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BARREIRA DE SOMBRA 30 ANOS (1987/2017)

Desde 13.06.1987 ao serviço da Festa Brava

BARREIRA DE SOMBRA 30 ANOS (1987/2017)

Desde 13.06.1987 ao serviço da Festa Brava

ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE TOUREIROS DIVULGA ESTATÍSTICAS DA TEMPORADA 2010

24.11.10 | barreiradesombra

A agora denominada Associação Nacional de Toureiros (antigo Sindicato dos Toureiros Portugueses), divulgou os seus números relativos à temporada de 2010, registando um total de 304 espectáculos, uma ligeira diminuição em relação a 2009 (-3). Estes dados referem-se apenas a espectáculos realizados com conhecimento desta entidade, e quanto aos toureiros actuantes, apenas se registaram as actuações dos associados da ANT.

 

Em termos de espectáculos realizados em 2010, estes distribuiram-se pelas seguintes categorias e valores finais:

 

Corridas de Toiros à Portuguesa – 183

Variedades Taurinas – 24

Corridas de Toiros Pé/Mistas – 33

Festivais – 42

Novilhadas Populares – 5

Garraiadas – 15

Novilhadas – 2

 

Se nos reportarmos aos dados da ANT relativos às 3 últimas temporadas, teremos os seguintes valores anuais por tipo de espectáculo:

 

 

 

Quanto aos líderes em cada categoria, eles foram os seguintes:

 

- Luis Rouxinol (cavaleiros de alternativa) – 58

- Marcelo Mendes (cavaleiros praticantes) – 27

- Luis Procuna (matador de toiros) – 8

- João Augusto Moura e Nuno Casquinha (novilheiros) – 5

- Paco Velásques (novilheiros praticantes) – 6

- Pedro Paulino (bandarilheiros) – 66

- António Teles Bastos (bandarilheiros praticantes) – 61

- Luis Miguel Campino (emboladores) – 43

- Aplaudir Lda (empresas) – 31

- Forcados Amadores de Alcochete (Grupos de Forcados) – 32

 

Quanto a passagens de categoria em 2010, há a registar as seguintes:

- Alternativas de Cavaleiro

                - Joana Andrade

                - Tiago Carreiras

                - Rui Lopes

                - José Luis Rodriguez

                - Francisco Zenkl

                - Gonçalo Fernandes

 

- Provas para Cavaleiro Praticante

                - Miguel Tavares

                - Rui Guerra

                - Mateus Prieto

                - Paulo d’Azambuja

                - Verónica Cabaço

                - Manuel Comba

 

- Novilheiros praticantes

                - Júlio Antunes

 

- Alternativa de bandarilheiros

                - David Ferreira

                - Joel Piedade

                - Benito Moura

                - João Ganhão

                - Joaquim Oliveira

 

- Bandarilheiros praticantes

                - Duarte Menezes

                - João Mourão

                - Gonçalo Veloso

                - Diogo Antunes

                - Licinio Rocha

 

5. AS GANADARIAS QUE VI LIDAR EM 2010

21.11.10 | barreiradesombra

Sem toiros não há Festa Brava; não existem lides e faenas e pegas e momentos de emoção... O toiro, esse ser maravilhoso, tem de ser cada vez mais o eixo sobre o qual assentam todas as apreciações sobre as actuações dos toureiros e, quantas e quantas vezes, não lhe damos a devida importância. Alguns toiros e novilhos de muito boa nota no decurso de toda a temporada, outros de apresentação irrepreensível, uns bravos de verdade e outros mansos de solenidade a obrigarem toureiros e forcados a empregarem-se a fundo e de verdade para os levar de vencida.

 

Porque no toureio a pé se exige sempre muito mais ao toiro, os meus destaques vão para toiros e novilhos de Falé Filipe lidados em Lisboa, assim como para  curro dos Murteira Grave saído na praça da capital, havendo a registar muitos toiros de boa nota em quase todas as praças por onde o «Barreira de Sombra» andou durante este ano.

 

Face à forte competência com os espanhóis saiu vencedora, nitidamente, a cabana brava portuguesa.

 

A lista completa de ganadarias que vimos lidar em 2010 é a seguinte:

 

4. OS GRUPOS DE FORCADOS QUE VI ACTUAR EM 2010

21.11.10 | barreiradesombra

Expoente máximo da emoção na tourada à portuguesa, os forcados proporcionaram momentos sempre vibrantes na generalidade dos espectáculos em que estivémos presentes. No entanto, e entre as muitas pegas de caras e algumas cernelhas vistas ao longo do ano, duas se destacaram pela sua enorme beleza, vibração, “brutalidade” dos derrotes dos toiros e pela valentia e estoicismo dos forcados de cara que as protagonizaram e respectivos grupos. Falo-vos da pega de José Manuel Vinagre em Alcochete a 28 de Março e da pega de Manuel Roque Lopes em Santarém a 12 de Junho, de cujas crónicas das corridas retiro os seguintes trechos:

 

 

Épica e de enorme estoicismo, com uma garra e união fora do vulgar, a pega de José Vinagre ao quarto toiro da magnífica tarde primaveril de domingo, é merecedora de ficar nos anais da tauromaquia e da forcadagem porquanto se tratou de um momento de extraordinária coragem e entrega de todos os elementos do seu grupo, os Amadores de Alcochete, frente à violência tremenda demonstrada pelo toiro. Alcochete, terra do barrete verde e das salinas e de grandes moços de forcado, viu o público, de pé, em uníssono, tributar aos forcados a maior ovação da tarde e uma das maiores a que já assisti numa pega.

Épica, estóica e de tremenda entrega, só possível a um forcado com “F”, como o foi José Vinagre naquele momento, frente a um toiro que derrotou com imensa violência e a consumação, à 2ª, com brilhante intervenção do 1º ajuda, é o triunfo sonante e a destacar numa tarde em que todos sentiram na pele as dificuldades dos toiros espanhóis de Santiago Domecq e Las Monjas.

 

FORCADOS DE SANTARÉM COMEMORARAM 95 ANOS COM ALGUMAS GRANDES PEGAS DE CARAS


A tarde era de comemoração aniversária para os Amadores de Santarém que juntaram na arena algumas das suas antigas glórias, antigos cabos e actuais forcados para uma tarde onde algumas intervenções forma de grande categoria mas onde faltou a moldura humana que poderia e deveria ter acudido a Santarém para presenciar este cartel e assistir a momentos de grande vibração nas pegas de caras. A tarde foi dos forcados!

(...)foi Manuel Roque Lopes a fechar com chave de oiro com um “pegão” de caras com o toiro a arrancar com violência e a passar pelo grupo com o forcado bem fechado na cara e a pôr, uma vez mais o público de pé para aplaudir.

 

 

Foram 28 os Grupos de Forcados Amadores que vi actuar em 2010, conforme a seguinte lista:

3. OS MATADORES E NOVILHEIROS QUE VI ACTUAR EM 2010

21.11.10 | barreiradesombra

 

Sem as que já vinham sendo habituais incursões em Espnha, e a excepção foi a reaparição de José Tomás em Olivenza numa corrida onde o triunfador maior foi Perera, vimos contudo algumas boas actuações em Portugal quer no que se refere a matadores quer a novilheiros.

 

António Ferrera, Miguel Angel Perera e Luis Procuna foram os mais destacados nessas actuaçõs, mas também José Luis Gonçalves (que se despediu do activo), Juan Jose Padilla ou Vítor Mendes se cotaram com grandes momentos numa temporada em que em apenas 18 dos 56 espectáculos que presenciei ao vivo na praça tiveram a presença do toureio a pé. Diga-se também que as boas actuações dos matadores e dos novilheiros tiveram por base uma mais criteriosa escolha dos toiros e novilhos a lidar, de ganadarias de referência e que acabaram por dar resultados muito positivos.

 

Recordem-se aqui alguns dos excertos das crónicas dessas actuações:

 

NA DESPEDIDA DE GONÇALVES, O TRIUNFO FORTE DE FERRERA

A despedida (formal) das arenas é um, mais um, dos passos que marcam um percurso de uma vida dedicada à arte de Montes e onde José Luis Gonçalves conheceu momentos importantes, outros de menor fulgor, mas sempre marcados pela humildade de carácter, pela estética e plástica colocada ao serviço da arte de tourear. Por isso, merecidas as fortes ovações que escutou em Lisboa, numa noite onde o triunfo forte foi para um António Ferrera pleno de faculdades e onde João Moura esteve em grande plano na lide do que abriu praça. O espanhol António Ferrera apresentou-se pletórico de faculdades físicas e técnicas e assinou duas lides importantes com a muleta, com excelentes momentos tanto no toureio por derechazos como ao natural, não faltando os habituais desplantes após os passes de peito e os de trincheira. Mas, na verdade, bons momentos de toureio, ligando os muletazos em redondo, dando também profundidade a muitos deles, embarcando bem os toiros e podendo com eles. No segundo tércio de bandarilhas levou o respeitável ao rubro com os desplantes e teve de cravar, a pedido do público, um quarto par. No final teve o gesto de levar em ombros e pela Porta Grande o seu alternante que, nessa noite, se despedia das arenas.

FAENÃO DE PERERA PREMIADO COM RABO

Foi Miguel Angel Perera o triunfador maior da corrida com a sua enorme faena ao terceiro da tarde e que ficará registada para os anais da feira de Olivenza não apenas pelo corte dos máximos troféus – 2 orelhas e rabo – mas pela excelsa qualidade da faena, pelo primoroso temple imprimido, pela estética exibida e pelo mando total e absoluto no domínio do bom toiro que lhe tocou lidar. O conceito de lide total exibido por Perera, iniciado na lide de capote por verónicas e no quite por gaoneras e consumado com um «estoconazo hasta la gamuza», proporcionou momentos únicos de prazer aos milhares de aficionados que esgotavam Olivença. Pela direita ou ao natural, os muletazos sucediam-se cadenciosamente, mandando e templando, com uma profundidade extraodinária e pormenores de enorme classe e toreria numa faena difícil de descrever porque complexa e de muita arte e sentimento. Com o público ao rubro depois de uns circulares de extraordinária qualidade, montou o estoque e penetrou o toiro de forma impressionante, fazendo-o tombar de imediato. Lenços pelos ares pediram as orelhas e o rabo que o presidente concedeu. No que encerrou praça voltou a mostrar o porquê de se uma figura respeitada e de novo, com classe e sentimento, com arte e poderio, voltou a construir uma interessante faena de muleta, com momentos de muito bom toureio e voltou a matar bem, passeando mais duas orelhas. Extraordinário momento, o de Perera.

AS BANDARILHAS DE PROCUNA

Com direito a transmissão televisiva, a corrida da passada quinta-feira em Lisboa não foi além dos ¾ de casa (bastante boa entrada apesar disso) e o matador Luis Vital “Procuna” teve o mérito de pôr de pé o público num segundo tércio de bandarilhas de muita entrega e valor, com um segundo par a quarteio de enorme valia e mérito, num conjunto bastante bom dos seis pares que colcou aos dois toiros de Herds. Varela Crujo, numa noite em que cavaleiros e forcados deram fraca imagem da mais portuguesa das tradições. 

Luis Procuna caminha com outra segurança. Entregou-se em ambos os toiros nos lances de capote, variados os quites, e cravou pares de bandarilhas que fizeram saltar o público das bancadas, nomeadamente o 2º par ao sexto toiro da noite quente. Com a muleta desenhou duas faenas de interesse antes toiros de Herds. De Varela Crujo que serviram. Alguns muletazos de boa nota, em especial uns quantos naturais no seu primeiro e derechazos no segundo que tiveram impacto.

 

Quanto aos novilheiros, o ano voltou a não ser de facilidades e nem todos foram capazes de dar o tal passo em frente que faz a diferença. Ainda assim, bons momentos a cargo de Daniel Nunes, Manuel Dias Gomes e de um mais maduro Joaquim Ribeiro “Cuqui”, enquanto outros voltaram a marcar passo.

 

Lisboa - A Manuel Dias Gomes pertenceram as melhores verónicas da noite, com classe e impacto. Com a muleta desenhou uma faena interessante, levando o novilho bem toureado pelo lado direito, com alguns muletazos bem largos e profundos, dos mais artistícos da noite. Consolidada a faena, recreou-se nos mueltazos finais com circulares e de trincheira muito aplaudidos.

 

Moita -  Joaquim Ribeiro “Cuqui” foi o mais destacado, com belos momentos de capote, boas séries de muletazos por ambos os pitons e, por isso, merecedor dos três prémios em disputa: Galardão Fundação João Alberto Faria, Sociedade Moitense de Tauromaquia e Capote de Oiro do Conselho Municipal Taurino da Moita.

 

Lisboa - Entregado e com enormes ganas de agradar, mas sem novilho que lhe possibilitasse o êxito sonhado, Daniel Nunes foi o que deve ser um novilheiro: excelente no quite por gaoneras no novilho de Casquinha, lanceou o seu com algumas verónicas. Com o novilho a recusar a luta, foi o novilheiro a colocar a «carne no assador» e a procurar roubar-lhe os passes, um após outro, e metendo-se em terrenos de peso e compromisso junto a tábuas em gesto de pundonor toureiro, arriscando a voltareta.

 

A lista de matadores e respectivas actuações é a seguinte:

CONFERÊNCIA SOBRE TAUROMAQUIA NOS 25 ANOS DA RÁDIO CAMPANÁRIO

15.11.10 | barreiradesombra
A Rádio Campanário, Voz de Vila Viçosa, CRL (Rádio com estatuto de utilidade pública), vai realizar no dia 27 de Novembro pelas 15 horas, por ocasião do seu vigésimo quinto aniversário, uma conferência sobre tauromaquia. Sendo uma Rádio que sempre apoiou a Festa Brava, a conferência conta já com a confirmação das ilustres figuras do toureio, o matador de toiros Vítor Mendes, do cavaleiro tauromáquico Paulo Caetano, João Folque, da prestigiada ganadaria "Palha", Paulo Pessoa de Carvalho, empresário e antiga glória da forcadagem, Hugo Calado, crítico e fotógrafo taurino, e José Cáceres, conhecido apresentador do programa "Arte e Emoção". O dia conta também com uma exposição de pintura tauromáquica com quadros da autoria do conceituado artista plástico Painho das Neves. Esta conferência conta ainda, no final, com um cocktail de toiro bravo no espeto, entre outras iguarias alentejanas. Este evento vai contar ainda com a presença da internacional acordeonista Bianca Luz.
 
Este evento vai contar com a presença de várias entidades do governo dos quais a Rádio Campanário vai receber oficialmente o Certificado de Utilidade Pública decretada nos termos do Decreto de lei número 470/77 de 7 de Novembro, atribuída no dia 7 de Maio de 2010 pelo Secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros, estando já confirmadas as presenças do Excelentíssimo senhor Secretário de Estado da Cultura, a excelentíssima Governadora-Civil de Évora, o Eurodeputado Dr. Capoulas Santos, o Deputado Eng. Luís Capoulas, o Deputado Bravo Nico, o Deputado João Oliveira e o Dr. Ceia da Silva, presidente da Turismo Alentejo.

2. OS CAVALEIROS QUE VI ACTUAR EM 2010

11.11.10 | barreiradesombra

Entre cavaleiros de alternativa, rejoneadores, cavaleiros praticantes e amadores, tive o ensejo de ver actuar mais de 40 dos mais veteranos aos mais jovens e ainda quase incipientes cavaleiros. Grandes actuações a par de outras bem menos conseguidas, umas quantas lições de bem tourear a cavalo a par de outras tantas do “número do cavalito”, fizeram com que houvesse de tudo para todos os gostos, mesmo os maus, pois como diz o ditado popular «gostos não se discutem».

 

Dois triunfadores indiscutíveis, para mim, em duas versões do toureio clássico: António Ribeiro Telles e João Salgueiro. Não esqueço as magistrais lições do primeiro em Lisboa e do segundo no Montijo e em Vila Franca. Assim se toureia de verdade, com a verdade por diante e diante do toiro-toiro, impondo-se, lidando, dominando a negra rês, e saíndo em plano de triunfo para todos quantos puderam a essas magistrais lições assistir.

 

Recordo algumas passagens de duas das crónicas sobre estes dois artistas.

 

"MONTIJO - A GENIALIDADE DE SALGUEIRO NUMA LIDE MAGISTRAL


Um Salgueiro genial e uma lide imaculada, prenhe de emoçãoe de bom toureio, magistral nos cites e nas cravagens, foi aquilo a que assistimos na noite do passado sábado 26 na Monumental do Montijo frente ao segundo toiro da noite, como os restantes da ganadaria de José Lupi. Salgueiro encontrou as distâncias precisas em cada momento, elegeu os melhores terrenos consoante as querenças que o toiro foi mostrando. Depois, de praça a praça provocando a investida, ou em curto atacando o pitón contrário montando o “Van Gogh” levantou o público  das bancadas e proporcionou-nos momentos para recordar.

 

João Salgueiro, depois da extraordinária actuação no segundo da noite, confirmou no quinto da ordem o seu excelente momento e, com um toiro de distintas condições, desenhou outra grande lide com dois excelentes curtos a abrir, o segundo de muito mérito pelo sítio e distãncia a que citou e cravou. Mais uma grande actuação de Salgueiro a confirmá-lo como truinfador indiscutível desta corrida."

 

"LISBOA - E O TOUREIO DE VERDADE NÃO CONTA? SÓ VALE O NÚMERO DO “CABALLITO”?

O público paga o seu bilhete (esgotou novamente o Campo Pequeno), aplaude o que quer, transforma em êxitos aquilo que os mais conhecedores verificam pouco ter a ver com o toureio a cavalo na sua máxima expressão e antes mais não é que a reencarnação do velho espírito do rejoneio campero e do número do “caballito” que tantas e tantas vezes se reprovou. Vir à dita Catedral Mundial do Toureio a Cavalo implica tourear de frente, dar distâncias, deixar o toiro colocado em sorte e para ele partir em linha recta, e isso, caros amigos, foi feito apenas por António Ribeiro Telles. Quem saíu em ombros foi Ventura mas quem TOUREOU DE VERDADE foi o cavaleiro da Torrinha.

 

A verdade do toureio a cavalo esteve a cargo de António Ribeiro Telles, queiram ou não entender aqueles que apenas foram a Lisboa para ver Ventura. Receber os toiros com poder mas sem os recortar em demasia pois as investidas boiantes e insonsas rapidamente se acabam; colocar-se de largo e provocar a investida; sair a passo para o toiro e marcar bem as reuniões, cravar de alto a baixo e ao estribo. Tudo isso fez António Telles em duas actuações de muito nível, superior quiçá a segunda, pelas sortes frontais e entradas apertadas nos terrenos do toiro, reunindo e cravando como mandam as regras. A brega foi de muita qualidade assim como alguns dos remates frente ao segundo do seu lote, fazendo com que a lide ao quarto da noite fosse de imenso valor e por isso mesmo mais que merecedora das duas voltas à arena e chamada especial aos médios."

 

Na senda das actuações bem conseguidas e com impacto junto do grande público, destacaria também Ana Batista, numa das corridas de Lisboa em Agosto, em plano de grande maturidade, uma grande actuação de Rui Salvador em Tomar; Rouxinol e Bastinhas a manterem acesa a chama e a justificarem na arena a sua presença nos mais importantes cartéis; uma grande actuação de Paulo Caetano; o bom momento de João Moura, a mostrar que ainda está aí para durar. Vítor Ribeiro e Sónia Matias também em bons momentos das respectivas carreiras e, nos mais jovens, Moura Jr, João Telles Jr, Marcos Bastinhas, Manuel Telles Bastos e Manuel Lupi a mostrarem que têm uma palavra a dizer nos anos que se seguem.

 

Uma palavra também para Duarte Pinto que, na senda do classicismo e do bom toureio, marcou pontos e a diferença na forma como se colocou de largo e ora deu primazia de investida ora atacou os toiros em algumas actuações de muito bom nível.

 

A lista completa de cavaleiros de alternativa e rejoneadores é a que se segue:

 

Quanto aos praticantes, Salgueiro da Costa e Tomás Pinto, assim como Marcelo Mendes destacaram-se dos demais que vi actuar em 2010 e deixaram vontade de os revermos em 2011, quiçá já a pensarem em tomar a alternativa. Como vi poucas actuações com praticantes e amadores, pouco mais poderei que desejar que a próxima temporada seja de afirmação para todos eles pois a renovação é necessária e alguns podem ser bons valores. Esta é a lista dos praticantes e amadores:

 

TROFÉUS “SECTOR-1 PRESTIGIO”

11.11.10 | barreiradesombra

O Grupo Tauromáquico Sector 1, em fase de profunda reestruturação decidiu criar os “Troféus Sector-1 Prestigio”, premiando pessoas e instituições que se tenham distinguido nas suas actividades prestigiando a tauromaquia nacional.

  

Eis os galardoados 2010: Sra. Ministra da Cultura, Dra. Gabriela Canavilhas, Sociedade Renovação Urbana Campo Pequeno, Tertúlia Tauromáquica Terceirense, Autarca Dr. Moita Flores, compositor e cantor Carlos Alberto Moniz e a titulo póstumo o jornalista e critico tauromáquico Saraiva Mendes, um dos fundadores do “Correio da Manhã”.

 

A entrega destes troféus terá lugar no próximo dia 2 de Dezembro num jantar que se realizará no restaurante Tivoli-Café, (Av. Da liberdade nº 186 - teatro Tivoli), ás 20.30 hrs, cujo programa inclui momentos de fado com Joana Amendoeira.

 

As inscrições devem ser feitas através do telefone 213462887 (sede do Sector 1) até ao dia 29 de Novembro.

 

Esta iniciativa inclui-se na reestruturação do histórico Sector 1, recuperando prestígio e actividade na promoção e apoio á pureza da Tauromaquia.

1. AS PRAÇAS ONDE O «BARREIRA DE SOMBRA ESTEVE PRESENTE

09.11.10 | barreiradesombra

 

Tal como sucedera na temporada anterior (2009), voltámos a centrar a nossa actividade num raio de acção não muito largo em relação ao centro (Lisboa), com algumas esporádicas incursões mais a norte e uma outra a Espanha (Olivenza), mas não ultrapassando o Mondego para a sua margem norte. Iniciámos o ano taurino bem cedo com a aula prática que teve lugar no Campo Pequeno em Janeiro e encerrá-mo-la com um total de 56 espectáculos (+4 que em 2009) no fim de semana de 23 e 24 de Outubro em Santarém, nessa jornada memorável para a História da Tauromaquia em Portugal.

 

Assim, assistimos a espectáculos tauromáquicos nas seguintes praças:

      Abiúl - 1

      Nazaré - 1

      Caldas da Rainha - 1

      Tomar - 1

      Santarém - 8

      Cartaxo - 1

      Azambuja - 1

      Vila Franca de Xira - 5

      Arruda dos Vinhos - 4

      Sobral de Monte Agraço - 3

      Encarnação - 2

      Ponte de Rol - 1

      Foz do Sizandro - 1

      Malveira - 1

      Lisboa – Campo Pequeno - 16

      Alcochete - 1

      Montijo - 4

      Moita - 3

      Olivenza (Espanha) - 1

 

As praças de Lisboa – Camo Pequeno (total de 16 espectáculos), Santarém (8 espectáculos), Vila Franca de Xira (5 espectáculos) e Arruda dos Vinhos e Montijo (ambas com 4 espectáculos) representaram mais de 50% do total de espectáculos a que assistimos, divididos estes que foram pelas seguintes categorias:

 

      Corridas à Portuguesa – 32 – 57,14%

      Festivais Taurinos - 9 – 16,07%

      Corridas Mistas – 7 – 12,50%

      Variedades Taurinas – 5 – 8,93%

      Corridas só com Matadores -  1 – 1,79%

      Corridas em Espanha – 1 – 1,79%

      Outros espectáculos -  1 – 1,79%

Comparativamente aos anos anteriores, e desde 2005, mantivémos á cobertura de um mais elevado número de espectáculos nos anos de 2005 a 2008 com médias de 85 espectáculos, descendo nestes dois últimos anos para valores abaixo dos 60, conforme se pode ver no quadro que se segue:

 

 

2005

2006

2007

2008

2009

2010

Corridas à Portuguesa

39

47

35

36

26

32

Corridas Mistas

8

16

12

13

6

7

Só Matadores

2

1

3

3

2

1

Novilhadas

8

4

4

5

3

0

Variedades Taurinas

8

3

7

7

6

5

Festivais

9

6

9

7

6

9

Corridas Espanha

6

5

7

7

0

1

Novilhadas Espanha

1

2

0

2

0

0

Rejoneio

5

1

5

2

3

0

Outros Espectáculos

1

2

2

4

0

1

TOTAIS

87

87

84

86

52

56

 

Se quisermos ter uma panorâmica mais alargada dos locais por onde passámos e assistimos a espectáculos tauromáquicos entre 2005 e 2010, teremos 80 praças de toiros, conforme o esquema que se segue:

JORNAL DE TAUROMAQUIA OLÉ N.º 210 - NAS BANCAS QUARTA-FEIRA DIA 10 DE NOVEMBRO.

09.11.10 | barreiradesombra

O conteúdo desta semana é o seguinte

Editorial………………………………………….2

Mais um Milagre…………………....…………2

João Salgueiro vai voltar à escola……..………2

Simbiose Taurina – 3 séculos de tauromaquia…………2

Lição de Rafael da Silva, na Tertúlia Tauromáquica "A Mexicana".…3

Os Galardões do Grupo Tauromáquico Sector 1..….3

Coliseu do Redondo – Boa Corrida a encerrar a Temporada……4 e 5

Tauromaquia a (re)nascer no Canadá..……… …….6 e 7

S. Manços – Uma Tarde Agradável numa Terra Aficionada……….8 e 9

O Futuro em Vila Franca de Xira……………………..9

Rádio Campanário comemora o seu 25º aniversário………..10

Memórias da Festa.....… ……….10

Tauromaquia Atlântica..……… ……….11

À Conversa Com… El Juanito o mágico das arenas…….12

Prémio na Tourada à Portuguesa…………….13

Tertúlia Tauromáquica Sobralense………13

Entre o Passado e o Futuro da Festa Brava!...... …14

José Agostinho dos Santos para sempre na memória………15

Estes são os Tempos Modernos…………….15

 

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