Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

BARREIRA DE SOMBRA

Desde 13.06.1987 ao serviço da Festa Brava

BARREIRA DE SOMBRA

Desde 13.06.1987 ao serviço da Festa Brava

CASQUINHA – 37º MATADOR DE TOIROS PORTUGUÊS, COM MÉRITO E SAÍDA EM OMBROS

30.05.11 | António Lúcio / Barreira de Sombra

Praça de Toiros de Villanueva del Fresno – 29.05.11

Javier Solis (orelha – 2 orelhas)

Julio Parejo (orelha – saudação)

Nuno Casquinha (orelha – orelha)

Ganadaria: Herds. Bernardino Píriz

 

Os poucos portugueses que se deslocaram a Villanueva del Fresno para assistir à alternativa de Nuno Casquinha, agora convertido no 37º matador de toiros português, saíram satisfeitos seguramente pois o jovem toureiro vilafranquese mostrou maturidade na lide dos dois toiros do seu lote, construindo com mérito duas faenas que lhe valeram o prémio de duas orelhas e a respectiva saída em ombros, acompanhado do padrinho da cerimónia Javier Solis que levou três orelhas no «esportón».

 

Eram 17h45 quando Javier Solis cedeu os «trastos» de tourear a Nuno Casquinha, impecavelmente vestido com um traje verde e oiro, acto testemunhado por Julio Parejo. Casquinha havia recebido o toiro “Atarfero”, marcado com o nº 32, com belas verónicas. E a faena de muleta, ante um toiro de escasso recorrido mas nobre, foi consistente na forma como se colocou para lhe sacar os passes por ambos os pitóns, com mérito. Insistiu e conseguiu resultados obrigando o toiro a investir, para rematar com pinchazo e estocada que lhe valeu a primeira orelha enquanto matador. No seu segundo, um imponente castanho e que teve recorrido, Nuno Casquinha desenhou uma faena de muleta expressiva, com qualidade por ambos os pitóns, mandando e templando as investidas, levando-as bem metidas nos voos da muleta e com alguns naturais de muita expressividade. Foram bons momentos de toureio e se a espada não fica um pouco descaída teria melhor prémio que a orelha que cortou e que lhe permitiu a saída em ombros.

 

Javier Solis teve um primeiro toiro de classe e recorrido e frente ao qual desenhou bons lances de capote e uma faena de muleta com boas séries por ambos os pitóns, bem conseguidos os naturais e os derechazos, alguns com profundidade. Faena interesssante e com mérito no aproveitar das bondosas investidas do toiro, rematada com um descabelho após pinchazo e pinchazo fundo, coroada com o corte de uma orelha. No seu segundo, uma faena menos intensa ante toiro que não deu muitas facilidades mas ao qual o matador conseguiu sacar tandas por ambos os pitóns e, ainda que sem a intensidade da primeira, com alguma qualidade. Estocada em bom sítio e duas orelhas.

 

Em terceiro lugar saíu um toiro que serviu para que Julio Parejo construisse uma faena com algum interesse, nomeadamente no toureio pelo lado diretio, intercalando alguns naturais num conjunto de actuação que não ultrapassou a mediania apesar de terminar em crescendo. Cortou uma orelha após boa estocada. No que foi quinto, um “cinqueño” que era bruto, aproveitou o seu bom piton esquerdo, havendo-se a contento e com alguns bons muletazos. Não esteve feliz a matar e teve direito a saudar nos tércios.

 

Os toiros de Herdeiros de Bernardino Piriz foram desiguais de tipo, de presença e de condições de lide, destacando-se pela positiva segundo e sexto.

 

Fotos: António Lúcio