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BARREIRA DE SOMBRA

Desde 13.06.1987 ao serviço da Festa Brava

BARREIRA DE SOMBRA

Desde 13.06.1987 ao serviço da Festa Brava

Praça de Toiros de Sobral de Monte Agraço – 28/04/19 – Festival Taurino

Director: Sandra Alves – Veterinário: José Manuel Lourenço – Lotação:3/4

Cavaleiros: Rui Salvador, David Gomes, Joaquim Brito Paes

Forcados Amadores de Santarém

Matadores: António João Ferreira, Nuno Casquinha, Manuel Dias Gomes

Ganadaria: Calejo Pires

TOUREIO A PÉ TRIUNFA EM SOBRAL: OS 3 MATADORES DE TOIROS SAIRAM EM OMBROS

IMG_2453.JPGTarde de homenagem ao toureio a pé na figura de um importante naipe de matadores de toiros que se doutoraram entre as décadas de 50 a 80 do século passado, 15 figuras, 11 ainda vivas, e com alguns deles a marcarem presença nesta cerimónia – António dos Santos, José Trincheira, José Júlio, Mário Coelho, José Simões, Júlio Gomes e em representação de Ricardo Chibanga (falecido há 1 semana) a sua filha Anete e seu neto. Momentos emotivos antes e durante as cortesias e com o toureio a pé a triunfar claramente sobre o toureio a cavalo, com os três matadores de toiros António João Ferreira, Nuno Casquinha, Manuel Dias Gomes, a saírem em ombros.

E se a corrida era de homenagem ao toureio a pé que melhores sensações poderiam ter os homenageados que serem brindados com estes triunfos? Três matadores que reivindicam uma vez mais que as empresas olhem para eles e que organizem mais corridas mistas pois o público ontem mostrou que gosta e apoia o toureio a pé.

António João Ferreira esteve bem de capote e com as bandarilhas, tércio que repartiu com o irmão. A faena de muleta foi de enorme qualidade, a aproveitar ao máximo as excelentes investidas do erale. Grandes muletazos quer pelo lado direito quer ao natural, templados, bem ligados, a fazer soar os olés e as ovações. Uma grande actuação que teve direito a volta e outra com o ganadeiro.

Nuno Casquinha também triunfou em Sobral e com o mérito maior de ter “feito” o erale. Ou seja, ajudou a potenciar as melhores qualidades da rês, levando-o bem metido na muleta, isto depois de ter cumprido de capote e ter deixado dois bons pares de bandarilhas. A faena foi em crescendo, com alguns naturais de enorme classe, largos, profundos e templados, assim como alguns dos naturais. Uma actuação em plano de triunfo que foi sublinhado pelos olés e ovações dos aficionados.

Manuel Dias Gomes teve pro diante o que se apresentou como mais complicado da tarde. E deu-lhe a volta. Boas verónicas e chicuelinas e mais um quite por gaoneras antecederam uma faena em que Dias Gomes esteve em crescendo pelos dois pitóns e com uma fase final de enorme qualidade, com alguns naturais que foram, de longe os melhores da tarde, figura desmaiada, muleta a arrastar pelo chão, erale completamente metido e a repetir as investidas. Grande final que lhe valeu também a saída em ombros com os seus companheiros de terna.

No capítulo equestre as coisas não rodaram tão bem, não havendo triunfos a registar mas apenas passagens a cumprir por parte dos 3 cavaleiros.

Rui Salvador viu o seu erale ser devolvido por ter saído congestionado e lidou o sobrero. Uma actuação séria, sem deslumbres mas sem comprometer, e que foi premiada com volta à arena.

David Gomes teve por diante um exemplar algo distraído e com o qual teve uma actuação regular. Também deu volta.

O praticante Joaquim Brito Paes arrancou com decisão e teve dois curtos de muito boa nota mas depois as coias não correram tão bem. Deixou bons apontamentos e o público obrigou-o a dar volta.

Bom triunfo para os mais jovens forcados dos Amadores de Santarém que foram caras. Abriu praça António Queirós e Melo bem à primeira seguido por um decidido e valente Francisco Cabaço que á quarta tentativa consumou não tendo sido bem ajudado nas outras. Encerrou praça com uma grande pega de caras à primeira Joaquim Grave.

Bons erales de Calejo Pires os que saíram em 4º e 5º lugares (toureio a pé), regulares os restantes.

Dirigiu este espectáculo Sandra Alves que se estreou como directora de corrida, assessorada pelo veterinário José Manuel Lourenço.

 Texto e foto: António Lúcio