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BARREIRA DE SOMBRA

Desde 13.06.1987 ao serviço da Festa Brava

BARREIRA DE SOMBRA

Desde 13.06.1987 ao serviço da Festa Brava

Em características raciais o campino das lezírias do Tejo, onde constitui núcleo populacional aparte e oriundo, talvez, dos fenícios: morenos, até pela acção do sol, cabelo negro, ainda que abundem também os louros, fortes e ágeis de movimentos. Vestem jaqueta negra ou castanha, com colete encarnado, calção azul, meia branca, feita a agulha — obra de suas mulheres, noivas ou filhas — e sapato de bezerro.

Cobrem a cabeça com barrete verde e, nos dias de festa, adornam o fato com botões dourados, ou de prata, e o escudo da ganaderia ou o brazão do amo, se este é da nobreza, sobre o coração, orgu­lhosamente.

 

Vivem em cabanas armadas nos serra­dos onde pastam os touros à sua guarda e, uma vez por semana, visitam o «mon­te», ou a aldeia mais próxima, para levar o que hão-de comer no seu isolamento: azeite, grão ou feijão, farinha de trigo ou pão já amassado e cosido.

 

Metem tudo em alforjes, que colocam sobre os ombros ou na sela do cavalo, tal como a pele de bezerro que o cobre e como a manta que os defende do frio e da chuva. Seu baile é o fandango, jogo difícil dos pés ao ritmo do harmónium, fixos os braços pelas mãos metidas nos sovacos. E bailam em desafio, alternando em pro­dígios que dois exibem à compita até que os do conclave outorgam a vitória ao mais ágil e de maior fantasia nos passos.

 

Cavaleiros por instinto e hábito, «campinam» em recortes e comandam, e desa­fiam e castigam os touros com a vara que manejam habilmente. Quando cor­rem os touros, entusiasmam-se como os mouros «correndo a pólvora», excitam-se, eles e os cavalos e os touros, em tro­pel magnífico, constituindo cavalgada heróica em que se confundem os homens, os touros e os cavalos, cada qual mais rápido e mais bravo.

 

Nascem entre choupos e salgueiros, nas lezírias e nos mouchões, e aprendem de tenra idade a arte de atirar pedradas cer­teiras aos touros que se desmandam enquanto o maioral, seu avô ou seu pai, dormita no cabanão. Crescem ao sol, e ao vento e à chuva, a intempérie e na solidão, longe dos centros e afastados dos homens. Por isso são de poucas falas, e de poucos amigos, além dos touros, companheiros de todos os dias, de todas as horas. Conhecem-nos por seus nomes, e sabem os do pai e das mães, e estudam--Ihes o carácter, e avaliam-lhe a bravura. Apreciam as reações dos bezerros na apartação das mães, quando da desma­ma, depois quando o ferro em fogo os marca com as letras da ganaderia, e os números, e as ovelhas sofrem o corte par­ticular, o sinal, e quando a vara do pica-cador os castiga para a prova da tenta. Curam-nos e cuidam que se não inutilizem nas lutas que travam uns com outros, para disputa da fêmea ou da supremacia de man­dão.

 

Finalmente, um dia enjaulam os que hão-de ser lidados nas arenas, e acompanham-nos. Se saem bravos, grande alegria tem o campino; se mansos, à volta ao campo, metem-nos à charrua, na difícil «amansia na brocha» e o que não pôde ser touro fica sendo «boi da terra», e passa a ser olhado com desprezo, pelo menos com tristeza, porque o campino sofre com o fracasso, com a perda do amigo. Passa o «boi da terra» aos cuidados dos que a lavram, embora ofereça sempre a vantagem da educação que o campino lhe deu, trabalhando de sol a sol, sem descanso, e comendo de manadio, dormindo à intempérie. Mas já não se defende dos homens, como antes fazia, quando era bravo e se sabia forte para lutar. E o campino, aristocrata da lezíria, olha dos pontos mais altos os que trabalham nos baixos, os mansos. Os seus cuidados vão agora para os que ainda podem ser touros bravos. E quando a cheia impetuosa ameaça os gados, o campino trata de salvar antes os touros, os bravos, os seus amigos. E como ele procedem os seus, a sua gente, toda empenhada pela sorte da ganaderia brava, que é o orgulho do campino, a sua honra,

 

ROGÉRIO   PEREZ

 

Fotos de José Vanzeller Palha e Manfredo

In, Panorama, Toureio Português, número especial, 1945, Lisboa

São já conhecidos os cartéis das 3 corridas de toiros que têm por cenário a Monumental Celestino Graça em Santarém e que decorrem nos dias da Feira Nacional de Agricultura/Feira do Ribatejo. A empresa Aplaudir montou 3 cartéis de figuras e mantém a política de baixos preços – desde 5 euros – que tem feito afluir muito público às bancadas da praça de toiros de Santarém. Este ano os cartéis são os seguintes:

 

  • 6 de Junho (domingo), 17h30 -  Rui Salvador, Luis Rouxinol, Tito Semedo, José Manuel Duarte, Sónia Matias, Tomás Pinto. Forcados de Santarém e Montemor. 6 toiros de António Silva
  • 10 de Junho, (quinta-feira) dia de Portugal, 17h30 – João Moura, Diego Ventura e João Moura Jr. Forcados de Santarém e Alcochete. 6 toiros de Fermin Bohórquez
  • 12 de Junho (sábado) – 17h30 – António Telles, João Salgueiro e João Moura Caetano. Forcados de Santarém. 6 toiros de Ernesto de Castro

Escrevi, a 16 de Maio de 2005 no site que haviamos criado, o toirosecavalos.com:

”Estou demasiado emocionado para que esta faena saia em condições. Mas, meu querido Eduardo, você merece, onde quer que esteja, que eu me arrime ainda mais para sacar adiante esta nossa lide. “O nosso amigo Eduardo morreu esta tarde”, disse-me o Paulo Pereira ao telefone. Partiu com um sorriso nos lábios, calmo e sereno, com aquela espantosa tranquilidade com que nos habituou a estar perante a vida e nesta nossa Festa Brava.

Partilhámos juntos muitas tardes e noites de toiros, muitos milhares de kilómetros por essa estrada fora. E o Eduardo a todos contagiava com a sua alegria de viver, com as suas histórias sempre na ponta da língua, aqui e além temperadas como só ele sabia, com sabor e algum sarcasmo, com alguma malícia própria dos que agarram a vida com toda a força e a souberam viver de forma intensa.

Aprendi muito com o Eduardo desde que iniciámos a nossa caminhada comum no ToiroseCavalos. Tive o privilégio de, com ele, corrigir muitos dos defeitos que alguém que não tem a formação do jornalismo pode ter. Aprendi a ver mais os toiros e a conhecer melhor terrenos e querenças. Mas aprendi, sobretudo, algo da sua lição de vida.

Não vale de nada sermos mais um. Temos de ser os melhores. Esta era a expressão que muitas vezes utilizava e que, cada vez mais, faz todo o sentido. Também na nossa missão de informar temos de ser sempre os melhores.

O Eduardo convidou-me para com ele, e uma equipa extraordinária, fazer parte e trabalhar na organização do III Congresso Nacional de Tauromaquia e aí apresentar uma comunicação. Distinguiu-me dessa forma ao permitir o contacto e conhecimento e um trabalho sério com gente do toiro, aficionados a sério. E enriqueceu, dessa forma, os meus conhecimentos e capacidades. Tal como quando me deu o privilégio da apresentação do cavaleiro Paulo Caetano e do seu livro «De costas voltadas para o mar» em pleno Equimagos em Salvaterra de Magos.

Convivi de perto com a sua doença, os seus temores e a sua enorme força de vontade para superar essa terrível cornada que o cancro lhe deu. Não é fácil, de forma alguma, ser colocado perante esta terrível realidade e a sua morte, aos 65 anos, quando ainda tanto tinha para dar á Festa, aos seus amigos, á sua esposa e, principalmente, ao seu filho Eduardo João.

Meu querido amigo, não há despedidas! Há sempre um até qualquer dia e a certeza da sua presença entre nós, em cada momento, em cada frase, em cada corrida! “

O nosso comum amigo e hoje responsável de Marketing e Relações Públicas do Campo Pequeno, Paulo Cordeiro Pereira, traçava uma breve biografia do Eduardo:

“Vítima de doença prolongada, faleceu ao início da tarde de hoje segunda feira, no Hospital Distrital de Santarém, o nosso companheiro de trabalho Eduardo Leonardo. Contava 65 anos.


Com a sua morte perde o jornalismo tauromáquico um dos seus mais destacados vultos e o espectáculo de toiros um dos seus mais acérrimos defensores.
Com notável espírito de iniciativa e sempre aberto à inovação, a ele se deve, na sua quase totalidade, o êxito que o site www.toirosecavalos.com desfruta hoje em dia no panorama tauromáquico português.


A Eduardo Leonardo se deve também a realização de dois Congressos Nacionais de Tauromaquia, em 2001 (Santarém) e em 2004 (Salvaterra de Magos), para além de várias iniciativas culturais ligadas à tauromaquia.


Natural de Santarém, subscreveu a página dedicada à Festa Brava, do Jornal do Ribatejo, foi apresentador de programas de tauromaquia e comentador de corridas de toiros na Radiotelevisão Portuguesa, tendo também deixado colaborações noutros órgãos de comunicação social, algumas delas assinadas com o pseudónimo de Bernardino Cesário.


Dessas colaborações destacam-se as que manteve no Diário do Ribatejo, Jornal do Oeste, Vida Ribatejana, Jornal de Notícias e TV-Top. Foi também colaborador de várias rádios locais ribatejanas.


De 1976 a 1979 integrou a Comissão da Praça de Toiros de Santarém, praça onde organizou, em 1990, a primeira corrida do jornal “O Ribatejo”, corrida que serviu também para a comemoração dos 75 anos de actividade do Grupo de

Forcados Amadores de Santarém.


No final dos anos cinquenta foi também toureiro amador.” (Paulo Cordeiro Pereira)

A afición da região Oeste da Estremadura vibra de forma intensa com a Festa Brava e não regateia aplausos aos toureiros quando lhes reconhecem entrega e vontade de triunfo. Foi o que aconteceu em Ponte de Rol, concelho de Torres Vedras, na tarde de sábado 15 de Maio, com boas actuações dos quatro cavaleiros, a entrega do veterano maestro José Júlio e a presença dos novilheiros Daniel Nunes e Júlio Antunes, este menos placeado, ante reses de diversas proveniências.

 

Joaquim Bastinhas abriu praça frente um toiro de Dias Coutinho com problemas de visão e manso, dificultando alide ao veterano cavaleiro alentejano que, com o saber da experiência e sentido toureiro lhe cravou uns ferros por dentro e com boa brega o procurou deixar colocado para as sortes e os últimos curtos foram de muito mérito, de frente um e a sesgo o último, bastante aplaudidos pelo público.

 

Sónia Matias, com um toiro de Rio Frio que foi mansote, assinou um bom triunfo neste festival mercê da sua garra e entrega, muito bem na brega e com a série de curtos em crescendo, onde o terceiro é de muito boa nota em sorte frontal bem executada, a deixar-se ver no cite e a encurtar as distâncias para cravar de alto a baixo e rematar esta sua boa exibição com dois de violino. Volta muito aplaudida no final.

 

Marcos Tenório também esteve em bom plano com um toureio frontal de viagens muito rectas e com bonitos e bem conseguidos remates das sortes frente a um toiro cumpridor de Santa Maria. Quatro curtos de muito bom nível, a partir para o toiro e a cravar como mandam as regras, rematando esta triunfal actuação com um de palmo de muito boa execução.

 

Marcelo Mendes, que lidou um novilho de Felicidade Dias que serviu, não esteve acertado com os compridos mas melhorou nos curtos, subindo de tom, muito bem na brega e nas preparações para as sortes e com dois curtos de muito boa execução, a sesgo o primeiro e de frente a deixar-se ver em cite bonito o outro, rematando com um de palmo.

 

O veterano maestro vilafranquense José Júlio não teve desta vez no toiro de Dias Coutinho o colaborador que lhe permitisse expressar a sua imensa afición. Com ganas recebeu de capote e sacou-lhe passes pelos dois pitons, tendo que percorrer a circunferência da arena procurando os terrenos em que o toiro pudesse investir com alguma franqueza, o que não aconteceu. Valeu pela sua imensa afición.

 

Daniel Nunes substituiu o anunciado Sanchez Vara. Desenhou alguns lances de capote ante um complicadote novilho de Ortigão Costa e com a muleta teve alguns passes meritórios por ambos os pitons em faena larga mas que no conjunto careceu de ligação.

 

Em último lugar e com um novilho de Jorge Carvalho que pedia meças, esteve Júlio Antunes que se mostrou verde e com poucas ganas para sacar partido do novilho.

 

Quanto aos moços de forcado, os alentejanos dos Académicos de Elvas pegaram por intermédio de Roberto Ameixa, à 1ª, e de Bernardo Dias à 2ª, enquanto que pelos do C.T. Alenquerense foram caras Carlos Miguel à 2ª e Diogo Oliveira à 1ª.

 

Direcção acertada de António Garçôa coadjuvado pelo veterinário José Manuel Lourenço.

 

Excepcionalmente no próximo fim-de-semana o Arte & Emoção será transmitido no domingo por volta das 18.30h.

Vamos recordar a corrida de alternativa de Tiago Carreiras no Campo Pequeno e perceber porque razão o espectáculo não surpreendeu.

Isto apesar de Joaquim Bastinhas, Pablo Hermoso e os forcados de Évora e Vila Franca fazerem parte do cartel.

O cavaleiro Gilberto Filipe vai estar em destaque, para falar sobre a sua carreira, as aptidões que deverá ter um cavalo de toureio e quais são os cavalos estrela da actualidade.

Estaremos como é hábito no campo bravo, desta vez na ganadaria do Eng. Luis Rocha.

No passado sábado estivemos em Coruche e vamos dar-lhe conta de como decorreu mais uma edição dos “Sabores do toiro bravo”, iniciativa que anualmente concentra muita gente, na praça de toiros daquela terra ribatejana.

Aproveite ainda para ver uma nova rubrica intitulada “Sentido das Palavras” com o intuito de explicar muitos termos da gíria taurina.

 

 

A tradicional Feira de Maio na Moita vai decorrer, nos próximos dias 21, 22 e 23 de Maio, na vila da Moita. Mostra de artesanato local, espectáculos musicais, actividades desportivas, a Biofesta – 6ª Mostra de Projectos e Produtos Biológicos, desfile de carros antigos, largadas de toiros, na Avenida Dr. Teófilo Braga, e corridas de toiros, na Praça Daniel do Nascimento, são algumas das iniciativas que integram o programa desta Feira de Maio.

A abertura oficial da Feira de Maio vai ter lugar no dia 21 de Maio, pelas 21:00h, com salva de morteiros, na Praça da República. 

Programa da Feira de Maio

 

Sexta-Feira, 21 de Maio

21:00h Abertura Oficial da Feira com salva de morteiros.

21:30h Abertura da Mostra de Artesanato Local, na Rua Cinco de Outubro.

21:30h Apontamento de Fado no Posto Municipal de Turismo.

22:00h Espectáculo de Fados com os fadistas Filipa Cardoso e Diogo Rocha, acompanhados por Paulo Valentim, na Guitarra Portuguesa, e Bruno Costa, na viola de fado, nas escadarias da Câmara Municipal, Praça da República.

24:00h 1ª Largada de Toiros na Av. Dr. Teófilo de Braga.

Recolha dos toiros com cabrestos e vacas bravas.

 

Sábado, 22 de Maio

8:00h Alvorada com Salva de Morteiros.

10:00h 2ª Largada de Toiros na Av. Dr. Teófilo de Braga.

Recolha dos toiros com cabrestos e vacas bravas.

14:00h Abertura da Mostra de Artesanato Local, na Rua Cinco de Outubro.

15:00h Tarde Desportiva a cargo do Ginásio Geração Fitness. Aula aberta à população. Participe!

17:00h Corrida de Toiros na Praça Daniel do Nascimento.

21:00h Salva de Morteiros

22:00h Concerto pela Banda Musical do Rosário dedicado ao pasodoble acompanhado  pelo grupo de sevilhanas “Soledad” , nas escadarias da Câmara Municipal, Praça da República .

23:00h Espectáculo Musical com a Orquestra "6 Latinos",na Praça da República.

 

Domingo 23, de Maio

8:00h Alvorada com Salva de Morteiros.

10:00h 3ª Largada de Toiros na Av. Dr. Teófilo de Braga.

Recolha dos toiros com cabrestos e vacas bravas.

10:30h Abertura do Espaço Biofesta - 6º Mostra de Projectos e Produtos Biológicos (ver programa específico)

11:00h Exposição  de Carros Antigos e Clássicos , na Praça da República. (Org HACETS)

14:00h Abertura da Mostra de Artesanato Local, na Rua Cinco de Outubro

15:00h Desfile de Carros Antigos e Clássicos - Início na Praça da República. (Org HACETS)

17:00h Corrida de Toiros, na Praça Daniel do Nascimento

18:00h Encerramento do Espaço Biofesta 2010

21:00h Salva de Morteiros

22:00h Concerto com a Orquestra Ligeira de Cabanas, no palco da Praça da República.

Participação especial de Salomé Caldeira, ex-concorrente do Programa de TV “Ídolos”.

24:00h Encerramento da Feira de Maio de 2010.

A Delegação da Junta da Extremadura em Lisboa (Restelo) vai apresentar, no próximo dia 18 de Maio, às 17h30, a II Feira do Cavalo e do Touro de Badajoz. Esta feira decorrerá entre os dias 10 e 13 de Junho, no complexo de feiras de Badajoz (IFEBA) e terá uma forte representação portuguesa. Este certame, um dos mais completos de toda a Península Ibérica, será apresentado em Lisboa pelo presidente da Câmara Municipal de Badajoz, Miguel Celdrán.

 

A Feira do Cavalo e do Touro de Badajoz tem como objectivo potenciar o desenvolvimento económico da actividade ganadeira e equestre. Nela estarão representadas as mais importantes raças de cavalos e ganadaria brava da região espanhola da Extremadura e de Portugal. A escolha da cidade de Badajoz para a realização desta feira deve-se precisamente à sua privilegiada localização geográfica, no triângulo de Lisboa – Madrid – Sevilha, e à sua forte tradição de relacionamento transfronteiriço.

 

Portugal estará representado em todas as vertentes que envolvem o cavalo e o touro, arte equestre e tauromaquia. Exemplo disso é a representação dos cavalos de raça Lusitana, cuja Associação de Puro Sangue Lusitano faz mesmo parte do Conselho Consultivo da Feira. Do lado taurino, a representação portuguesa será igualmente forte com destaque para a arte portuguesa do toureio a cavalo e para todas as artes que envolvem o cavaleiro, desde as selas de montar, aos alfaiates de toureiros, todo o universo tauromáquico português estará presente. Forte destaque terão também os grupos de forcados que exibirão a sua especialidade na cidade fronteiriça.

 

Badajoz tem sido um importante ponto de encontro económico transfronteiriço e tem vindo a consolidar-se como plataforma comercial privilegiada entre Portugal e Espanha. Partindo do êxito verificado no ano passado, espera-se uma feira com milhares de aficionados espanhóis e portugueses e com excelentes resultados económicos.

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Após um fulgurante início de temporada com uma casa cheia e uma lotação esgotada, a empresa do Campo Pequeno aposta forte nas próximas duas corridas que organiza, uma em Lisboa e outra em Coruche, respectivamente a 20 e 29 de Maio.

A 20 de Maio, no Campo Pequeno, na “3ª Grande Corrida Vidas/Corerio da Manhã”, a aposta é no Matador de Toiros espanhol Miguel Ángel Perera, uma das mais importantes figuras da actualidade, está de regresso ao Campo Pequeno, depois do êxito aqui obtido a 3 de Setembro de 2009.

Autor das melhores faenas da temporada de Lisboa, que lhe valeram o “Galardão Campo Pequeno 2009” para o melhor matador de toiros, prémio que lhe será entregue no início da corrida.

No cartel figuram os nomes dos cavaleiros Luis Rouxinol e Rui Fernandes e dos matadores Luís Vital “Procuna” e Miguel Ángel Perera, bem como os forcados amadores da Chamusca, capitaneados por Nuno Marques.

Serão lidados sete toiros, três para cavalo de Ortigão Costa e quatro para pé de Varela Crujo (Herdeiros).

 

Em Coruche, no dia 29, às 22 horas, na “1ª Corrida das Confrarias”, integrada na Feira Internacional da Cortiça, estará em praça o Rojoneador espanhol Pablo Hermoso de Mendoza, cuja presença dia 6 de Maio, em Lisboa, provocou a primeira lotação esgotada desta temporada, no Campo Pequeno.

Alternará com os cavaleiros António Ribeiro Telles e João Ribeiro Telles Júnior na lide de toiros da ganadaria Passanha que serão pegados pelos grupos de forcados amadores de Montemor e de Coruche capitaneados respectivamente por José Maria Cortes e Amorim Ribeiro Lopes.