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BARREIRA DE SOMBRA 30 ANOS (1987/2017)

Desde 13.06.1987 ao serviço da Festa Brava

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PÓVOA DE VARZIM 7 DE AGOSTO 2011 - CORRIDA DE HOMENAGEM AO EMIGRANTE

08.08.11 | António Lúcio / Barreira de Sombra

O cartel prometia um bom espectáculo, e assim sucedeu. E nem o de sol forte de Agosto, que primou pela presença, nem a conhecida ‘nortada poveira’, ausente, deixaram assim de contribuir para uma agradável tarde de toiros na Monumental Praça da Póvoa de Varzim. Era a Corrida de Homenagem ao Emigrante, e os emigrantes marcaram presença. Os emigrantes, e muitos dos conhecidos aficionados nortenhos.

 

Com mais de meia lotação preenchida, o espectáculo, que decorreu sempre a bom ritmo, durou pouco mais de duas horas e meia. Está de parabéns a condução do senhor Nuno Nery, condescendente e criterioso q.b., que na função, foi assessorado pelo senhor dr. Carlos Santos.

 

Abriu praça Vitor Ribeiro, por nesse mesmo dia, á noite, ter agendada uma outra actuação, em Beja, por acordo entre os intervenientes, foi permitida a alteração da ordem por antiguidade, coube o primeiro toiro do curro enviado pela ganadaria Sommer D’Andrade. Lidando e cravando com a sobriedade e classe que se lhe reconhecem, nos dois compridos, quer depois nos quatro se se lhe seguiram, Vitor deixou marca para aqui voltar.

 

Joaquim Bastinhas, que goza aqui de uma popularidade e simpatia enorme, voltou a empolgar. Senhor de uma forma peculiar estabelecer ligação com o público, Joaquim Bastinhas arrebata e faz seguidores. Aos dois ferros compridos, bem preparados e colocados, seguiram-se três curtos, um de palmo e, a pedido do público, o ‘show Bastinhas’ a duas mãos.

 

Tito Semedo, depois de uma excelente preparação, deixou o primeiro de castigo de se lhe tirar o chapéu. Aliás como o segundo. Mas a emoção só apareceu depois de trocar de montada. O S. Estevão proporcionou um bom curto, mas no remate, o toiro derrubou o cavalo e cavaleiro, que uma vez no chão, Tito foi o alvo preferencial do Sommer D’Andrade, que o pisou e projectou para bem longe. Recomposto o cavaleiro, foi ainda no S. Estevão que Tito colocou dois bons ferros curtos.

 

Filipe Gonçalves, o homem do cavalo ‘que bate palmas’, o Xico, não teve de deitar mão a esse recurso para criação expectativa e ganhar o público. Com sortes para todos os gostos, Filipe Gonçalves veio à Póvoa para vencer, e venceu e convenceu nos oito ferros que assinou.

 

Marcelo Mendes, sem estar igual ao que já havíamos visto e registado no passado ano na Corrida de Rates, voltou a lidar e a cravar com temple e mando. Agradou e por isso foi incompreensível para o público, a sua recusa em saltar à praça no final da lide. Exigente, Marcelo sabe o que quer.

 

João Maria Branco, apresentado como uma promessa, confirmou o anúncio. Teve como oponente o mais pequeno dos Sommer, mas soube tirar partido da raça que tinha lá dentro, cravando oito generosos ferros, o que para um praticante, mostrou saber aproveitar a oportunidade.

 

Pegaram os Grupos de Forcados de Santarém, e de Tomar. Por Santarém, ao 1º. António Imaginário à 3ª. Tentativa, ao 3º. António Gomes Pereira à 2ª, e ao 5º. de cernelha, José Manuel Carrilho e David Romão. Por Tomar, ao 2º. Helder Paker à 3ª. Tentativa, ao 4º. Henrique Ferreira, também à 3ª., e ao 6º. Pedro Miguel, à segunda.

 

 

Autor: José Andrade