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BARREIRA DE SOMBRA

Desde 13.06.1987 ao serviço da Festa Brava

BARREIRA DE SOMBRA

Desde 13.06.1987 ao serviço da Festa Brava

EL JULI E MANZANARES A OMBROS EM SEVILHA

20.04.10 | António Lúcio / Barreira de Sombra

A corrida desta tarde (20 de Abril de 2010) foi de grande interesse para o aficionado e de triunfos incontestados de El Juli (uma vez mais) e de José Maria Manzanares, enquanto Daniel Luque, a contas com o pior lote de Torrealta,se limitou a cumprir sem defraudar as expectativas. E um toiro, o quarto da tarde, com o nº 93, «Zurcidor» e de 492 kg, transmitiu emoção em toda a lide e encontrou por um diante um toureiro como El Juli que lhe sacou todo o partido e construiu uma grande faena.

 

Julian López El Juli esteve plectórico de capacidades físicas e artísticas para aguentar, mandar e submeter, templando com arte, as investidas fortes do toiro. Meteu-o na muleta quando este se arrancava de largo com ganas de investir e alcançar a muleta que, como por magia, o obrigava a viagens largas, bem medidas, templadas e rematadas como mandam os cânones. Olés soavam pela praça e contagiavam todos quantos assistiam a este momento de grande mérito e valor do toureiro de Madrid. Uma estocada em todo o alto fez o toiro rodar rapidamente e as duas orelhas erma prémio justo a tanta entrega.

 

Manzanares cortou uma orelha em cada toiro, criando momentos de grande beleza no toureio de muleta com séries de muito valor por ambs os pitons em cada um dos toiros e mostrando como é que se pode tourear e impôr perante toiros de investidas bruscas e difíceis. Alguns muletazos de joelho flectido e duas séries de naturais e derechazos no primeiro foram d emuita categoria. E no que foi quinto voltou a impôr-se, mandando em cada muletazo e obrigando o toiro numa exigente faena, rematada de forma contundente com a espada.

 

Daniel Luque esteve bem de capote no sexto da tarde. E com a muleta cumpriu em ambos os toiros sem, contudo, aquecer o ambiente pois necessitava de colocar aquilo que os toiros não traziam – emoção – e limitou-se a estar digno e a manter as expecttaivas.

 

Sonsotes uns, mansotes e sem transmitir outros, os toiros de Torrealta não foram colaboradores para o êxito, excepção feita ao quarto da ordem.

SEVILHA – 19 DE ABRIL – A ARTE E O VALOR DE MORANTE DE LA PUEBLA

20.04.10 | António Lúcio / Barreira de Sombra

Respirava-se arte e valor no final da lide do quinto da tarde de segunda-feira e na arena dourada da Real Maestranza de Caballeria de Sevilla Morante de la Puebla havia escrito uma página brilhante da sua tauromaquia e que ficará indelevelmente marcada na memória de quantos assistimos a essa faena de transcendente classe. Quem pode com um toiro daqueles e desenha os muletazos que Morante desenhou...

 

O toiro quinto, sétimo pois era o segundo sobrero, tinha génio, media o toureiro e não queria entregar-se. José Antonio Morante Camacho impôs-se-lhe desde os lances iniciais de capote, com o seu selo, e com a muleta foi um desbobinar de arte e de um valor seco e a toda a prova que muitos desconheciam neste toureiro. Aguentou as miradas do toiro, mandou e templou as investidas, toureou com arte e sabor, e saber dos antigos toureiros, submetendo nitidamente o toiro e obrigando-o a investir até onde, quando e como bem quis. Momentos inolvidáveis nesta faena de Morante que havia cumprido já no segundo da tarde, também sobrero.

 

Julio Aparício abriu praça e deu ares da sua graça nos bons lances de capote e num quite por verónicas e rebolera que fizeram soar olés. A faena d emuleta ao seu primeiro foi de boa nota e no seu segundo voltou a deixar constância da sua arte.

 

Cayetano apresentava-se em Sevilla como matador de toiros. Não foi muito feliz a sua estreia nesta categoria mas cumpriu em ambos os toiros.

 

Lidaram-se toiros de Jandilla, Vegahermosa, mansos em distintos graus, e um sobrero (5º bis) de Javier Molina que foi o pior de todos os lidados.

TOIROS NA ENCARNAÇÃO (MAFRA) A 3 D EJUNHO

20.04.10 | António Lúcio / Barreira de Sombra

Em Encarnação (Mafra) haverá uma corrida de toiros no dia 3 de Junho, feriado nacional (Corpo de Deus), com as participações de João Moura, Marcelo Mendes e o amador Miguel Moura. Pegam os Amadores do Ribatejo e Académicos de Elvas e lidam 4 toiros e 1 novilho de Cunhal Patricio.