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BARREIRA DE SOMBRA 30 ANOS (1987/2017)

Desde 13.06.1987 ao serviço da Festa Brava

BARREIRA DE SOMBRA 30 ANOS (1987/2017)

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EXCELENTE TOIRO DE FALÉ FILIPE PARA A FAENA DA NOITE DE ANTÓNIO FERRERA

24.07.11 | António Lúcio / Barreira de Sombra

 

Praça de Toiros da Figueira da Foz – 23.07.11

Director: José Tinoca – Veterinário: João Nobre – Lotação: ¾ casa

Cavaleiros: Rui Fernandes, João Moura Jr

Forcados: Alcochete, Aposento da Moita

Matador: Antonio Ferrera

Ganadaria: Inácio Ramos (4-cavalo), Falé Filipe (2-pé)

 

Na corrida de inauguração da temporada no já centenário “Coliseu Figueirense”-Praça de Toiros da Figueira da Foz foi preciso esperar mesmo até ao final, á lide do sexto toiro, para se viverem os momentos mais altos de uma noite em que o público marcou boa presença, preenchendo cerca de 75% da lotação da praça. Com efeito, foi com  o sexto toiro, da ganadaria de Falé Filipe, marcado com o nº 75 e 485 kg, que os momentos altos da noite se viveram na faena de muleta de António Ferrera, triunfador da corrida.

 

O toureio a pé carece de toiros que tenham classe, recorrido, humilhadas investidas e casta e bravura em doses que permitam que o toureiro se encontre a gosto e transmita emoção ás bancadas com o toureio que realiza. E foi o que aconteceu nesse sexto da ordem, bem recebido de capote por António Ferrera que, depois, lhe cravou bons pares de bandarilhas. Na muleta, o toiro investia com raça e sempre de cara por baixo, focinho a roçar a arena. Ferrera sacou muletazos de enorme categoria por ambos os pitóns, colocando ainda mais emoção na faena, e com alguns naturais de muita profundidade que fizeram soar olés e ovações. Momento alto e emotivo também para o toureiro e que as câmaras de televisão levaram a todo o Mundo. No seu primeiro, manso e sem recorrido, cumpriu a papeleta em faena de trâmite.

 

No toureio a cavalo, os novilhos-toiros (todos marcados com o 8) de Inácio Ramos condicionaram fortemente a primeira parte e foram um pouco melhores na segunda. Os saídos em quarto e quinto lugares tiveram melhores condições mas sem atingir uma nota superior a sofrível.

 

Rui Fernandes, que atravessa um bom momento, sentiu enormes dificuldades ante a mansidão do que abriu praça e teve de se esforçar bastante para lhe deixar a ferragem da ordem. Esteve depois em bom plano quer na brega quer na cravagem da ferragem curta no que foi quarto da ordem, saindo da Figueira com mais uma nota muito positiva.

 

João Moura Jr teve também um primeiro exemplar de Inácio Ramos que em nada lhe facilitou a vida e cumpriu a função. No que foi quinto, e de melhor nota, cravou bons ferros e teve bons pormenores de brega saindo também em bom plano.

 

Com toiros mansos, duros e a bater forte nas pegas, os cabos dos Amadores de Alcochete e do Aposento da Moita mandaram para a cara forcados experientes e com provas dadas em corridas duras e mesmo assim as coisas não foram fáceis. Pelos Amadores de Alcochete o veterano José Vinagre consumou dura cara à segunda tentativa e Daniel Silva também com enorme decisão à segunda, enquanto que pelos do Aposento da Moita José Silva concretizou ao segundo intento e Nuno Inácio fechou-se com decisão à primeira no quinto da ordem.

 

Direcção acertada de José Dias Tinoca assessorado pelo veterinário João Nobre.