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BARREIRA DE SOMBRA 30 ANOS (1987/2017)

Desde 13.06.1987 ao serviço da Festa Brava

BARREIRA DE SOMBRA 30 ANOS (1987/2017)

Desde 13.06.1987 ao serviço da Festa Brava

PÚBLICO SEM REFERÊNCIAS TUDO PERMITE: ESCANDALOSA SAÍDA EM OMBROS DE VENTURA E PALHA

01.07.11 | barreiradesombra

Praça de Toiros do Campo Pequeno – 30.06.11

Director: Julio Gomes – Veterinário: Salter Cid – Lotação: ¾ fortes

Cavaleiros: Rui Salvador, Diego Ventura, Francisco Palha

Forcados: Santarém, Évora

Ganadaria: Mª Guiomar Moura

 

Quando não existem referências de qualidade e de exigência; quando os toureiros optam por destourear e provocar o público com o número do cavalinho que faz piruetas ou do que mordisca no toiro; quando o director concede música após mais um toque forte na montada; quando se permitem as voltas e voltinhas sem que haja uma reacção enérgica dos poucos que ainda percebem alguma coisa do que se passa na arena... e quando não se lidam toiros-toiros, de 4 anos de idade, mais escandaloso se torna assistir ao espectáculo das 4 voltas à arena sem que nada as justifique (as segundas lides dos protagonistas foram sofríveis) e à consequente saída em ombros. Rigor exige-se!!! E só a genialidade de uma actuação deve ser premiada com a saída em ombros.

 

Rui Salvador teve uma boa primeira prestação, com bons momentos de brega e a aplicar-se a fundo para interessar o manso e distraído primeiro da noite. A ferragem foi, em geral, de bom nível e ora mais de largo ora mais em curto atacou o oponente e saíu em bom plano. No seu segundo, também de pouca casta e nula bravura, esteve em plano diligente e cumpriu a papeleta.

 

Diego Ventura esteve em grande plano na lide do seu primeiro e justificou as duas voltas à arena. Foram excelentes os momentos de brega e superiores os remates e a ferragem de muito boa nota, fazendo o público saltar nas bancadas. Viveram-se momentos interessantes devido ao equilibrio e doma das montadas, á suavidade como tudo foi feito. Mas como no melhor pano cai a nódoa, a segunda lide não teve nada de relevante. E como havia que aquecer o ambiente porque a saída a ombros não podia falhar, lá foi buscar o «Morante» e depois de ferros vulgares, o habitual mordisco no toiro e o delírio dos pouco ou nada exigentes pagantes que se sentam nas bancadas do Centro de Lazer. Mais duas voltas...

 

Francisco Palha esteve francamente bem no seu primeiro, com bons momentos de brega e uma série de curtos de bom nível com viagens ao piton contrário que justificaram a música mas nunca as duas voltas que deu no final. Foi uma boa actuação, dentro dos cânones, com momentos de bom toureio mas sem rasgos de genialidade. E no seu segundo não passou do sofrível, mediano, com toques à mistura e sem aquela chama que se exige para os mais altos voos. Não se justificou a saída em ombros.

 

No capítulo dos forcados, há a lamentar a lesão do eborense Manuel Rovisco com uma fractura na perna esquerda, numa noite em que não houve problemas de maior. Pelos Amadores de Santarém foram caras Luis Sepúlveda, João Brito e João Goes todos à primeira e pelos Amadores de Évora o cabo Bernardo Patinhas, Manuel Rovisco (toiro fez o pino com o forcado na cara) e Natónio Alfacinha, todos também ao primeiro intento.

 

O curro de novilhos de Mª Guiomar Moura foi manso no geral, com diversos graus e o pior lote a tocar a Salvador, não se justificando a chamada do ganadeiro à arena.

 

Direcção de Julio Gomes com assessoria do veterinário Salter Cid perante cerca de 6000 espectadores.