Face à pandemia COVID 19 que assolou o país, onde todos os setores foram afetados, a Tauromaquia foi profundamente prejudicada. Atendendo às restrições deliberadas pela Direção Geral da Saúde, com redução significativa da lotação dos recintos, tornou-se praticamente inviável a realização de uma corrida de toiros. Nesse sentido, a corrida do 15 de agosto esteve este ano em risco de não se realizar. Contudo, não renegando o passado histórico das Caldas da Rainha (efeméride: a 15 de agosto de 1504 realizou-se, na então vila das Caldas, uma corrida de toiros que foram lidados na Praça Velha, em frente do Hospital Termal que a Rainha D. Leonor mandou edificar), houve um conjunto de aficionados que lutaram para a realização da corrida a 15 de agosto. O 15 de agosto nas Caldas da Rainha é a data mais antiga do calendário taurino português, que se realiza ininterruptamente há 137 anos. Trata-se por isso de uma data histórica, e a sua não realização seria uma enorme machadada na tradição e cultura da nossa Cidade. Neste sentido, e de forma a levar a cabo esta corrida tão importante para as Caldas da Rainha e também para tauromaquia nacional, num esforço conjunto entre a proprietária da praça de toiros Alfredo Ovelha Lda e a empresa PPC Unipessoal, Lda (Toiros & Cultura), decidiu-se unir esforços num ano de crise, para que a data mais taurina, antiga e emblemática de Portugal, viesse a acontecer nas Caldas da Rainha. |