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BARREIRA DE SOMBRA

Desde 13.06.1987 ao serviço da Festa Brava

BARREIRA DE SOMBRA

Desde 13.06.1987 ao serviço da Festa Brava

FRANCIS WOLFF – “FILOSOFIA DE LAS CORRIDAS DE TOROS”

22.03.11 | António Lúcio / Barreira de Sombra

Quando os anti-taurinos tentam, a todo o custo e sem olhar a meios, conquistar adeptos e juntar forças para vencer a guerra que decidiram declarar a todas as Tauromaquias a partir dos seus ideais fundamentalistas, importa dar a conhecer outras e bem fundadas ideias que analisem todas as componentes que tornam a Festa Brava no fenómeno que é e naquilo que respresenta para muitos milhões de europeus e americanos.

Surgiu nos escaparates de algumas livrarias um extraordinário tratado sobre a festa brava e que se intitula, justamente, “Filosofia de las corridas de Toros”, da autoria de Francis Wolff, professor catedrático de Filosofia da Universidade de Paris. E se já antes dele muitos artistas e outros tantos teorizaram sobre a essência da festa brava, ele assumiu o desafio inédito de filosofar sobre a corrida de toiros com tudo o que isso implica. O resultado é… de corte de máximos troféus e saída em ombros.

 

Quando se inicia a leitura deste livro facilmente nos entranhamos na magnífica forma de escrita de Francis Wolff e devoramos as páginas umas após as outras. Como muito bem se escreve na contracapa deste livro, o desafio é aliciante pois “entende-se que as corridas de toiros, por terem relação com os valores éticos e inspirar uma nova definição de arte, são um magnífico objecto de pensamento.”

 

O livro compõe-se de 7 capítulos (1. Dos nossos deveres para com os animais em geral e os toiros de lide em particular; 2. Porque morre o toiro?; 3. Ser toureiro; 4. Duas éticas de liberdade. O toureio de Paco Ojeda e o de José Tomás; 5. Ver a corrida de toiros como uma arte; 6. Toureio: arte clássica e impura; 7. A singular alquimia do prazer taurino).

 

Mas, desde logo, o prefácio e o prólogo mostram bem até onde pretende ir o autor. Se na verdade escreve no prefácio que «Seja o que for, a corrida de toiros presta-se a análise conceptual quando afecta os valores. Não se sabe bem o que é, mas discute-se para saber o que vale, a dúvida sobre a sua “natureza” e as diferentes posições que essa perplexidade engendra deve ser recordada como “prólogo” a qualquer outra análise.» não menos importante é o diálogo que se estabelece no prólogo do livro quando o filósofo Sócrates é posto a falar com muitos outros sobre as questões da corrida de toiros, pois todos sabemos que Sócrates só respondia às questões de valor após ter examinado as de definição, como muito bem escreve Wolff.

 

Os sete capítulos estão dedicados, por isso, à questão dos valores. Que, como Wolff escreve, são «de dois tipos: éticos e estéticos.» Colocam-se em relação ao toiro e em relação ao homem, emparelhando os valores éticos com os estéticos pois aquilo que é a arte é o que se chama toureio e não a corrida em si, como frisa o autor. Porque, afirma «o toureio obedece às regras mais clássicas das belas-artes (pintura, música, literatura) e responde à exigência fundamental de toda a arte humana: dar forma a uma matéria. O toureio é a arte de dar forma humana – familiar – a um material em bruto… ou pelo menos estranho, a investida do toiro: equilibrio das linhas e dos volumes em tensão oposta (…) Essa arte coloca a tónica no valor estético por excelência das artes clássicas da representação, o mais comovedor e caído em desuso dos valores: a beleza. Beleza paradoxal sobre um fundo de sublimação, harmonia conquistada à tensão, a desmesura e o caos, no caso de uma arte que não o é na verdade, já que está assediada pela apresentação em bruto da realidade e a morte.
E depois, que fica de tudo isso? Conceitos estéticos, argumentos éticos, talvez… ou apenas só o eco inexpressável de uma experiência singular, certa alquimia dos prazeres e dos dias.»

 

Segundo Wolff podemos estabelecer um conjunto de dez mandamentos do toureiro para ser toureiro. Vejamos as frases lapidares de Wolff:

 

1.      «Serás toureiro, ou seja, que ante tudo actuarás sempre e absolutamente conforme ao teu ofício.»
2.      «Farás sempre e na medida do possível o que resulta impossível a qualquer outro.»
3.      «Colocarás o teu ser toureiro aima do teu próprio ser.»
4.      «Serás como te mostres.»
5.      «Lidarás o teu adversário, seja qual for sem te preocupares contigo próprio: dos teus sentimentos, do teu sofrimento, da tua integridade física.»
6.      «Matarás o teu adversário, ocorra oque ocorrer, e custe-te o que te custar.»
7.      «Serás sempre dono e senhor do teu adversário, da adversidade, de ti próprio, o mesmo é dizer, dos teus gestos, das tuas reacções, das tuas emoçõe.»
8.      «Enganarás o teu adversário sem lhe mentir.»
9.      «Dissimularás dos espectadores o que penses sem enganá-los sobre o que fazes.»
10.  «Exporás inteiramente o teu corpo ao espectador tal como ao adversário.»

 

E para terminarmos a nossa abordagem a este livro, nada melhor que traduzirmos o resumo que vem na contracapa.

 

«As corridas de toiros são uma luta de morte entre um homem e um toiro, mas a sua moral não é a que se crê, pois nenhuma espécie animal vinculada ao homem tem uma sorte mais invejável que a do toiro, que vive com total liberdade e morre lutando. As corridas de toiros são também uma escola de sabedoria: ser toureiro é uma forma de estilizar a própria vida, exibir o desapego em face dos azares da existência e prometer uma vitória sobre o imprevisível. Além disso, as corridas de toiros são uma arte. Dão forma a uma matéria bruta, a investida do toiro; criam beleza com o seu contrário, o medo de morrer; e exibem uma realidade com a qual as demais artes apenas podem sonhar.»

 

 “Filosofia de las corridas de Toros”
Autor: Francis Wolff
Editora: Ediciones Bellaterra, Barcelona – 2008
ISBN – 978-84-7290-416-3

ALTERADAS AS CONFERÊNCIAS NO CAMPO PEQUENO

22.03.11 | António Lúcio / Barreira de Sombra

Segundo informação que conseguimos recolher junto das Realações Públicas da empresa do Campo Pequeno, as datas das 3 conferências que haviam sido indicadas quando da apresentação dos cartéis da primeira metade do abono 2011, foram alteradas e não se realiza já no dia 24 a primeira delas.

 

Oportunamente o Campo Pequeno divulgará as novas datas.

SANTARÉM - 3 GRANDES PEGAS DE CARAS FIZERAM LEVANTAR PÚBLICO DAS BANCADAS

21.03.11 | António Lúcio / Barreira de Sombra

Não fossem as três magníficas pegas de caras executadas de forma superior por Diogo Sepulveda, Ruben Duarte e Vasco Pinto, e a corrida de inauguração da temporada scalabitana não teria muito que contar. Mais de 6000 pessoas rejubilaram nas bancadas com estes momentos de grande brilhantismo, onde as investidas dos de Couto de Fornilhos foram duras e dificeis e onde o espírito de sacrificio dos forcados de cara e a coesão e entreajuda foram nota dominante para concretização de cada um das pegas de caras.

 

Os toiros de Couto de Fornilhos, com média de 542 kilos, foram mansos e complicados e dos 3 cavaleiros recordamos um grande ferro curto de Salgueiro no seu primeiro, dois violinos de João Telles Jr, e um curto de Taigo Carreiras no seu primeiro.

 

João Salgueiro entendeu-se bem com o que abriu praça, estando bem a lidar,  e, por vezes, entendeu-lhe bem os terrenos e as querenças, para deixar os compridos da ordem em sortes à tira e com os curtos deu nota mais num bom segundo em que entrou de frente e quarteou justo e no terceiro a atacar o toiro em tábuas e com este a carregar na reunião. No seu segundo cumpriu sem destaques de maior ante um toiro que sedesligava e buscava tábuas.

 

João Telles Jr teve um primeiro muito manso, a escarvar e a fugir para as tábuas e com entrega conseguiu deixar a ferragem. No que foi quinto, e não fez jus ao ditado de que «no hay quinto malo», João teve no quarto curto da ordem o seu melhor ferro, entrando bem de frente e aqueceu as bancadas com os dois de violino que encerraram a sua prestação.

 

Tiago Carreiras pareceu-nos com poucas opções para resolver os problemas que os toiros lhe colocaram mas que, com outro posicionamento e aproveitando as querenças de ambos os toiros poderia ter obtido outro resultado. Frente ao terceiro da tarde teve o seu momento na cavagem do primeiro curto e no que encerrou praça sucedera-se os ferros falhados e alguns toques.

 

Os toiros não permitiram erros a ninguém e os forcados sentiram-no na pele. Pelos Amadores de Santarém abriu praça o cabo Diogo Sepulveda com um pega de grande nível técnico e valor; António Grave de Jesus apenas à 3ª consumou e Luis Gameiro emendou á primeira e com raça o seu colega Ricardo Francisco que se lesionou após 3 tentativas. Quanto aos Amadores de Alcochete, foram solistas Ruben Duarte, com muita técnica e determinação para suportar os derrotes e á 1ª; Nuno Santana apenas à 4ª conseguiu concretizar e com ajudas carregadas e, finalemente, Vasco Pinto que à 1ª e suportando dois violentos derrotes se fechou com enorme alma e levantou o público das bancadas numa pega de enorme valia.

 

Direcção correcta do Delegado Técnico sr. Nuno Nery e do veterinário Dr. João Maria Nobre.

 

ACADEMIA DE TOUREIO DO CAMPO PEQUENO ARRANCA A 11 DE ABRIL

21.03.11 | António Lúcio / Barreira de Sombra

A Academia de Toureio do Campo Pequeno iniciará a sua actividade dia 11 de Abril de 2011, sob a direcção artística do Matador de Toiros José Luís Gonçalves.

 

As aulas terão lugar na Praça de Toiros do Campo Pequeno, às terças e sextas, das 17h30 às 20h30 e, aos sábados, das 10h00 às 13h00.

 

Os interessados podem inscrever-se pelo telefone 21 799 84 50, ou pelos e-mails tauromaquia@campopequeno.com ou paulopereira@campopequeno.com

NUNO CASQUINHA VENCEU TROFÉU JACINTO FERNANDES

21.03.11 | António Lúcio / Barreira de Sombra

El Gabinete de Prensa del novillero Nuno Casquinha, informa que el joven torero recibió ayer sábado el Trofeo Jacinto Fernandes, adjudicado después de 2 tentaderos, los dias 12 y 19 de Marzo en Vila Franca de Xira, donde tambien disputaron el premio los novilleros Gonzalo Montoya, Manuel Dias Gomes, Joaquin Ribeiro "Cuqui"  y Tiago Santos, frente a vacas de las ganaderias Conde Cabral ( que ganó el trofeo a la mejor ganaderia ) y Canas Vigouroux.

Nuno Casquinha recibió de manos del Maestro Victor Mendes este codiciado trofeo, que le llena de satisfaccion y moral para esta temporada, que seguramente será la de su alternativa.

 

Fonte: Prensa Nuno Casquinha

Foto: João Silva

LUIS MIGUEL GONÇALVES DEIXA JOSÉ MANUEL DUARTE

21.03.11 | António Lúcio / Barreira de Sombra

O bandarilheiro Luís Miguel Gonçalves, profissional com 25 anos de carreira impar, filho do saudoso Maestro Joaquim Gonçalves, torna público que se desvinculou da quadrilha do cavaleiro José Manuel Duarte. Miguel Gonçalves acompanhou José Manuel Duarte quase desde o inicio da sua carreira, tendo sido ainda seu apoderado antes da interrupção de carreira do cavaleiro escalabitano, voltando a fazer parte da sua quadrilha desde o seu reaparecimento até ao final da passada semana, quando, por razões de ordem pessoal, Luís Miguel Gonçalves decidiu por termo ao relacionamento profissional entre ambos.

 

Fonte: Divulgação Tauromáquica

BANDA DE ALCOCHETE COM NOVO CD EM HOMENAGEM AMRIA LEOPOLDINA DA GUIA

21.03.11 | António Lúcio / Barreira de Sombra

A Banda de Alcochete acaba de editar um novo CD intitulado "Tributo a Maria Leopoldina da Guia", um conjunto de 20 temas onde se homenageia grande fadista e aficionada da Margem Sul, e onde também se juntam as vozes dos fadistas António Pinto Bastos, Francisco Sobral e Yola Dinis. Visite o site da Banda em www.bandadealcochetesia.com e junte este CD à sua discoteca.

 

VILA VIÇOSA E SANTARÉM, COM SOL, CALOR, E MUITA EXPECTATIVA

18.03.11 | António Lúcio / Barreira de Sombra

Os dois grandes eventos taurinos do fim-de-semana, o festival da Rádio Campanário em Vila Viçosa no sábado 19 e a corrida de toiros em Santarém, no domingo, vão poder contar com muito sol e temperaturas acima dos 20 graus centígrados.

 

Na habitual divulgação semanal que a IGAC faz, ficámos a saber as equipas de delegados técnicos tauromáquicos para cada um dos espectáculos. Assim, em Vila Viçosa estarão os DTT Sr Agostinho Borges e Dr João Guerra, e em Santarém os DTT Sr Nuno Nery e Dr João Nobre. Os cartéis são os seguintes: