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BARREIRA DE SOMBRA

Desde 13.06.1987 ao serviço da Festa Brava

BARREIRA DE SOMBRA

Desde 13.06.1987 ao serviço da Festa Brava

TIAGO SANTOS E SILVETTI DESTACAM-SE EM LISBOA. ACTUAÇÃO VALOROSA DE JIMÉNEZ FORTES.

17.06.11 | António Lúcio / Barreira de Sombra

Praça de Toiros do Campo Pequeno – 16.06.11

Director: Francisco Farinha – Veterinário: Jorge Moreira da Silva – Lotação: 3000

Cavaleiros: Mateus Prieto, João Maria Branco

Forcados: Amadores de Coimbra

Novilheiros: Jiménez Fortes, Manuel Dias Gomes, Diego Silvetti, Tiago Santos

Ganadaria: Murteira Grave

 

TIAGO SANTOS E SILVETTI DESTACAM-SE EM LISBOA. ACTUAÇÃO VALOROSA DE JIMÉNEZ FORTES.

 

A novilhada da passada quinta-feira em Lisboa foi de tremenda desilusão quanto ao comportamento e apresentação dos novilhos de Murteira Grave e de júbilo nas actuações de Tiago Santos (6º) e Diego Silvetti (5º), bem secundados por Jiménez Fortes que lidou o pior do curro alentejano. Não fossem estas actuações e o público presente teria saído ainda mais desiludido desta novilhada onde foi preciso esperar até ao fim para ouvir os olés e sentir o toureio.

 

Tiago Santos, que actuou em último lugar, surpreendeu pela serenidade com que recebeu o seu novilho, lanceando bem à verónica e rematando de meia e rebolera. Cumpriu com acerto e valor o tércio de bandarilhas e construiu uma interessante faena de muleta. Interessante sobretudo pela forma templada e serena, «despaciosa», como levou o novilho nos voos da muleta, sem deixar que a tocasse, ligando bem em redondo os muletazos, largos e com classe, por ambos os pitons. Foi uma muito agradável surpresa e assinou dos melhores momentos da noite.

 

Diego Silvetti também andou bem de capote e com a muleta expressou-se com sabedoria, classe e sentimento, em boas tandas de muletazos por ambos os pitons, fazendo soar os olés e mostrando muita classe na forma como abordou o novilho, as distâncias, e lhe sacou uma faena de muito bom nível.

 

Jiménez Fortes teve de lidar o pior dos seis novilhos de Murteira Grave. E esteve em plano de novilheiro, lutador, enraçado, colocando a «carne no assador» e mostrando uma hombridade e vontade de mostrar a categoria do seu toureio que vieram engrandecer a sua prestação. Esforçado, foi metendo o novilho na muleta e sacou-lhe duas muito meritórias séries de derechazos e uns quantos naturais de boa nota.

 

A Manuel Dias Gomes também tocou um novilho que não teve muita qualidade mas ao qual poderia ter sacado outro resultado se não o tem deixado rematar tantas vezes na muleta e sem tentado «correr a mão», como se diz em gíria, para que os muletazos não resultassem com tantos enganchões e houvesse conjunto. Uns quantos passes soltos tiveram qualidade, numa noite que não foi a sua apesar da vontade de agradar e triunfar.

 

No toureio a cavalo foi fraca a prestação dos dois jovens cavaleiros praticantes. Se bem que os novilhos não ajudaram muito. Houve demasiados falhanços e passagens em falso quer de Mateus Prieto quer de João Maria Branco, estando este um pouco melhor que o seu alternante. Mateus Prieto teve o gesto de não querer dar volta, o que se saúda.

 

Os Forcados Amadores de Coimbra, talvez contagiados pela fraca prestação dos cavaleiros, apenas à segunda tentativa  consumaram ambas as pegas de caras, complicando o que era fácil já que os novilhos meteram bem a cara e nem sequer tinham muita força para empurrar e derrotar.

O curro de novilhos de Murteira Grave, de fraca presença física, foi de uma mansidão e falta de classe como há muito se não via, salvando-se os lidados em quinto e sexto lugares. Mansos, a escarvarem desde a entrada na arena, berrões, desinteressados, com algumas investidas a tarrascar, não serviram para o espectáculo que se queria de êxito.

 

Direcção de corrida de Francisco Farinha assessorado pelo veterinário Jorge Moreira da Silva perante cerca de três mil espectadores.