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BARREIRA DE SOMBRA

Desde 13.06.1987 ao serviço da Festa Brava

BARREIRA DE SOMBRA

Desde 13.06.1987 ao serviço da Festa Brava

O RELACIONAMENTO HOMEM/TOIRO VISTO POR FRANCIS WOLFF

29.03.11 | António Lúcio / Barreira de Sombra

Quando se continuam a debater questõe sobre a festa brava, as corridas de toiros e o próprio toiro em si, com todas as suas condicionantes; quando se fala de ética nas relações entre homens e animais e questão das corridas é central, importa, mais do que esgrimir argugmentos muitas das vezes bacocos e sem sentido, colocar à consideração de todos quantos nos visitam no blogue, um conjunto de textos onde a temática é abordada sob o ponto de vista de uma das disciplinas mais envolventes: a da filosofia. Já aqui vos demos a conhecer, basicamente, o livro de Francisc Wolff intitulado “Filosofia de las Corridas de Toros” e hoje propomo-vos o texto que se segue e que é parte do referido livro.

 

 

“DAS RELAÇÕES DOS HOMENS COM OS TOIROS E DOS DEVERES QUE DELES SE DESPRENDEM” – por Francis Wolff (1)

 

“Tal é a secreta ambiguidade da personalidade do toiro na corrida (á vez, pior amigo e melhor inimigo do homem) que se revela a duplo sentido da ética desta (por uma parte luta trágica até à morte com o antagonista; por outra, duelo lúdico de igual para igual com o contricante) e que se revelam os dois sentidos entre os quais balança o conceito de bravura: entre a vida sobrehumana da valentia e o instinto bestival do selvagismo brutal.

 

É este o sentido que a lide respeita o que o toiro é para nós. Não deve ser tratado nem como um animal doméstico, como fez o homem para servir os seus fins domésticos, caso em que não deveria ser lidado, nem como um animal selvagem, caso em que poderia perfeitamente ser sacrificado, antes deve ser tratado como um animal bravo, ou seja, conforme ao que é para o homem que  fez ser assim precisamente, seu melhor seu mais próximo inimigo, seu eterno adversário. O toiro é bravo para com o homem, porque o homem quis que o fosse. A bravura é na natureza do toiro o que a sua aculturação pelo homem fez dele. Assim, pois, existem muitas relações de reciprocidade travadas com o toiro bravo e devemos respeitá-las: deixá-lo viver em paz, guardado por nós longe de nós, mantido perto de nós e com a maior desconfiança de nós.

 

Mas para respeitar o princípio do ajuste, não basta tratar o animal de acordo com as relações de reciprocidade que num momento se estabeleceram com a espécie, há também que respeitar o tipo de afecto que se solta destas relações. Pois bem, porque está destinado à lide e morte, o toiro bravo é tratado pelo homem, durante a sua vida, durante a sua lide e depois da sua morte, de uma forma acorde com a condição devida ao adversário. Por encarnar o «vivo» por excelência, já que vive com «vista à morte», é digno de respeito: a sua vida deve ter sido livre, a sua morte deve ser digna. Está ritualizada conforme o avanço inexorável de uma cerimónia, que obedece ao desenvolvimento inexorável dos três tércios da lide e a sua execução é frontal, franca e rápida. A dignidade intrínseca do ser-toiro manifesta-se tanto nas formulações quanto nas suas práticas.

 

As formulações que rodeiam todas as formas de tauromaquia exaltam sistematicamente o toiro. (..)

 

(...) Mas se atendermos às práticas das corridas, o respeito devido ao toiro está inscrito nos quatro momentos da sua gesta nelas: antes da lide, durante a lide, no momento da sua morte, depois da sua morte. Antes da lide, o toiro deve estar «puro» (limpo). Seguramente esta ideia tem um fundamento técnico: o toiro nunca deve ter sido afrontado, sob pena de se ter tornado inabordável, já que em qualquer momento da sua vida ou da sua lide, aprende progressivamente a desbaratar os enganos e recorda-se de tudo. (...) Mas o toiro chega «puro» à lide noutro sentido. Não deve ter sido manipulado nem debilitado. (...) No momento em que entra na praça, o toiro está intacto em todos os sentidos deste termo. É como se, precisamente porque está destinado à morte, que o animal deve gozar a vida o mais puro possível.

 

Este respeito que se tem pelo toiro manifesta-se no comportamento que o toureiro deve ter para com ele durante a lide (...). No  momento da morte, esse respeito que é devido ao toiro adquire um carácter quase sagrado. A corrida não se baseia na morte do animal, como no matadouro, antes na pureza da execução da estocada, que se deve administrar do modo mais leal possível: de frente, «deixando-se ver» (para permitir ao adversário investir e colher a sua presa na passada) e em pleno centro da sorte, metendo-se entre os pitons. O homem corre assim o máximo risco, já que perde de vista por um instante os pitons do toiro. Esse corpo a corpo em que os dois corpos se procuram, esse cara a cara em que se enfrentam as duas armas, o piton e a espada, chama-se «sorte de matar». Poder-se-ía chamá-lo também de «dom da morte».

 

Por último, depois da morte, com frequência se aclamam os restos mortais do toiro combativo.Por vezes inclusivé se lhe concede a volta à arena, a passo lento das mulas, e a  multidão levanta-se  e descobre-se à sua passagem. (...) A sua vida, o seu gesto, a sua morte, têm um sentido. Têm um grande valor ético. Assim, pois, os toiros de lide são tratados antes, durante e depois da sua lide conforme ao que são para o homem: com a consideração que se deve ao adversário, com a admiração que se deve ao bravo. (...)”

 

 

(1) in Filosofia de las corridas de toros, pp 57 a 64, Francisc Wolff, Edicions Bellterra, Barcelona 2008

 

23 DE ABRIL – REINAUGURAÇÃO DA PRAÇA DE SANTO ANTÓNIO DAS AREIAS

29.03.11 | António Lúcio / Barreira de Sombra

A Praça de Touros de Santo António das Areias será reinaugurada no próximo dia 23 de Abril pelas 16.30 horas com o Tradicional Festival das Festas. As obras levadas a cabo pela proprietária da Praça a Casa do Povo local estão praticamente finalizadas e a praça encontra-se renovada mantendo toda a sua beleza e tradição.

 

Brevemente será anunciado o Cartel definitivo mas desde já adiantamos que serão lidados Novilhos de Ribeiro Telles e pegarão 3 Grupos de Forcados Amadores que disputam o Trofeu para a Melhor Pega e estando presentes 6 Cavaleiros.

 

Os preços para todos desde 10,00 euros são mais um dos aliciantes deste grande acontecimento e de mais uma Praça recuperada.

 

COMEÇOU A VENDA DE BILHETES PARA A INAUGURAÇÃO DA TEMPORADA

29.03.11 | António Lúcio / Barreira de Sombra

Iniciou-se esta manhã a venda de bilhetes para a corrida de inauguração da temporada no Campo Pequeno, que se realizará a 14 de Abril.

 

Tanto a venda de bilhetes como os pedidos de reserva estão a registar bom movimento, alavancado pelos fortes pontos de interesse do cartel, no qual figura o rojoneador luso-espanhol Diego Ventura, um dos maiores nomes da actualidade no que se refere ao toureio equestre.

 

Diego Ventura alternará com os cavaleiros Rui Fernandes que iniciou em bom plano a sua temporada em Espanha e Marcos Bastinhas, um jovem que se afirma a cada corrida, na lide de um imponente curro de toiros da divisa Murteira Grave.

 

Em praça estarão também os prestigiados grupos de forcados amadores de Lisboa e de Alcochete, capitaneados respectivamente por Pedro Maria Gomes e Vasco Pinto.

VENDA DE ABONOS DO CAMPO PEQUENO SÓ ATÉ 7 DE ABRIL

29.03.11 | António Lúcio / Barreira de Sombra

Até dia 7 de Abril os aficionados poderão adquirir o Abono e o Cativo Júnior para a temporada de 2011 no Campo Pequeno.

 

O Abono constará de 15 Corridas de Toiros e 1 Novilhada de Promoção de Novos Valores, com um desconto de 15% sobre o custo dos bilhetes adquiridos corrida a corrida, sendo oferta o bilhete para a novilhada de promoção.

 

Pelo quarto ano consecutivo o Campo Pequeno promove a iniciativa CATIVO JR., que oferece aos jovens até aos 25 anos, inclusive, a possibilidade de adquirir um lugar nas Galerias de 1ª Ordem, da 2ª à 5ª fila, com 66% de desconto comparativamente ao preço de bilheteira para o total da temporada.

 

O CATIVO JR. tem um valor de 100,00 euros para as 15 corridas, custando em média 6,66 euros cada espectáculo e mantendo-se, tal como na temporada anterior, a oferta do bilhete para a Novilhada de Promoção aos Novos Valores que decorrerá no dia 16 de Junho.

 

 

Para obter informações poderá ligar para o 21799 84 56 ou enviar um e-mail para tauromaquia@campopequeno.com

MARCELO MENDES HOJE NO «BARREIRA DE SOMBRA»

28.03.11 | António Lúcio / Barreira de Sombra

Marcelo Mendes, o cavaleiro praticante que mais toureou nos dois últimos anos e que tomará a alternativa no próximo dia 8 de Maio em Vila Franca de Xira, será o convidado desta noite do «Barreira de sombra», a partir das 21h.

 

Noticias do País e do estrangeiro completarão mais um serão de 2ª feira na sintonia dos 106.4 fm da Oásis.

 

CANEÇAS RECEBE CORRIDA DE TOIROS A 17 DE ABRIL

25.03.11 | António Lúcio / Barreira de Sombra

Tradição taurina alia-se a Causas Sociais locais Caneças,

 

 A Vila de Caneças, no concelho de Odivelas, acolherá no dia 17 de Abril, pelas 16 horas, a Sensacional Corrida de Toiros à Portuguesa. Esta corrida insere-se numa acção de angariação de fundos para apoiar 3 instituições de índole social e cultural da vila, a saber: Obra da Imaculada Conceição, Bombeiros Voluntários de Caneças e Sociedade Musical e Desportiva de Caneças.

 

A Sensacional Corrida de Toiros à Portuguesa de Caneças contará com um fabuloso cartel de cavaleiros composto pelos consagrados António Ribeiro Telles, Alberto Conde e os jovens sensações Gilberto Filipe e Manuel Ribeiro Telles Bastos, acompanhados pelas suas respectivas Quadrilhas de Bandarilheiros. Os forcados amadores de Tomar, liderados pelo cabo Carlos Alberto, e os forcados de Póvoa de São Miguel, liderados pelo cabo Reinaldo Fialho. Os 6 imponentes toiros a usar nas lides provém da famosa ganadaria David Ribeiro Telles.

 

Luís Carvalho Lemos, responsável pela organização da corrida indica que “estou muito agradecido a todos os cavaleiros e grupos de forcados pelo seu empenho e interesse demonstrado para a organização desta corrida. O nosso objectivo é poder juntar a um dos costumes tão português como é a tourada, a possibilidade de apoiar causas nobres e justas, que tanto têm apoiado a comunidade desta vila nos arredores da cidade de Lisboa.”

 

Com início às 16 horas, a corrida será precedida de um cortejo a cavalo pelas ruas da vila, acompanhado pela Banda Filarmónica de Caneças, a qual também abrilhantará a corrida. Os bilhetes estarão à venda em diversos locais na vila de Caneças (Estado maior Bar, Empresa Carvalho & Lemos, bombas de Gasolina Ti Saloia), em Loures (Casinha Bar) e em Negrais (Restaurante “O Caneira”) até ao dia da corrida. No dia da corrida será possível adquirir os bilhetes na própria praça de toiros.

 

Os ingressos estarão à venda a partir de 10 Euros.

 

ALTERNATIVA NA PALHA BLANCO A 8 DE MAIO

22.03.11 | António Lúcio / Barreira de Sombra

Em ano de comemoração dos 110 anos da sua edificação, a praça de toiros Palha Blanco em Vila Franca de Xira abre as portas à temporada 2011 no próximo dia 8 de Maio pelas 17 horas, com a realização da III Grande Corrida de Toiros da ABEI - Associação do Bem Estar Infantil de Vila Franca de Xira, que conta este ano com inúmeros motivos de interesse.

 

Um dos momentos altos desta tarde é a alternativa do jovem cavaleiro Marcelo Mendes que passará neste dia para o patamar principal da nossa tauromaquia. Como padrinho da cerimónia o jovem cavaleiro do Oeste terá Luis Rouxinol, seu primeiro mestre, e como testemunha Vitor Ribeiro.

 

No capítulo da forcadagem, as pegas estarão a cargo dos Amadores de Santarém, que regressam à Palha Blanco após cinco anos de ausência, e dos Amadores de Vila Franca, capitaneados respectivamente por Diogo Sepúlveda e Ricardo Castelo.

 

Como a festa brava se baseia na emoção, a Tauroleve tal como vem sendo seu apanágio escolheu uma ganadaria que muito agrada aos aficionados. Pelo seu trapío e emoção que presenteiam o público, os toiros de Canas Vigouroux darão o mote para uma tarde de toiros que se quer de triunfo.

 

Estão pois lançados os alicerces para uma corrida de máxima competição e de interesse para os aficionados, e que terá preços disponíveis a partir dos 10 Euros.

CAMPO PEQUENO COM A PRAÇA DA NAZARÉ

22.03.11 | António Lúcio / Barreira de Sombra

A Sociedade Campo Pequeno, SA vai gerir a Praça de Toiros da Nazaré, nas temporadas de 2011, 2012 e 2013, com mais duas de opção, segundo o contrato assinado segunda-feira.

 

Assinaram o documento, por parte da Sociedade Campo Pequeno SA, Henrique Borges e Rui Bento, respectivamente Administrador e Director de Actividades Tauromáquicas e, pela Confraria de Nossa Senhora da Nazaré, o Presidente da Mesa Administrativa, Nuno Batalha.

 

Na temporada de 2011, além da do Campo Pequeno, a empresa da capital gere também, as praças de toiros da Figueira da Foz, Nazaré e Arruda dos Vinhos, devendo organizar cerca de 30 corridas.

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