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BARREIRA DE SOMBRA

Desde 13.06.1987 ao serviço da Festa Brava

BARREIRA DE SOMBRA

Desde 13.06.1987 ao serviço da Festa Brava

MAIO MÊS DA CULTURA TAUROMÁQUICA EM AZAMBUJA

22.04.10 | António Lúcio / Barreira de Sombra

 

Maio é o mês da Cultura Tauromáquica na Vila Azambuja. A 12ª edição do evento organizado pelo Município de Azambuja tem início no dia 8 de Maio, com a Missa Flamenca, na Igreja Matriz, pelas 17 horas.

 

O programa de actividades é diversificado e prolonga-se até ao dia 30 de Maio: exposições de pintura e escultura dedicadas à festa brava, Workshop de escultura, Noites no Museu, onde a tauromaquia estará no centro das conversas e Espectáculo de Flamenco.

No que diz respeito às actividades taurinas, destaque para a Novilhada Mista, no dia 15 de Maio, pelas 16 horas, na Praça de Toiros de Azambuja e para a Tradicional Corrida de Toiros à Portuguesa, no dia 30 de Maio, pelas 17 horas.

Na Várzea do Valverde, nos dias 21 e 22 de Maio, a partir das 22 horas, haverá Largada de Toiros na manga da picaria, que serão recolhidos a cavalo. Destaque também para o Desfile de Campinos, Jogos de Cabrestos, Cavaleiros e Amazonas, no dia 22, pelas 09h30, nas Ruas da Vila.

 

De 8 a 30 de Maio, Azambuja mostra o Ribatejo no seu melhor. Entre na festa.

 

Programa

 

08MAIO

17h00 Igreja Matriz de Azambuja

Missa Flamenca / Irmandade de Puebla Del Rio

18h30 Inauguração de Exposições

Galeria Municipal Maria Cristina Correia

 

08Maio › 08JulhO — Tauro Escultura / Escultura

 

08Maio › 12Junho — «Momentos» / Fotografia

Galeria da Biblioteca Municipal de Azambuja

 

08Maio › 12Junho — Figurações / Exposição monográfica de Dinis Salgado

Espaço Multiusos do Centro Cultural ‑ Páteo Valverde

 

08Maio › 08Julho — Capotes em Cartel / Exposição Colectiva

22h00 Poisada do Campino

Espectáculo de Flamenco / Irmandade de Puebla del Rio e Sevilhanas

da Escola de Dança de Azambuja

 

10 › 20MAIO

Jardim Urbano de Azambuja

Workshop de Escultura

 

12MAIO

21h30 Museu Municipal Sebastião Mateus Arenque

Noites no Museu… «Musealogando»

Tema: «Figuras com Memória e Construção da H istória»

 

13MAIO

21h30 Museu Municipal Sebastião Mateus Arenque

Noites no Museu… «Musealogando»

Tema: «Bastidores»

 

15MAIO

16h00 Praça de Toiros de Azambuja

Novilhada Mista / oportunidade aos jovens Toureiros

18h00Pavilhão Municipal de Azambuja

Final do II Torneio de FUTSAL Inter – Tertúlias

21H00 Praça de Toiros de Azambuja

Entrega de Prémios

21h30 Praça de Toiros de Azambuja

TORNEIO FUT – TOIRO

 

19MAIO

21h30 Museu Municipal Sebastião Mateus Arenque

Noites no Museu… «Musealogando»

Tema: «Tertuliando»

 

20MAIO

21h30 Museu Municipal Sebastião Mateus Arenque

Noites no Museu… «Musealogando»

Tema: «Olhares»

 

21MAIO

22h00 Várzea do Valverde

Largada de Toiros na manga da picaria, recolhidos a cavalo

 

22MAIO

09h30 Ruas da Vila

Desfile de Campinos, Jogos de Cabrestos, Cavaleiros e Amazonas

11h00 Várzea do Valverde

Picaria – Campinos e Amadores

14h30 Várzea do Valverde

Condução de Jogos de Cabrestos e Condução de Cabresto

15h30 Várzea do Valverde

Derriba, Toureio a Campo

16h30 Várzea do Valverde

Pega de 2 Vacas pelo Grupo de Forcados Amadores de Azambuja

17h00 Jardim Urbano de Azambuja

Inauguração de Esculturas

19h15 Várzea do Valverde

Horseball – VI Jornada do Campeonato 2.ª Divisão Trophy

22h00 Várzea do Valverde

Largada de Toiros na manga da picaria, recolhidos a cavalo

 

23MAIO

16h00 Várzea do Valverde

Horseball – VII Jornada do Campeonato 2.ª Divisão Trophy

 

30MAIO

17h00 Praça de Toiros de Azambuja

Tradicional Corrida de Toiros à Portuguesa

 

II ENCONTRO DE ESCUELAS TAURINAS EM AGUASCALIENTES NO MÉXICO

22.04.10 | António Lúcio / Barreira de Sombra

No próximo mês de Maio, entre os dias 3 a 9, irá realizar-se o II Encontro de Escuelas Taurinas em Aguascalientes no México, onde participarão distintas escolas e academias taurinas, nomeadamente de Espanha, França, Portugal, Peru e México.

 

Integrado na celebração deste evento com carácter mundial, será realizado um protocolo entre a Fundação João Alberto Faria e a Tertúlia O Piriquita, com o Ayuntamiento de Aguascalientes, no intuito de desenvolver diversas actividades, promovendo a partilha e o intercâmbio da cultura taurina, nunca esquecendo o principal objectivo, divulgar e confirmar a presença da tauromaquia portuguesa.

 

O novilheiro português que irá pisar território taurino mexicano será Paco Velásquez, aluno da escola taurina de Sevilha.

Indicado pela Fundação João Alberto Faria e a Tertúlia O Piriquita, terá a oportunidade de tourear em Aguascalientes, e revelar as suas potencialidades.

X ROMARIA A CAVALO MOITA - VIANA DO ALENTEJO

22.04.10 | António Lúcio / Barreira de Sombra

Foi uma vez mais em ambiente de festa e convívio que, às 10:00h, de anteontem, dia 21 de Abril, 184 romeiros e 204 cavalos partiram da vila da Moita rumo a Viana do Alentejo, em mais uma edição da Romaria a Cavalo Moita – Viana do Alentejo. Pelo caminho, feito através de quintas e caminhos de terra batida, irão juntar-se, como habitualmente, muitos mais romeiros estando prevista a sua chegada a Viana do Alentejo, às 18:00h, do dia 24 de Abril.

A Romaria a Cavalo Moita – Viana do Alentejo, dinamizada por uma Comissão Organizadora composta pela Associação dos Romeiros da Tradição Moitense, pela Associação Equestre de Viana do Alentejo e pelas Câmaras Municipais da Moita e de Viana do Alentejo, retoma uma tradição comum aos dois concelhos que data do século passado e que consistia na deslocação de lavradores do Município da Moita ao Santuário de Nossa Sr.ª D’Aires, em Setembro, para que os seus animais fossem benzidos durante a procissão em honra de Nossa Sr.ª D’Aires, padroeira dos animais, e para pedir ainda boas colheitas.

 

Percurso da X Romaria a Cavalo Moita – Viana do Alentejo:

 

21 de Abril

8:00h – Concentração no terreno anexo ao Pavilhão Municipal de Exposições, na Moita;

9:00h – Bênção da imagem de Nossa Senhora da Boa Viagem junto à Igreja Paroquial da Moita

9:30h – Partida da Romaria

12:30h – Almoço (Valdera)

15:00h – Reinício da Romaria

18:00h – Chegada ao local da pernoita (Poceirão)

22 de Abril

8:00h – Alvorada

9:00h – Partida

12:30h – Almoço (Quinta do Sousa – propriedade junto à Landeira)

16:00h – Reinício da Romaria

18:00h – Chegada ao local da pernoita (Casebres)

23 de Abril

8:00h – Alvorada

9:00h – Partida

12:30h – Almoço (Monte do Gardial – Barrancão – Alcácer do Sal)

17:30h – Chegada ao local da pernoita (São Cristóvão)

21:00h – Entrega de lembranças a todos os romeiros devidamente inscritos e animação

24 de Abril

7:30h – Alvorada

8:30h – Partida

12:30h – Almoço (São Brás do Regedouro)

15:30h – Reinício da Romaria

18:00h – Chegada a Viana do Alentejo

19:00h às 21:00h – Distribuição da ração e palha

21:30h – Jantar oferecido a todos os romeiros devidamente inscritos, na Casa do Romeiro junto ao Santuário de Nossa Sr.ª d’Aires

25 de Abril

7:30h – Alvorada

9:30h – Concentração na Praça São Luís – Viana do Alentejo

10:00h – Procissão

12:00h – Final da X Romaria Moita – Viana do Alentejo

22 DE ABRIL – RUBEN PINAR O MAIS DESTACADO DA TARDE SEVILHANA

22.04.10 | António Lúcio / Barreira de Sombra

O matador de toiros Ruben Pinar foi o autor dos momentos mais destacados da tarde de hoje, frente ao terceiro da ordem, mas malogrou o êxito pela precipitação no uso do descabelho. Uma faena de muleta emotiva, de entrega, com mérito nas séries de derechazos e de naturais, construida a pulso e com muitos bons muletazos. No que encerrou praça voltou a mostrar a sua raça e valentia, sacando bons muletazos e aguentando com mérito e valor algumas miradas do toiro.

 

Curro Díaz não teve sorte com o seu lote apesar de, em alguns momentos, ter sacado bons passes de muleta, nomeadamente no quarto da tarde.

 

Matias Tejela também não foi bafejado pela sorte e com dois toiros mansos e sempre na defensiva, esteve asseado e com pundonor na tentativa de construir faenas de muleta.

 

Os toiros de Alcurrucen, desiguais de presença, foram mansos no geral não se prestando ao luzimento dos toureiros.

SEVILHA – 21 - MANSA E DESENCASTADA CORRIDA DE EL PUERTO

22.04.10 | António Lúcio / Barreira de Sombra

Uma mansa e desencastada corrida de El Puerto rematada com dois sobreros também mansos e sem pingo de casta de Ventana del Puerto e Toros de la Plata, não permitiu o luzimento aos artistas e «infernizou» a vida de Ponce que teve de tragar com dois sobreros fora de tipo, altos e sem condições mínimas de lide, assim como a Talavante enquanto a El Cid saíu um toiro que se deixou na muleta e lhe permitiu os melhores momentos da tarde.

 

Enrique Ponce viu a presidência devolver os seus dois toiros e obrigá-lo a tragar com dois sobreros impossíveis. Esforçado e pundonoroso, tentou sacar os passes possíveis  e abandonou Sevilha completamente desiludido com o que se havia passado e que não lhe havia dado hipótese alguma de se luzir.

 

El Cid teve uma primeira faena de pouco luzimento mas no que foi segundo do seu lote conseguiu os melhores momentos da tarde com a muleta. Por ambos os pitons sacou as séries com mértio impondo-se ao toiro e matando com de boa estocada teve forte petição de orelha e deu merecida volta à arena.

 

Alejandro Talavante esteve valente e decidido de capote e com muleta, construindo duas faenas aceitáveis e cumpridoras frente a toiros que rapidamente e dada a sua condição de mansos, se puseram à defensiva e lhe dificultaram imenso a vida.

A FESTA BRAVA EM SOBRAL DE MONTE AGRAÇO (2)

21.04.10 | António Lúcio / Barreira de Sombra

É um facto que a Festa Brava era uma tradição arreigada no espírito dos nossos antepassados e que sempre fizeram todos os esforços por viverem por dentro essa tradição. E sempre se esforçaram por manter essa tradição bem viva, seja nas esperas e largadas de toiros, seja nas garraiadas e vacadas com amadores da região que enchiam por completo a velhinha praça de toiros.


Os factos curiosos também são muitos, desde o tresmalhar das reses, de forma propositada, às madeiras esburacadas da praça, suportando as bancadas com prumos de eucalipto e os focos de incêndio que tantas vezes se verificaram.

 

Mas pela praça de toiros de Sobral passaram figuras como:

ü      Mestre João Branco Núncio

ü      Simão da Veiga

ü      Manuel Casimiro de Almeida

ü      Mestre David Ribeiro Telles

ü      Manuel Conde

ü      José Maldonado Cortes

ü      José João Zoio

ü      José Mestre Baptista

ü      João Moura (como amador e profissional)

ü      Manuel Jorge de Oliveira

ü      Gustavo Zenkl

ü      Emídio Pinto

ü      Rui Salvador,

entre muitos outros cavaleiros, dos quais é justo destacar Sommer d’Andrade , José Varela Crujo e Paulo Brazuna, e todos os demais cuja enumeração seria fastidiosa.

 

Mas também matadores de toiros como:

ü      Diamantino Vizeu

ü      Manuel dos Santos

ü      Mário Coelho

      António dos Santos

ü

ü      José Trincheira

ü      José Simões

ü      José Júlio

ü      Ricardo Chibanga

ü      António de Portugal

E , na derradeira temporada do século, Vítor Mendes e Rui Bento Vasques.

 

Em 1985 inaugurou-se a luz eléctrica com uma novilhada mista em que actuaram os cavaleiros Paulo Brazuna e João Carlos Pamplona, os Forcados de Agualva-Cacém, e os novilheiros Celso Ortega e José Luis Gonçalves frente a novilhos de Herds. De Manuel César Rodrigues. Foi o último espectáculo em que se lidaram reses desta ganadaria e o autor destas linhas teve o privilégio de ter pegado o segundo e último toiro lidado a cavalo, por Paulo Brazuna, premiado com volta à arena após uma pega à barbela ao primeiro intento. Foi na noite de 8 de Setembro.

 

Mas algumas cenas caricatas aconteceram na nossa praça e permito-me recordar aqui duas delas.

 

Talvez há vinte anos atrás, lidou-se um curro de uma afamada ganadaria. Muita gente na trincheira e as forças da autoridade nada faziam para retirar essas pessoas da trincheira. Ironia do destino, foi um elemento da GNR o primeiro a ser «afagado pelas hastes» do toiro que saltou várias vezes a trincheira!

 

Mas também por essa altura lidou-se um imponente curro de toiros de Varela Crujo que levantavam em peso os pesados estrados de madeira que tapavam os curros. Imagine o solo a fugir-lhe debaixo dos pés e ver aqueles toiros... Pois bem, após as lides e como se recusassem a regressar aos curros, foram puxados, à corda, por um tractor!!!

 

Um dos Grupos de Forcados que passaram um mau bocado na nossa praça foi o de Montemor, a 10 de Setembro de 1973, frente a toiros de Couto de Fornilhos. A descrição de António Vacas de Carvalho no seu livro «Forcados Amadores de Montemor» é elucidativa:

 

“... cabe aqui narrar o que se passou na corrida de Sobral de Monte Agraço, em 10 de Setembro de 1973:

Os dois pilares do Grupo desse período, Zuzarte e João Cortes, estavam em férias no Algarve. Como tinham informações que indicavam estarem os toiros pequenos, julgaram que não seriam necessários nessa corrida. E não foram só eles a pensar assim. Muitos dos forcados seniores do grupo também não compareceram. Entre estes, Chaveiro, Letras, José Silva, Félix, etc.. O grupo foi chefiado de novo por Capinha Alves.

Afinal, as informações sobre os toiros não estavam correctas, e estes saíram grandes e mansos, e causaram grande embaraço aos forcados presentes. O que deveria ter sido uma corrida «de pouca importância», acabou por ficar na história do grupo.

Embora três toiros tenham sido pegados à primeira tentativa, por Caixinha, José Rodrigues e João Zita Cortes, o quarto toiro colheu uma série de forcados em tentativas de caras e de cernelha (cernelha esta tentada de novo por José Cabral), e novamente de caras.

Pedro Vacas de Carvalho partiu costelas; igualmente foi para a enfermaria João Zita Cortes. Como se disse, José Cabral não conseguiu a cernelha, com Vítor Vacas a rabejar e, finalmente, o director de corrida proibiu mais tentativas, mandando abrir as portas dos curros para recolha do toiro. Perante a desobediência do grupo, as autoridades deram ordem de prisão aos jovens, impedindo-os, efectivamente, de tentarem a pega ao toiro que o director de corrida apelidava de «toiro assassino». Isto é, as autoridades só conseguiram prender os forcados que estavam dentro da trincheira, porque os que estavam na arena se encontravam a salvo – pelo menos, da polícia. E voltaram a realizar uma última tentativa. Foi Baltazar Abelha, com o júnior António Capoulas e poucos mais a ajudar, quem a tentou. O toiro manos arrancou, atropelou os forcados e entrou em corrida para o curro, cujas portas estavam em aberto.”

 

E como esta situação atrás descrita, existiram muitas outras, pois quase sempre os curros de toiros que vinham a Sobral de Monte Agraço eram corpulentos e de ganadarias duras. Desde os tempos dos Norbertos e de outros toiros de meia-casta e casta portuguesa, nunca houve corridas com ganadarias ditas «comerciais» em Sobral.

ARTE & EMOÇÃO REGRESSA A 24 DE ABRIL ÀS 19H - RTP2

21.04.10 | António Lúcio / Barreira de Sombra

Pelo 7º ano consecutivo, o Arte & Emoção volta a trazer-lhe o melhor da festa brava nacional.

No 1º programa desta série, impõe-se uma retrospectiva estatística da temporada 2009 e na qual, entre outras curiosidades, vamos saber quem é que toureou mais no ano passado.

Joana Andrade tirou a alternativa no passado dia 10 de Abril.

Assistimos á corrida e estivemos com a cavaleira nos momentos que antecederam o espectáculo.

A corrida de dia 27 de Março em Évora, também vai merecer o nosso destaque.

Para além do bom cartel e dos bravos toiros de Pégoras, estiveram em disputa, os grupos de forcados vencedores dos concursos de cernelha de 2009 e 2010, respectivamente, Tertúlia T. Terceirense e Alter do Chão.

Tiago Carreiras é o cavaleiro que se segue rumo à alternativa e neste programa vamos conhecer a história da estrela da sua quadra – o Quirino.

EL JULI E MANZANARES A OMBROS EM SEVILHA

20.04.10 | António Lúcio / Barreira de Sombra

A corrida desta tarde (20 de Abril de 2010) foi de grande interesse para o aficionado e de triunfos incontestados de El Juli (uma vez mais) e de José Maria Manzanares, enquanto Daniel Luque, a contas com o pior lote de Torrealta,se limitou a cumprir sem defraudar as expectativas. E um toiro, o quarto da tarde, com o nº 93, «Zurcidor» e de 492 kg, transmitiu emoção em toda a lide e encontrou por um diante um toureiro como El Juli que lhe sacou todo o partido e construiu uma grande faena.

 

Julian López El Juli esteve plectórico de capacidades físicas e artísticas para aguentar, mandar e submeter, templando com arte, as investidas fortes do toiro. Meteu-o na muleta quando este se arrancava de largo com ganas de investir e alcançar a muleta que, como por magia, o obrigava a viagens largas, bem medidas, templadas e rematadas como mandam os cânones. Olés soavam pela praça e contagiavam todos quantos assistiam a este momento de grande mérito e valor do toureiro de Madrid. Uma estocada em todo o alto fez o toiro rodar rapidamente e as duas orelhas erma prémio justo a tanta entrega.

 

Manzanares cortou uma orelha em cada toiro, criando momentos de grande beleza no toureio de muleta com séries de muito valor por ambs os pitons em cada um dos toiros e mostrando como é que se pode tourear e impôr perante toiros de investidas bruscas e difíceis. Alguns muletazos de joelho flectido e duas séries de naturais e derechazos no primeiro foram d emuita categoria. E no que foi quinto voltou a impôr-se, mandando em cada muletazo e obrigando o toiro numa exigente faena, rematada de forma contundente com a espada.

 

Daniel Luque esteve bem de capote no sexto da tarde. E com a muleta cumpriu em ambos os toiros sem, contudo, aquecer o ambiente pois necessitava de colocar aquilo que os toiros não traziam – emoção – e limitou-se a estar digno e a manter as expecttaivas.

 

Sonsotes uns, mansotes e sem transmitir outros, os toiros de Torrealta não foram colaboradores para o êxito, excepção feita ao quarto da ordem.