarias de Évora terá honras de transmissão televisiva, amanhã, sexta-feira, 27, no canal 1 da RTP. É um dos mais prestigiados e antigos concursos de ganadarias de Portugal e conta com João Moura, Vítor Ribeiro e Marcos Bastinhas e os Forcados Amadores Évora e Alcochete, frente a toiros de Palha, Fernandes de Castro, Murteira Grave, Passanha, Pégoras e Canas Vigouroux

CASQUINHA – 37º MATADOR DE TOIROS

26.05.11 | António Lúcio / Barreira de Sombra

Será no domingo, dia 29, se o tempo o permitir, que o novilheiro Nuno Casquinha se tornará no 37º matador de toiros português, em Villanueva del Fresno, pelas 17h30, hora portuguesa. Alternará com Javier Solis e Julio Parejo na lide de toiros de Herds. Bernardino Píriz.

OS DELEGADOS TÉCNICOS PARA AS CORRIDA DO FIM DE SEMANA

26.05.11 | António Lúcio / Barreira de Sombra

As nomeações da IGAC para os próximos espectáculos foram as seguintes:

 

  1. Évora – dia 27 – 22h – Sr. Agostinho Borges e Dr. Matias Guilherme
  2. Serpa – dia 28 – 17h – Sr. Agostinho Borges e Dr. Tenório Guerra
  3. Montijo – dia 29 – 18h – Sr. António José Martins  e Dr. Patacho de Matos

 

Os cartéis são os seguintes:

 

CONFERÊNCIA NA FACULDADE DE MEDICINA VETERINÁRIA DE LISBOA

25.05.11 | António Lúcio / Barreira de Sombra

Os eventos taurinos voltam à Faculdade de Medicina Veterinária de Lisboa, numa organização conjunta da Tertúlia Tauromáquica FMV e do Núcleo de Aficionados do ISA!

 

No dia 3 de Junho, pelas 18:00h, vai realizar-se um conferência que contará com a presença dos palestrantes:

- DR. ANTÓNIO MORAES - Presidente do Grupo Tauromáquico Sector 1 - "A História da Tauromaquia"

- VICTOR MENDES - Matador de Toiros - "A Ética do Toureio"

 

Seguidamente, pelas 20:30h decorrerá um jantar acompanhado por FADOS e espectáculo de SEVILHANAS. As inscrições para o jantar estão limitadas a 55 pessoas.

FESTA - 00:30h, no Club House de Agronomia, no Instituto Superior de Agronomia

 

Para realizar a INSCRIÇÃO no evento basta enviar um e-mail para tertuliatauromaquicafmv@gmail.com, com nome, contacto telefónico e se pretende assistir apenas às conferências ou também quer jantar. O evento é aberto a todos os aficionados

 

PREÇOS

Conferências + Jantar: 15€ - Sócios TTFMV; 30€ - não sócios

Só Conferências: 2 € - Sócios TTFMV; 5 € - Não Sócios

Note-se que só serão considerados sócios da TTFMV aqueles que apresentarem as quotas em dia.

 

APOIOS:

- Associação dos Estudantes da Faculdade de Medicina Veterinaria

- Núcleo de Aficionados do Instituto Superior de Agronomia

- Grupo Tauromáquico Sector 1

- Milimetro Cúbico

- Comenda Grande, Vinho Regional Alentejano

- Pêra-Grave, Vinhos da Quinta S. José da Peramanca 

 

AS SORTES NO TOUREIO A CAVALO – A SORTE DE CARAS

24.05.11 | António Lúcio / Barreira de Sombra

 

No seguimento dos trabalhos de pesquisa que temos efectuado sobre o toureio a cavalo, sentimos necessidade de dar a conhecer não apenas uma mas várias perspectivas sobre as sortes do toureio a cavalo. Editada em 1962 pela Editorial Estampa, a “Enciclopédia Tauromáquica Ilustrada”, de que é autor Jayme Duarte de Almeida, ajuda-nos a compreender as sortes com conceitos bem definidos e apoiadas em gráficos que mostram o desenrolar das mesmas. Por isso nele nos vamos apoiar nesta definição de sortes do toureio a cavalo e iniciamo-la com a “sorte de caras”.

 

Definida como a que «o cavaleiro executa enfrentando o toiro e proporcionando o encontro, cara a cara, só desviando a direcção da marcha quando lhe seja absolutamente necessário para a consumação normal ou em terrenos cambiados.»

 

Em termos enciclopédicos refere o autor que:

 

“As sortes «de caras» são, sem sombra de dúvida, as mais valiosas do toureio equestre e aquelas que melhor servem o espirírito que o determinou. A expressiva frase de António Galvão de Andrade  - «Mais vale perigar esperando do que ferir fugindo» (inserta na parte tauromáquicado seu admirável tratado «Arte de Cavalaria de Gineta e Estardiota. Bom Primor de Ferrar & Alveitaria») – oferece a certeza de que o toireio «de caras» era considerado fundamental no princípio do séc. XVII, tudo levando a crer que já o fosse anteriormente. Além disso a mesma frase encerra como que a condenação de outros procedimentos que já então se verificavam correspondendo a certo declínio derivado da menor observância dos rígidos deveres de dignidade a que os antigos cavaleiros se submetiam. Afastados estes, o facto teria determinadoa cções menos concordes com o espírito tradicional e daí o aparecimento de outras sortes menso perigosas e galhardas.

Independentemente desses aspectos e reportando as apreciações a épocas mais recentes, parece que as sortes «de caras» foram desaparecendo lentamente das arenas nacionais, após o advento do profissionalismo, especialmente no séc. XIX em que alguns cavaleiros a fizeram reaparecer sem contudo proporcionarem um movimento geral. Parece que o Conde de Vimioso as preferia a quaisquer outras, mas é sem dúvida, Vitorino Fróis quem na verdade as faz reviver, melhorando-as e dando-lhes um sentido artistico que serviria de guia para os actuais cavaleiros que, sem excepções, por tal forma respeitam os tradicionais princípios que as «garupas» e «meias-voltas» já muito raramente se executam, as primeiras totalmente banidas e as segundas só usadas como mero recurso, para aqueles toiros que se não prestam a outro género de toureio. Em consequência não é ousado afirmar  que, na actualidade, se toureia «de caras» como jamais se toureou, pois basta folhear os antigos tratados para que se obtenha a certeza de que assim é.

Sendo de considerar a possibilidade de se estabelecer um máximo de quatro tempos para uma sorte do toureio equestre – aguentar, consentir, reunir e rematar – facilmente se compreende que apenas as sortes «de caras» os podem registar na totatildade, porquanto até mesmo na própria tira (pertencente também ao toureio «de frente») o primeiro desses tempos quase totalmente desaparece, verificando-se redução ainda maior em outros procedimentos nos quais apenas se observam a reunião e o remate, isto já sem considerar as sortes de garupa onde nem mesmo a reunião pode observar-se. No entanto, nas sortes «de caras» a reunião ao estribo é, regra geral, menos clara do que na tira e em muitas ocasiões tem de resultar a «cilhas passadas», em virtude da marcha convergente que determina uma reunião rápida de mais para que seja possível preconceber uma posição relativa exacta em determinado momento. Para obstar a este inconveniente, que é função da altura em que se principia o desvio  para o lado esquerdo, alguns cavaleiros antecedem esse desvio com uma leve inclinação para o lado direito (num procedimento a que se chama «carregar a sorte»), obrigando assim o toiro a descrever uma curva de mais amplo diâmetro e portanto a entrar na reunião com uma perpendicularidade que facilite a execução «ao estribo». Deve porém observar-se  que os inconvenientes apontados ficam sensivelmente diminuidos quando o cavaleiro entre nas sortes com menor velocidade.”

 

Mais adiante e ainda neste primeiro fascículo da “Enciclopédia...”, o autor aproveita para distinguir as diversas execuções da referida sorte «de caras». E divide-as nas seguintes cinco formulações:

 

“Sorte de caras propriamente dita – É aquela em que, com os requisitos gerais indicados,  o cavaleiro prate em direcção do toiro e quando chegue à jurisidição fará um desvio circular para o seu lado esquerdo, assim proporcionando a reunião a fim de sangrar e sair da sorte fechando o círculo pelo lado de trás do antagonista. Há cavaleiros que antes de iniciarem o desvio circular, ladeiam na cara do toiro, o que empresta à sorte beleza e emoção extraordinárias (gráfico I).

Sorte de caras de poder-a-poder – De realização semelhante, distingue-se da anterior por cavaleiro e toiro se enfrentarem a toda a largura da arena, sobre um mesmo diâmetro, de ser simultânea a partida de ambos e por se procurar que a reunião tenha lugar no centro do redondel.

Sorte de caras recebendo – Neste caso, a acção de aguentar é prolongada enquanto possível por o cavaleiro esperar a investida do toiro, só partindo (desde logo para o seu lado esquerdo) quando este chega à jurisdição que se verificará muito próximo do cavaleiro. É procedimento de grande efeito espectacular mas devido à embalagem trazida pelo toiro é sempre difícil para este obedecer tão rapidamente à saída do cavaleiro que possibilite a realização «ao estribo». No entando, o seu criador, cavaleiro António Luis Lopes, praticava-se com extraordinária segurança e correcção (gráfico II).

Sorte de caras emendando a viagem – tem uma realização semelhante à sorte de caras propriamente dita, com a diferença porém de o cavaleiro partir para o toiro desviando levemente a marcha para o seu lado direito, só realizando o desvio para a esquerda quando o toiro chega à jurisdição (gráfico III).

Sorte de caras cambiando terrenos – Nesta variante de «sorte de caras», o cavaleiro entra deliberadamente pelo seu lado direito por forma a ganhar dianteira ao toiro e lhe passar pela frente dando-lhe o seu lado esquerdo, numa espécie de falsa reunião; como o cavaleiro seguindo no mesmo sentido, descreve então uma curva pronunciada e intenconal irá interceptar a trajectória do toiro num ponto mais avançado onde se dará a verdadeira reunião, que sera aproveitada para ferir e sair fechando o círculo como se indicou para o primeiro caso (gráfico IV).”

 

In, Enciclopédia Tauromáquica Ilustrada, Jayme Duarte de Almeida, Editorial Estampa, Lisboa 1962, pág.91 a 93

 

JORNAL OLÉ - EDIÇÃO Nº 225 - AMANHÃ NAS BANCAS

24.05.11 | António Lúcio / Barreira de Sombra

 

Destaques desta semana:

 

- EDITORIAL: A Pacífica Invasão
- BILHETE POSTAL: Alejandro Talavante

 - Seis Dinastias de Cavaleiros Tauromáquicos  em Competição no Campo Pequeno

 - Benedita - A tourada é a festa do povo

 - Tarde dura para os Forcados na Moita

 - A Tauromaquia e a Filatelia unidas pela cultura

 - À Conversa com a Família Caetano - O João vai a Madrid maduro, preparado e bem motivado …

 - Um Dia para a história: Os Toiros de Rego Botelho

 - Social: Açores no Campo Pequeno

 - Memórias da Festa

 - À conversa com… Filipe Gonçalves

 - João Maria Branco triunfa na sua Terra

  - Ganadaria de José Albino Fernandes aumenta efectivo

 - Marinha Grande: O triunfo dos Palhas, a pega de Rui Graça, o alto momento de Procuna e o êxito de Salvador

  - LOUREIRO - 12 de Junho: 1ª Grandiosa Corrida do Clube Equestre de Loureiro

 - Mourão – Tarde de oportunidade aos novos

 - Agenda Taurina

 - Quites & Fenas: Manzanarismo

 -  Em Madrid: Hermoso 0 – Ventura 1

-  NOTÍCIAS E PUBLICIDADES

 (http://jornalole.blogspot.com/)

ARTE E EMOÇÃO - SINOPSE DO PROGRAMA DE DIA 28 DE MAIO

24.05.11 | António Lúcio / Barreira de Sombra

O Novelero vai ser um dos protagonistas do programa.

Conhecemo-lo no dia em que nasceu e este foi o pretexto para uma visita à ganadaria S. Martinho, onde o voltámos a encontrar, com outra imponência.

Oportunidade para ver a reportagem da corrida que trouxe a Lisboa um excelente curro de toiros açorianos de Rego Botelho e as dificuldades que os forcados tiveram em pegar os toiros espanhóis de La Dehesilla.

Ficaremos ainda a conhecer a camada de saca da ganadaria Pinto Barreiros e o toiro mais bonito de todos.

TARDE DURA PARA OS FORCADOS NA MOITA

22.05.11 | António Lúcio / Barreira de Sombra

Praça de Toiros da Moita do Ribatejo -22.05.11

Director: António dos Santos – Veterinário: Patacho de Matos – Lotação: ¼

Cartel: António Telles, Luis Rouxinol, Vítor Ribeiro

Forcados: T.T.Terceirense e Apos. Moita

Ganadarias: La Dehesilla e José Lupi (6º)

 

A tarde foi dura para os forcados de ambos os agrupamentos em praça – Tert. Taurom. Terceirense e Aposento da Moita – e alguns forcados sentiram na pele a dureza de algumas investidas, e nem sempre a técnica esteve de serviço nas reuniões. Mais penalizados os açoreanos da T.T.Terceirense, pouco habituados a este tipo de toiros e de investidas, necessitaram de doze tentativas para consumarem as três pegas de caras por intermédio de Tomás Ortins, Hugo Jesus e Álvaro Dentinho, enquanto os do Aposento da Moita tiveram em Tiago Ribeiro a melhor das exibições individuais (frente ao 4º da tarde) e necessitaram apenas de seis tentativas para levarem de vencida os toiros do seu lote, concretizando as restantes pegas de caras por intermédio de Francisco Baltazar e José Broega.

 

António Telles abriu praça com uma lide a controlar bem os ímpetos de mansidão do toiro de inicio e desenvolvendo brega criteriosa, procurando deixar a ferragem de acordo com o estados do toiro: à tira os compridos, a quarteio os primeiros curtos, sesgado outro, e a terminar um bom quarteio. O quarto da ordem investia com raça e António aproveitou-o da melhor forma, lidando bem e cravando a preceito. O primeiro e o último curto foram de muito boa  nota em sortes frontais bem desenhadas após boas preparações.

 

Luis Rouxinol lidou um primeiro manso e complicado e teve de se aplicar para lhe deixar a ferragem da ordem. Já no quinto daria nota mais na cravagem do quarto curto, entrando nos terrenos do toiro e cravando de alto a baixo um bom ferro, rematando a sua actuação com um bom par de bandarilhas entrando bem de frente.

 

Vítor Ribeiro esteve ao nível dos seus colegas. Frente ao seu primeiro esteve melhor na brega que na cravagem mas louve-se a decisão com que cravou os compridos fente a um toiro bastante complicado. Cumpriu na ferragem curta. Frente ao que encerrou praça, de José Lupi e com 3 anos, esteve em bom plano nuns quantos momentos de brega e na cravagem de dois curtos em que pisou mais os terrenos do toiro.

 

Lidaram-se cinco toiros de La Dehesilla, bem apresentados, com trapio, e destacando-se pela positiva o encastado quarto da tarde; o novilho de Lupi que encerrou praça cumpriu com alguma nobreza.

 

Direcção de corrida aceitável do Delegado Técnico Tauromáquico Sr António dos Santos assessorado pelo veterinário Dr Patacho de Matos com a praça a registar uma fraca moldura humana.