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BARREIRA DE SOMBRA 30 ANOS (1987/2017)

Desde 13.06.1987 ao serviço da Festa Brava

BARREIRA DE SOMBRA 30 ANOS (1987/2017)

Desde 13.06.1987 ao serviço da Festa Brava

GRANDE LIÇÃO DE MAESTRO MOURA NA ALTERNATIVA DE TOMÁS PINTO

12.06.11 | barreiradesombra

Praça de Toiros de Santarém – 10.06.11

Director: César Marinho – Veterinário: João Mª Nobre – Lotação: ¾

Cartel: Emídio Pinto, João Moura, Diego Ventura, Tomás Pinto (alternativa)

Forcados: Santarém, Alcochete

Ganadaria: Maria Guiomar Moura

 

Cumpriu-se a tradição de mais uma alternativa de cavaleiro na corrida do Dia de Portugal na Monumental Celestino Graça em Santarém quando, pelas 18h05 Emídio Pinto cedeu o ferro comprido a Tomás Pinto ante as testemunhas de João Moura e de Diego Ventura e mais de 8 mil espectadores. Um espectáculo onde João Moura montou cátedra e não deixou créditos por mãos alheias mostrando porque, 30 anos depois, ainda continua a despertar emoções  e a levantar o público nas bancadas. Uma grande lição de toureio na lide ao quarto da tarde, toiro cuja lide havia brindado a Moita Flores.

 

Tomás Pinto abriu praça frente ao toiro nº 58 com 580kg e esteve correcto durante  a lide, sem concessões, numa actuação limpa mas também sem arriscar muito. Preferiu as tiras para deixas os compridos, lidando bem e na série de curtos foi em crescendo, com um bom quarteio a anteceder a cravagem dos de violinoe palmo com que encerrou a sua primeira lide. Frente ao que encerrou praça e que demorou a parar, deixou um segundo comprido de boa nota e mais quatro curtos aceitáveis, para rematar com o violino e o palmo, numa actuação que convenceu o público.

 

Mas a grande lide da tarde foi a que João Moura realizou ao quarto toiro. Se teve bons momentos de brega no seu primeiro ao qual cravou 2 compridos e quatro curtos de razoável execução, foi nesse quarto toiro que elevou a bitola ao um nível superior na brega de proximidade e nos ladeios, na forma como se parou na cara do toiro e, depois na abordagem que fez da sortes, nomeadamente nos curtos, a partir do segundo, de largo e a atacar o toiro, carregando bem a sorte e cravanndo bons ferros. E os dois de palmo com que encerrou a sua actuaão foram excelentes. Uma grande lição do maestro Moura em tarde que ficará para a história.

 

Diego Ventura, apelidado de «furacão» não foi mais que uma ligeira brisaa soprar na arena da Monumental Celestino Graça. Não teve  a sua tarde, registando-se alguns pormenores de brega e um que outro ferro de melhor qualidade, muito pouco para quem tem o seu estatuto e alguns equívocos na escolha de terrenos e distâncias foram pagos com alguns toques que o público não lhe perdoou. Não se justifica que após uma lide tão fraca como a que efectuou ao quinto da tarde se  tenha «pendurado»  no forcado para dar volta à arena!

 

Dois Grupos de Forcados efectuaram as seis pegas de caras. Os Amadores de Santarém tiveram como forcados de cara Luis Sepúlveda (1ª), João Brito (1ª) e João Góis (2ª), todos eles bem na cara dos toiros mas com os ajudas a não serem tão eficazes quanto deviam. E os Amadores de Alcochete concretizaram as pegas por intermédio de Fernando Quintela (1ª), Daniel Silva (1ª) e Vasco Pinto (1ª), todos tecnicamente bem e com o grupo a ajudar com coesão. O prémio “Santa Casa da Misericórdia de Santarém” para a melhor pega recaíu na efectuada ao sexto toiro por Vasco Pinto, tendo o júri sido composto por Paulo Pessoa de Carvalho, Francisco Morgado e António Lúcio.

 

Os toiros, aliás novilhos (todos com o 8 na mão dirieta), de Maria Guiomar Moura estavam bem apresentados, foram cómodos para os toureiros e tiveram diversos graus de colaboração, destacando-se pela positiva o primeiro e pela negativa o quinto.

 

Direcção acertada de César Marinho assessorado pelo veterinário João Maria Nobre.