Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

BARREIRA DE SOMBRA

Desde 13.06.1987 ao serviço da Festa Brava

BARREIRA DE SOMBRA

Desde 13.06.1987 ao serviço da Festa Brava

Até ao final desta semana poderá ainda ser subscrita a segunda fase dos Abonos da temporada de 20101, no Campo Pequeno, para 13 corridas de toiros e uma novilhada.

 

A aquisição do abono representa um desconto de 15 por cento sobre o total da temporada, caso os bilhetes sejam adquiridos corrida a corrida.

 

À semelhança da temporada de 2009, a empresa do Campo Pequeno proporciona também o Cativo Júnior, com um custo de aquisição de 126 Euros, para lugares da segunda à quinta fila, nas Galerias de primeira ordem. Dá entrada para as 13 corridas, sendo oferta o bilhete para a novilhada. O Cativo Júnior representa um desconto superior a 50 por cento no valor total das 13 corridas.

 

Os abonos poderão ser pagos em duas fases: 50 por cento com a aquisição e o restante até 28 de Maio.

 

Para informações, contactar Bárbara Fonseca, pelo telefone 21 799 84 50/6 ou pelo e-mail tauromaquia@campopequneo.com

 

 

 

 

 

 

A Associação Amigos da Festa / Grupo de Forcados Amadores de Bencatel, vem por este meio convida-lo a estar presente no colóquio taurino a realizar no próximo dia 1 de Maio em Bencatel. Este colóquio está integrado na 2ª Festa Taurina desta Associação e estará subordinado ao tema “A Corrida de Touros à Portuguesa e sua envolvência”. Terá inicio pelas 15 horas no Salão da Sociedade Bencatelense, com entrada livre e serão oradores as seguintes personalidades: - António José Batista (Antigo cabo dos Amadores de Portalegre e actual apoderado de toureiros) – Abordará o tema: “O papel do forcado na corrida de touros à portuguesa” - Marco José (Cavaleiro Tauromáquico) – Abordará o tema “O Toureio a cavalo e a corrida à portuguesa) - Miguel Ferrão (Aficionado) – Abordará o tema “A evolução da corrida de touros á portuguesa” - Marco Gomes (Aficionado) – Abordará o tema “As origens da corrida de touros à portuguesa) - Moderador: Hugo Calado Certamente irá ser uma tarde bastante interessante onde se irá respirar aficion e onde contamos com a presença de todos. Associação Amigos da Festa

 

Foram apresentados, em conferência de imprensa, realizada segunda feira, dia 26 de Maio de 2010, no restaurante adega típica, O Poiso do Besouro, na Chamusca, os cartéis que compõem a feira taurina da Ascensão/2010, na praça de touros da Chamusca, e que contou com a presença do bandarilheiro Ernesto Manuel, em representação dos cavaleiros, António Ribeiro Telles e Ribeiro Telles Bastos, do cavaleiro, Mateus Prieto, do bezerrista Pedro Caldeira, de Paulo Redol, em representação do Grupo de Forcados Amadores da Chamusca e de Tiago Prestes, cabo do Grupo de Forcados Amadores do Aposento da Chamusca.

São estes os cartéis:

Domingo, 9 de Maio de 2010, pelas 16 horas (variedades taurinas)
Cavaleiros Amadores
Paulo d´Azambuja
Sofia Almeida
João Domingues
Bezerrista
Pedro Caldeira
Forcados Aposento da Chamusca
Novilhos de Manuel Dias

Quinta-feira de Ascensão, 13 de Maio, pelas 17 Horas
Luis Rouxinol
Marcos Tenório
Marcelo Mendes
Forcados Amadores da Chamusca
Forcados Aposento da Chamusca
Touros de António Silva

Sábado, 15 de Maio, pelas 22 Horas
António Telles
Ribeiro Telles Bastos
Mateus Prieto
Forcados Amadores de Coruche
Forcados Amadores da Chamusca
Touros de Vinhas

 

Foto DR.

 

 

São já conhecidos a maioria dos prémios aos triunfadores da recém-terminada Feira de Abril em Sevilha.

 

Prémios da Real Maestranza de Caballería de Sevilla:

- Triunfador de la Feria: El Juli
- Melhor faena: El Juli
- Melhor estocada: El Juli
- Melhor cavaleiro rejoneador: Diego Ventura
- Melhor subalterno em bandarilhas: Luis Mariscal
- Melhor subalterno: El Boni
- Melhor picador: Antonio Nùñez Alventus
- Melhor ganadería: El Pilar
- Melhor toiro: Guajiro, número 194, Negro, de 584 kilos, de El Pilar, lidado por Sebastián Castella que lhe cortou uma orelha

 

Melhor “Lección Torera de Aula Taurina”

- Pelo conjunto de todas as suas actuações: José María Manzanares

 

“Detalle para el recuerdo del Hotel Vincci”

- Ex aequo, El Juli e José María Manzanares

 

Ganadaría estrela Fundación Cruzcampo

- El Pilar - Moisés Fraile

 

Prémios Puerta del Príncipe outorgado por El Corte Inglés

- Triunfador de la Feria: El Juli
- Melhor toureio de capote troféu ‘Curro Romero': Morante de la Puebla
- Melhor bandarilheiro: Luis Mariscal
- Melhor picador: Benito Quinta
- Melhor ganadería: Moisés Fraile
- Melhor rejoneador: Diego Ventura
- Melhor faena troféu ‘Vicente Zabala': José María Manzanares
- Menção especial “a la Puerta del Príncipe por su 25 aniversario”: Alfonso Guajardo Fajardo

 

“Trofeo Doctor Vila Arenas”

- Quite Providencial: Pablo Delgado, pelo quite realizado a ‘Alcalareño' á saída do par de bandarilhas ao toiro Manzanero da ganadería de El Pilar a 18 de abril

- Quite Artístico: El Juli, pelo quite realizado por chicuelinas e navarras realizado ao toiro Ilusión da ganadería El Ventorrillo, a 16 de abril

No próximo Arte & Emoção vamos estar com Tiago Carreiras, numa altura em que o cavaleiro está prestes a tirar a alternativa.

 

O Inverno deste ano e as duras condições que ganadeiros e toiros tiveram que enfrentar, será outro dos temas em destaque.

 

Oportunidade ainda para ficar a saber quando surgiram os forcados e ver como decorreu a edição 2010 da Festa do Forcado – um espectacular concurso de cernelhas, que juntou 43 grupos de forcados.

 

Para além de tudo isto vamos mostrar-lhe a homenagem feita a D. José de Atahyde em Alter do Chão e a corrida de 25 de Abril nesta vila alentejana

 

AS CORRIDAS VISTAS NO JORNAL “SIZANDRO”, EM “VIDA RIBATEJANA” E nas brochuras  DA COMISSÃO DE FESTAS

 

A busca de elementos escritos que permitam conhecer a evolução das corridas, da composição dos cartéis, e dos resultados artísticos e financeiros, não é fácil. Contudo, na Biblioteca da Câmara Municipal de Sobral de Monte Agraço existe um espólio que, em parte, nos permite traçar essa evolução através do antigo jornal “Sizandro”, do jornal “Vida Ribatejana” e com a colaboração preciosa das brochuras que publicitam as Festas e Feira de Verão em Setembro.

 

Foi deles que nos socorremos para vos dar a conhecer um pouco dessa evolução pois que o “Sizandro” teve a sua vida nas décadas de 60 e 70, e manteve também uma coluna de tauromaquia, tal como a “Vida Ribatejana” e os registos das festas em programa mais detalhado percorrem as décadas de 80 e 90.

 

Nas brochuras editadas pela Comissão de Festas recolhemos alguns textos que consideramos de interesse para se conhecer um pouco mais da história da nossa praça de toiros e das vivências dos sobralenses mais ligados à tradição taurina.

 

Em 1985 foi editado um texto da autoria do Sr. Consiglieri Morais que retrata as esperas de toiros. Transcrevemos, com a devida vénia, parte desse texto:

 

Esperas de Toiros de Outros Tempos

Nesses tempos, os cavaleiros do Sobral e arredores juntavam-se e partiam ao encontro dos campinos que conduziam a manada que vinha de Samora Correia ou Salvaterra e que, umas vezes, trazia toiros dos Irmãos Roberto, de Coruche e, outras vezes, de Galrinho & Mendes da Azinhaga.

Tal manada, dirigia-se ao Montijo, onde o gado ficava a pastar no Casal Velho, durante a noite, e era apartado no dia seguinte. Assim, é fácil deduzir qual fosse o percurso da espera: vinha do lado da Freiria, apontava ao Freixo (que havia em frente ao Ferrador), atravessava o Largo, passava ao Chafariz, atingia grande velocidade à esquina da igreja e, depois, subia a Rua Heróis da Bélgica, a caminho da Praça.

Ainda estou a ver alguns desses animosos cavaleiros que costumavam acompanhar a caravana: António Batista; João Padeiro; Chico de Pero Negro; José da Missanga, da Patameira; Joaquim Féliz, dos Folgados; Domingos Dias e muitos outros. Tais cavaleiros, tinham seu garbo e é certo que sempre deram provas da maior coragem. (...)”

 

Decorria o ano de 1991 e cumpriam-se 70 anos sobre a data da inauguração da Praça de Toiros de Sobral de Monte Agraço. Um outro grande sobralense e homem a quem as Festas e Feira de Verão muito devem do seu brilhantismo, Amílcar Leitão da Silva escreveu o texto que a seguir apresentamos e do qual retirámos alguns excertos:

 

Os Setenta Anos da Praça de Toiros

Segundo os dados conhecidos(..) foi a Praça de Toiros, hoje pertencente à Santa Casa da Misericórdia de Sobral de Monte Agraço, inaugurada no Domingo das Festas de 1921, completando 70 anos no próximo dia 11 de Setembro. (...)

Sabe-se no entanto que os iniciadores da iniciativa foram João Simões da Silva Lopes, Eduardo Sande Jordão, Manuel faria e outros e que os Fundos foram angariados da população que ficava com recibos e direito a acções duma futura Sociedade Anónima.

Na verdade, embora inaugurada em 1921 a Sociedade Tauromáquica de Sobral de Monte Agraço S.ªR.L. só foi constituída 29 anos depois por escritura de 31 de Março de 1950, e as Acções, no valor de 10$00 cada, só foram emitidas a 23 de Maio de 1951, praticamente 30 anos após a subscrição. (...)

Por lá passaram os maiores nomes do Toureio de Portugal, de Rufino Pedro da Costa a Manuel e José Casimiro, Núncios e Veigas, Mascarenhas, Condes, Ribeiro Teles, Batista e tantos outros.(...)

Também o toureio apeado foi uma forte tradição durante anos e anos, nela vimos o mexicano Gregório Garcia, o “Carnicerito de México”, Manuel dos Santos, ainda praticante e anos mais tarde grande matador a sair em ombros pela porta grande. Tardes inesquecíveis de Armando Soares, José Júlio, Ricardo Chibanga...”

 

Mas o jornal “Sizandro” – e porque apenas nos queremos reportar apenas a documentos feitos em Sobral – também nos deu alguns textos de interesse ao longo da sua existência, não faltando as crónicas taurinas assinadas por Jotacêdois e João da Silva Ferreira “El Marreco”.

 

Trataremos de reproduzir alguns dos textos de maior interesse.

 

“Tourada no Sobral?

Fala-se que no dia de Todos-os-Santos, aproveitando a grande afluência de forasteiros à feira de São Quintino, a Santa Casa da Misericórdia promoverá um festival taurino em favor do nosso Hospital.

Ouvimos até alguns nomes como o de Mestre João Núncio e seu filho José Barahona Núncio, José Trincheira, José Simões, grupo de Forcados de Montemor, ganadaria Passanha, etc., etc...(...)”

In Sizandro, nº 7 – Outubro de 1961

 

A questão da insegurança da antiga praça de toiros fez com que um grupo de sobralenses composto por Fernando Oliveira Gonçalves, Armindo Firmo Dinis, José Francisco da Silva, Álvaro Virgilio Branco, Venceslau Vítor Simões, Francisco Duarte, Amadeu Leandro, Lenine das Dores Cuco, Bernardo Diós Silva, José Lopes, António da Costa Lopes e Aníbal Miguel Carvalho das Neves lançasse um apelo que teve os seus ecos no jornal Sizandro. Aqui reproduzimos a circular datada de 1 de Novembro de 1961, da referida Comissão Pró-Construção da Praça de Toiros e publicada no jornal Sizandro, no nº 8, de Novembro de 1961:

 

“Sobral, 1/11/61

Ex.mo Senhor

 

Um grupo de Sobralenses constituiu-se em Comissão com o fim de arranjar fundos para a construção de uma nova Praça de Toiros, que ficará sendo pertença da Santa Casa da Misericórdia desta Vila.

 

Sabido como é grande o entusiasmo da gente estremenha pelas toiradas e reconhecido o desmedido bairrismo dos habitantes ou naturais do Sobral, embora afastados para longes terras, não duvidamos do grande êxito da iniciativa.

 

A nova Praça será forçosamente uma realidade bem próxima, assim todos acedam , na medida das duas possibilidades, a colaborar vindo ao encontro do nosso apelo e aumentando o nosso tão grande entusiasmo.

 

A festa dos toiros tem sido, desde sempre, o mais gritante cartaz das nossas Festas e, consequentemente, da nossa querida Terra. Por isso pugnaremos, sem desfalecimentos, até à conclusão da nova Praça.

 

Porque a antiga Praça não dispõe das mais elementares condições, nem tão pouco obedece já às exigências da Lei, se pensou em nova Praça. Tornando-se necessário aumentar a lotação para maior defesa, verificou-se ser pequeno o actual local. Assim, a futura Praça de construção arrojada, com todos os requisitos para comodidade do público, com lotação para 5 a 6 mil pessoas, marcará mais uma etapa na vida do Sobral. (...)”

 

Na mesma edição do Sizandro havia um artigo sobre as condições da Praça de Touros:

 

“Nova Praça de Touros no Sobral de Monte Agraço

Por esta região do Sobral, tão aficionada como as gentes ribatejanas, correu depressa a notícia que iríamos ter, para muito breve, uma nova praça de touros na vila.

Não estranha a notícia quem, uma vez só, entrou na velha praça de tábuas esburacadas e incertas, escoradas com prumos de eucalipto de efeitos seguros mas de aspecto duvidoso.

Conhece-se o entusiasmo de todo este povo pela festa brava que ainda na última corrida das festas superlotou a praça e sabe-se igualmente que as festas de Setembro perderiam o seu melhor atractivo se não pudessem realizar-se de futuro novas corridas de touros.

Também não é segredo que a Misericórdia do Sobral luta com falta de fundos a que não é estranho o número exíguo de sócios e os maus anos agrícolas que têm caído ultimamente sobre a lavoura. Porque a Misericódia é detentora da quase totalidade das acções da velha praça pode, pois, tomar a iniciativa de uma nova construção sem prejuízo de terceiros.

Por todos esses considerandos, uma Comissão de Comerciantes da Vila resolveu oferecer-se para colaborar com a digna Mesa da Misericórdia na obtenção de meios destinados à efectivação do anseio comum e deslocou-se à residência do Senhor D. António Sobral, Provedor da Santa Casa, que os acolheu da melhor maneira.

Discutida a sua melhor localização, deliberou o Senhor Provedor ceder gratuitamente todo o terreno necessário à praça e respectivos anexos. Sua esposa, D. Maria Ana Passanha Braaancamp Sobral, fez a oferta pessoal de 10.000$00.

Conta-se com uma comparticipação oficial não inferior a 200.000$00 porque o seu rendimento se destinará exclusivamente àquela instituição hospitalar. Daí que a bola de neve parece destinada a tomar vastas proporções havendo a registar por parte do Sr. José Luis Comprido a dádiva de 200$00 que logo entregou ao tesoureiro da Comissão.

Dos seus modestos recursos a Administração de o «Sizandro» oferecerá também duas sacas de cimento porque é vontade firme e decidida dos seus dirigentes colaborar em tudo o que se fizer a bem do Povo do Sobral.

Nas nossas colunas iremos registar todas as ofertas de cimento que aparecerem com destino a esta campanha agora iniciada e aberta no nosso já influente mensário(...).”

In Sizandro, nº 8, Novembro de 1961

O Grupo de Forcados Amadores de Arruda dos Vinhos encerrou-se com 6 toiros da ganadaria de Prieto de la Cal ontem, 25 de Abril, em Abanilla (Múrcia) e o êxito foi total apesar de uma pega, a 1ª da tarde, apenas ter sido concretizada ao quarto intento com o toiro a tirar a cara nas reuniões. O público vibrou com a actuação dos raapzes da jaqueta vermelha de Arruda, vencedores 2009 do Certame de Atarfe na categoria de forcados.

Pelos Amadores de Arruda, Sérgio Miguel consumou apenas à 4ª tentativa, e depois todos á primeira Fábio Correia, Bruno Silva, Rodolfo Costa, André Laranjinha e Pedro Sabino.

 

Os ventos do êxito sopraram desta feita para a cavaleira Ana Batista e o matador de toiros Vítor Mendes, autores dos momentos da tarde no que a toureio concerne, enquanto Nuno Comprido, dos Amadores de Vila Franca, se cotou com a melhor pega da quente tarde sobralense onde a praça esteve praticamente cheia e assistiu a um bom espectáculo em termos gerais, abrilhantado de forma superior pela Banda Filarmónica da Nazaré.

 

Ana Batista assinou uma lide de classe e valor, entendendo muito bem o bom novilho de Lampreia que teve por diante. Depois de dois compridos à tira, e com brega de bom recorte para deixar o oponente em sorte, avançou para uma série de três curtos em que os quarteios foram muito bem marcados, rematando as sortes como mandam os cânones e adornando-se no final ao cravar um de palmo entre os aplausos do público.

 

Mal-visto era o que tocou a Vítor Mendes mas onde há toureiros a sério por vezes conseguem-se boas lides. Mendes encontrou as distâncias na muleta, submeteu o novilho como muito bem quis e construiu uma interessante e variada faena sempre plaudida pelo público. Dos derechazos de bom nível aos molinetes e afarolados, dos remates por baixo ou dos passes de paeito, a faena foi sendo inventada e Mendes saíu em plano de triunfo.

 

António Telles podia ter conseguido também um êxito forte em Sobral pois a lide ía nesse sentido. Após cobrar três compridos à tira e dois curtos de boa execução em sortes com quarteios bem desenhados e aguentando as recargas do excelente novilho de Lampreia, eis que o mesmo sofre uma lesão na pezunha direita que impediu o resto da lide. Foi  pena pois havia toiro e toureiro e a lide estava em crescendo.

 

Luis Rouxinol lidou um novilho que se desembolara por 2 vezes e obrigara a alterar a ordem de lide. O novilho mostrou-se tardo, reservado, e Rouxinol teve de se aplicar para lhe sacar partido numa lide em que valeu a entrega do toureiro de Pegões, reconhecida pelo público, acabando por deixar três compridos e quatro curtos e o habitual par a duas mãos.

 

O matador José Luis Gonçalves desenhou os melhores lances de capote, por verónicas rematadas de meia «mirando el tendido». Com a muleta foi como o exemplar de Falé Filipe, de mais a menos, pois aos mais intensos momentos iniciais com bons muletazos por ambos os pitóns e os habituais remates pintureros tão ao gosto do toureiro e do público, a faena decaiu de intensidade e valeram alguns muletazos soltos. Deixou bom sabor de boca, como se diz na gíria.

 

Gonçalo Montoya teve uma faena de muleta de bom nivel no geral, com bons e variados muletazos no seu desenrolar, procurando encontrar as melhores distâncias e sacanndo bons momentos. O novilho de Falé veio a menos e a faena também. No entanto, realce-se a qualidade de duas tandas pela direita e outra ao natural que foram bastante aplaudidas.

 

Para pegarem os exemplares de Lampreia saíram à arena os Amadores de Vila Franca e apenas puderam pegar dois exemplares já que o primeiro se lesionou e foi devolvido. Assim, Paulo Conceição concretizou uma boa cara à segunda tentativa e Nuno Comprido esteve muito bem ao pisar os terrenos do novilho para lhe provocar a investida, recuando e fechando-se com valor, na pega da tarde.

 

Com as bandarilhas, destaque para David Antunes e Cláudio Miguel, ambos com dois excelentes pares de bandarilhas.

 

Direcção acertada de César Marinho assessorado pelo veterinário Salter Cid, tendo sido guardo um minuto de silêncio (nas cortesias) em memória do forcado Ricardo Mota e do antigo bandarilheiro Alberto Reimão.

Pág. 1/4