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BARREIRA DE SOMBRA

Desde 13.06.1987 ao serviço da Festa Brava

BARREIRA DE SOMBRA

Desde 13.06.1987 ao serviço da Festa Brava

DAR VOLTAS “PENDURADO” EM...

24.05.10 | António Lúcio / Barreira de Sombra

 

Quando leio algumas das crónicas, e releio algumas das minhas, sobre corridas de toiros, sou confrontado, por vezes, com a expressão que «fulano deu volta à arena pendurado no forcado» e muito raramente se verifica o contrário, ou seja, que o forcado se “pendure” no cavaleiro para dar a volta à arena. No meu modesto entendimento a expressão «pendurado em» deveria estar sempre entre aspas pois é utilizada em sentido figurativo e, como tal, ninguém vai ao colo de outrém nem nele dependurado até porque em alguns casos seria bem díficil atendendo à estatura de alguns cavaleiros.

 

Poderá parecer que aquilo que vos escrevo/digo é uma anedota ou uma forma jocosa de passar o tempo com trocadilhos linguísticos tão ao gosto de uns quantos. Mas não. Quero apenas expressar alguns dos meus pontos de vista sobre a matéria.

 

  1. O cavaleiro, que já deu voltas e mas voltas à arena a cavalo e após cada ferro, salvo raras e contadas excepções, nunca faz muito finca-pé em que o forcado, que até nem esteve bem ou com uma pega que o toiro não permitiu o brilho e se concretizou só ao fim de algumas tentativas, o acompanhe;
  2. Normalmente, o forcado recolhe-se junto dos seus colegas e entrega o barrete ao cavaleiro;
  3. Se a lide do cavaleiro foi de fraco nível e a pega até foi boa, o forcado faz sempre questão de chamar o cavaleiro nem que seja para que este venha até aos médios;
  4. Se a lide foi razoável e a pega excelente, os dois dão volta e se há chamada aos médios, o forcado faz questão de chamar o cavaleiro;
  5. Se a pega foi extraordinária e a lide razoável e o público exige a segunda volta para o forcado, normalmente o que acontece?
    1. O forcado vai aos médios e chama o cavaleiro
    2. O cavaleiro aproveita a “embalagem” e a humildade do forcado e acompanha-o na volta

 

A minha pergunta é esta: por que motivos o forcado chama o cavaleiro se o público o quer premiar a ele com a segunda volta? Há alguma razão especial para que o forcado tenha sempre de chamar o cavaleiro? Não deveria dar volta sózinho à arena se o público assim o exige?

 

O forcado emancipou-se de alguma forma, é verdade. Mas continua a não agir em conformidade com o seu mérito na esmagadora maioria dos casos das voltas à arena. O prémio é seu, de mais ninguém. E se os forcados seguissem a vontade do público, não havia voltas de alguém “pendurado” em outrém.

BILBAO: PRESENÇAS DE MANUEL LUPI E DE VITOR MENDES NA CORRIDA DOS PALHAS

24.05.10 | António Lúcio / Barreira de Sombra

No centenário do Clube Cocherito de Bilbao realizaram-se duas corridas, a primeira delas com a  presença do cavaleiro Manuel Lupi, do matador Vítor Mendes e dos toiros da ganadaria Palha. O resultado artístico foi o seguinte:

22 de Maio. Toiros de Palha para Manuel Lupi (silêncio após dois avisos), Víctor Mendes (silêncio), Juan José Padilla (ovação após aviso), Rafaelillo (silêncio após aviso), Luis Bolívar (ovação) e Iván Fandiño (silêncio).

MADRID – SAN ISIDRO SANGRENTO

24.05.10 | António Lúcio / Barreira de Sombra

Uma feira de San Isidro com muitas colhidas (a de Julio Aparicio foi impressionante com o corno do toiro a perfurar-lhe a boca entrando pelo pescoço), tem sido uma constante nas imagens que a televisão tem difundido e a que alguns jornais espanhóis também vão dando eco. Os resultados artísticos da última semana são os que vos apresentamos:

 

17 de Maio. Novilhos de Moreno Silva para Paco Chaves (assobios com 3 avisos - assobios), Miguel Hidalgo (silêncio e três avisos) e Antonio Rosales (silêncio e saudação desde os tércios).

18 de Maio. Toiros de Puerto de San Lorenzo, para El Cid (silêncio e silêncio), Sebastián Castella (ovação após aviso e silêncio) y Rubén Pinar (silêncio e silêncio). Lleno.

19 de Maio. Um toiro de Luis Terrón e Toiros de Núñez del Cuvillo  para Joao Moura Jr (silêncio), para Curro Díaz (silêncio e silêncio. Colhido no 5º), Miguel Ángel Perera (orelha e silêncio) e Alejandro Talavante (ovação e silêncio).

20 de Maio. Toiros Baltasar Ibán, para Eugenio de Mora (saudações em ambos com aviso no 1º), Serafín Marín (saudação e silêncio) e Luis Bolívar (silêncio e silêncio após aviso).

21 de Maio. 4 Toiros de Juan Pedro Domecq, um sobrero (3º) de Gavira e outro sobrero (5º) de Mª Carmen Camacho, para Julio Aparicio (ferido muito grave no seu 1º), Morante de la Puebla (silêncio, silêncio e silêncio) y El Cid (ovação, ovação e orelha no que matou por Aparicio)

22 de Maio. Rejoneio. Toiros de Viuda Flores Tassara para Sergio Vegas (ovação e ovação), Diego Ventura (orelha e orelha), Leonardo Hernández (ovação e duas orelhas).

23 de Maio. Toiros de Celestino Cuadri para López Chaves (saudação após aviso e  silêncio), Salvador Cortés (silêncio e assobios) e David Mora (palmas e silêncio após aviso).

AS BANDARILHAS DE PROCUNA E A PEGA DE INJAY, O MAIS DESTACADO DA NOITE LISBOETA

24.05.10 | António Lúcio / Barreira de Sombra

Com direito a transmissão televisiva, a corrida da passada quinta-feira em Lisboa não foi além dos ¾ de casa (bastante boa entrada apesar disso) e o matador Luis Vital “Procuna” teve o mérito de pôr de pé o público num segundo tércio de bandarilhas de muita entrega e valor, com um segundo par a quarteio de enorme valia e mérito, num conjunto bastante bom dos seis pares que colcou aos dois toiros de Herds. Varela Crujo, numa noite em que cavaleiros e forcados deram fraca imagem da mais portuguesa das tradições. Também o forcado Emanuel Injay, autor de uma grande pega de caras, com enorme decisão e suportando larga viagem sózinho na cara do toiro, merece destaque, e o público obrigou-o a duas merecidas voltas e saída aos médios.

 

Luis Procuna caminha com outra segurança. Entregou-se em ambos os toiros nos lances de capote, variados os quites, e cravou pares de bandarilhas que fizeram saltar o público das bancadas, nomeadamente o 2º par ao sexto toiro da noite quente. Com a muleta desenhou duas faenas de interesse antes toiros de Herds. De Varela Crujo que serviram. Alguns muletazos de boa nota, em especial uns quantos naturais no seu primeiro e derechazos no segundo que tiveram impacto.

 

Miguel Angel Perera teve de cuidar muito do seu primeiro, nobre e sem força. Faena de «enfermeiro» e a cumprir. No seu segundo, mansote e que exigia, ensinou-o a investir a logrou conseguir algumas tandas pelos dois pitóns que tiveram eco entre os aficionados, poucos, que estavam nas bancadas. Uma série ao natural, bem ligada, foi de muito bom nível e o toureiro esteve entregado desde o princípio, sacando o máximo possível a cada astado.

 

Abriram praça os dois cavaleiros num farpear aliviado e nem sempre convicente até para os que batem palmas a esmo. Luis Rouxinol e Rui Fernandes não estabeleceram sinergias, não se apoiaram na brega e na cravagem, estando contudo Rouxinol melhor que Fernandes, sentindo dificuldades ante um toiro que saíu a coxear e era muito tardo nas investidas, esperando por vezes o cavaleiro.

 

Luis Rouxinol desenvolveu lide agradável frente ao quarto da noite, um toiro que andava a chouto e que pouco se empregou como os restantes de Ortigão Costa destinados ao toureio a cavalo. Dois compridos à tira e três curtos em quarteios bem marcados, com Rouxinol a deixar a sua marca nos habituais de violino, palmo e par a duas mãos e ainda outro de palmo a rematar a lide.

 

Rui Fernandes esteve algo irregular na cravagem. Deixou também dois compridos e nos curtos, em que se registaram demasiadas passagens em falso, teve no primeiro o seu melhor ferro, num quarteio bem desenhado e de reunião ajustada. Sofreu um toque mais forte após o terceiro, felizmente sem consequências e rematou com outro quarteio mais em curto.

 

Complemento do toureio a cavalo, as pegas foram complicadas no geral mais por ineficácia dos forcados de cara e das ajudas que pelas dificuldades dos toiros. Os moços de forcado dos Amadores da Chamusca sentiram na pele essa falta de eficácia, com Rui Pedro a consumar apenas à 4ª tentativa, Emanuel Injay à 1ª na pega da noite com muita decisão e a passar pelo grupo; e finalmente Diogo Cruz que concretizou à 2ª tentativa.

 

Na direcção de corrida esteve o antigo matador de toiros António dos Santos assessorado pelo veterinário Salter Cid. A corrida, ainda que com burladeros colocados durante as lides a cavalo arrastou-se durante mais de 3 horas...

GRANDIOSA CORRIDA DE TOIROS EM ÁGUEDA

24.05.10 | António Lúcio / Barreira de Sombra

Pela 1ª vez em Águeda vai realizar-se uma extraordinária Corrida de Toiros.

 

Dia 20 de Junho às 17h inserida na 2ª feira do mundo rural, terá lugar aquela que será a 1ª Grandiosa Corrida de Toiros de Águeda.

 

Uma tarde dedicada à festa brava com um cartel de luxo, onde figuram os Cavaleiros Joaquim Bastinhas, Ana Batista, Marcos Tenório e os Grupos de Forcados de Lisboa e Coimbra. Os touros pertencem à ganadaria LAMPREIA.

 

Numa região onde a aficion é muitíssima e os espectáculos tauromáquicos escasseiam, a Toiros & Cultura pretende organizar mais um grande espectáculo e dinamizar a festa de toiros em Portugal!