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BARREIRA DE SOMBRA

Desde 13.06.1987 ao serviço da Festa Brava

BARREIRA DE SOMBRA

Desde 13.06.1987 ao serviço da Festa Brava

EXCELENTES ERALES DE COCHICHO EM ARRUDA DOS VINHOS

13.06.10 | António Lúcio / Barreira de Sombra

O espectáculo tauromáquico organizado pela Tertúlia Tauromáquica “O Piriquita” foi de êxito popular (excelente entrada de público) e do ganadeiro José Luis Cochicho pela qualidade dos erales lidados, com segundo e quinto a serem os melhores. No capítulo dos toureiros foi “Cuqui” o que mais se destacou no toureio a pé e os cavaleiros cumpriram a papeleta assim como os Forcados de Arruda dos Vinhos.

 

Tiago Martins assinou lide agradável e com alguns bons ferros, tal como João Maria Branco que conseguiu um ferro de muito boa nota atacando o eral que estava fechado em tábuas e Manuel Vacas de Carvalho mostrou bons progressos e procurou um toureio frontal.

 

Paco Velásques esteve bem de capote e com a muleta teve altos e baixos, nem sempre encontrando as distâncias idóneas. Joaquim Ribeiro “Cuqui” esteve muito bem de capote e com a muleta, com uma série de naturais e outra de derechazos de muita classe, mas prolongou em demasia a faena. Miguel Murtinho cumpriu no tércio de capote e com a muleta sentiu o problema da falta de força do eral (nobre) mas mesmo assim esteve razoável com a flanela rubra.

 

Os Forcados Amadores de Arruda consumaram as três pegas de caras com intervenções de Carlos Carvalho (bem à 1ª), David Lima (mal a recuar e a concretizar à 2ª) e Bruno Cruz na melhor pega da tarde, à 1ª tentativa.

 

 

FORCADOS DE SANTARÉM COMEMORARAM 95 ANOS COM ALGUMAS GRANDES PEGAS DE CARAS

13.06.10 | António Lúcio / Barreira de Sombra

A tarde era de comemoração aniversária para os Amadores de Santarém que juntaram na arena algumas das suas antigas glórias, antigos cabos e actuais forcados para uma tarde onde algumas intervenções forma de grande categoria mas onde faltou a moldura humana que poderia e deveria ter acudido a Santarém para presenciar este cartel e assistir a momentos de grande vibração nas pegas de caras. A tarde foi dos forcados!

 

Abriu praça o actual cabo, Diogo Sepúlveda, que apenas à 5ª tentativa conseguiu consumar pois o toiro tirava a cara na reunião e derrotava no sentido inverso logo de seguida impedindo as ajudas de chegarem ao forcado da cara; Francisco Freire Gameiro esteve num dos momentos altos da corrida ao consumar com galardia no cite e na reunião, dura, uma rija pega de caras ao primeiro intento, com o toiro a derrotar forte e o grupo a ajudar bem; Gonçalo da Cunha Ferreira concretizou com raça a terceira pega ao terceiro intento e Nuno Varandas, com muita determinação e garra fechou-se à terceira tentativa também. Gonçalo Veloso consumou à primeira uma belíssima pega de caras e, frente ao sexto, que não queria encabrestar e impediu a cernelha tentada primeiro por Luis Assis e António Cachado e depois com a substituição deste por David Romão, foi Manuel Roque Lopes a fechar com chave de oiro com um “pegão” de caras com o toiro a arrancar com violência e a passar pelo grupo com o forcado bem fechado na cara e a pôr, uma vez mais o público depé para aplaudir.

 

Relativamente às lides de António Telles, poderemos afirmar que cumpriu sem destaques frente ao primeiro e que esteve em bom plano frente ao quarto da ordem, com uma brega criteriosa, bons ferros em sortes variadas, com destaque para primeiro e quarto curtos, entrando bem nos terrenos do toiro e quarteando o suficiente para deixar a ferragem.

 

João Salgueiro esteve diligente frente ao segundo da tarde, destacando-se no terceiro curto em que pisou os terrenos do toiro, fechado em tábuas, para lhe provocar a investida e cravar um bom ferro. Frente ao quinto da tarde, o melhor dos seis de Fernandes de Castro, esteve enorme a receber o toiro para o segundo comprido, de praça a praça, e com os curtos, ora entrando ao pitón contrário ora em quarteios ajustados, assinou uma boa prestação.

 

João Moura Caetano esteve irregular em ambos os toiros e se bem que procurou o êxito este não lhe sorriu. Cumpriu dignamente a função com alguns ferros de nota razoável nos dois toiros.

 

Os toiros de Ernesto de Castro, de tipo e comportamento diverso, não trouxeram problemas de maior aos cavaleiros e o quinto da ordem destacou-se pela positiva face aos restantes que cumpriram em termos gerais.

 

Direcção acertada de Agostinho Borges cadjuvado pelo veterinário José Luis Cruz.