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BARREIRA DE SOMBRA

Desde 13.06.1987 ao serviço da Festa Brava

BARREIRA DE SOMBRA

Desde 13.06.1987 ao serviço da Festa Brava

CRÍTICO TAUROMÁQUICO PAULO BEJA DE LUTO

03.05.10 | António Lúcio / Barreira de Sombra

O nosso colega de crítica e particular amigo Paulo Beja está de luto pelo falecimento esta manhã do seu irmão Samuel Beja. Vítima de doença súbita, Samuel faleceu no Hospital Reynaldo dos Santos em Vila Franca de Xira e o seu corpo está em câmara ardente na casa mortuária do cemitério de Vila Franca onde o corpo será sepulatdo amanhã, dia 4, pelas 14h30.

À família enlutada apresentamos sentidas condolências.

 

TOIROS ESPANHÓIS, BANDARILHAS ESPANHOLAS... PARA QUANDO A CORRIDA INTEGRAL?

03.05.10 | António Lúcio / Barreira de Sombra

 

Nos últimos tempos, e por força das condições do mercado espanhol que não conseguiu esgotar os produtos que já vinha produzindo em excesso face à sua procura interna, temos assistido a uma invasão de toiros espanhóis nas corridas á portuguesa e que poderão funcionar como «chamariz» nas primeiras corridas mas que, num curto espaço de tempo (espero), farão enjoar a maioria dos adeptos da tourada á portuguesa pois os toiros não investem, não correm atrás dos cavalos e fartam-se de «malhar» nos moços de forcado. É que a maioria dos toiros que têm sido lidados em Portugal, destas ganadarias espanholas, têm 5 para 6 anos, sentido apurado dada a idade e as constantes mexidas a que são sujeitos, e não são castigados como em Espanha com os rojões ou com as puyas, no caso do toureio a pé para o qual foram genericamente seleccionados.

 

O valor pago pelos empresários por estes toiros, desconheço-o. Mas será, seguramente, bastante mais barato que o dos ganadeiros portugueses pois ao preço dos toiros há que somar as despesas de deslocação dos camiões a Espanha e que são muito superiores às distâncias que percorrem em Portugal. Os ganadeiros portugueses têm de estar atentos a este fenómeno se não quiserem ficar com os toiros em casa.

 

Mas também já nesta temporada e ainda antes da decisão da IGAC de autorizar as chamadas «bandarilhas de segurança» ou espanholas, já estas haviam sido usadas em alguns espectáculos a que assisti. Na verdade, que castigo proporcionam estes ferros aos toiros em que são utilizados? Em Espanha compreende-se o seu uso como «avivadores» após o castigo das varas ou dos rojões no toureio a cavalo. E em Portugal em que os toiros não sangram, não descongestionam como deviam? Os compridos, que deixam cerca de 30 centímetros de pau, não castigam o que castigavam e os curtos menos ainda pois rapidamente o pau cai para o chão como vimos na corrida do Cartaxo, o ferro penetra pouco e o castigo é quase nulo. Depois vemos toiros chegarem inteiros aos forcados e as consequências não se fazem esperar...

 

E já que andamos nesta espanholice toda, com toiros e bandarilhas à espanhola, será justo perguntar quando é que os aficionados portugueses à corrida integral vão poder assistir ao seu espectáculo preferido em Portugal? Sim, porque já só falta a sorte de varas e a morte do toiro na arena. Na verdade, quando é que os que somos aficionados ao toureio a pé na sua plenitude nos unimos e lançamos uma petição pública para que o assunto seja discutido na Assembleia da República pelos deputados que elegemos e que têm a obrigação de nos defender?