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BARREIRA DE SOMBRA

Desde 13.06.1987 ao serviço da Festa Brava

BARREIRA DE SOMBRA

Desde 13.06.1987 ao serviço da Festa Brava

ALGUNS MOMENTOS FOTOGRÁFICOS DE 2025 PELA MINHA OBJECTIVA

 

RUI CORDEIRO APODERA JOÃO SALGUEIRO NA SUA REAPARIÇÂO NAS ARENAS

Elevar à máxima potência o apelido de maior tradição do Toureio a Cavalo de Portugal

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Rui Cordeiro é a partir de hoje o novo apoderado do cavaleiro João Salgueiro. O acordo foi selado esta tarde em Valada do Ribatejo.
 
Este apoderamento surge na sequência do convite de João Salgueiro a um jovem taurino com o qual se identifica e acredita que juntos podem atingir os sonhos e objetivos que estão por concretizar.
 
Para Rui Cordeiro "é uma grande honra poder estar ao lado e acompanhar uma Figura histórica e genial da dimensão do Maestro João Salgueiro".
 
É nosso objetivo que a temporada de 2026 de João Salgueiro fique marcada pela sua participação em corridas especiais, nas quais possa pôr em prática o toureio ímpar que leva dentro, elevando assim à máxima potência o apelido de maior tradição do Toureio a Cavalo de Portugal.
 

João Rodrigues Ganha Encontro Internacional de Novilheiros na Colômbia

O jovem João Rodrigues, aluno da Escola de Toureio e Tauromaquia Moita, ganhou hoje o 1.º Encontro Internacional de Novilheiros sem Picadores da Colômbia.

Frente a um novilho da Ganadería Punta Umbría, João Rodrigues realizou uma faena debaixo de um grande dilúvio e cortou uma orelha, que lhe valeu a eleição como o triunfador do certame.

TAUROMAQUIA NORTE/SUL POR JOSÉ ANDRADE

6ª GALA ANUAL DO GRUPO DE AFICOONADOS TAUROMÁQUICOS DO NORTE

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A Gala anual, a 6ª. do (GATN) – Grupo de Aficionados Tauromáquicos do Norte, é já um momento e um acontecimento no panorama nacional da Festa dos Toiros. Gala, onde se destacam e galardoam aqueles que nas arenas, toureiros, bandarilheiros, cavaleiros, forcados e necessária mente também, os ganadeiros, pelo seu valor entrega, sacrifício, coragem e solidariedade se destacaram. Inicia-se o defeso, terminou a época, é um momento de balanço.

 Foi o que voltou a acontecer na noite da passada sexta-feira, dia 28 de Novembro.  A 6ª. Gala do GATN voltou a oferecer aquele ambiente acolhedor, gente simpática em ambiente simpático elegante e reconfortante.

Com aquela cordialidade com que sempre recebe todos aqueles que comparecem, e são mesmo muitos, este encontro e reencontro do mundo dos touros a Norte, acolheu de braços abertos os amigos e convidados, que de Portugal e até Espanha, marcaram presença. Era uma noite de convivio, mas também de celebração dos que pela coragem, arte e nobreza se destacam no jogo da vida nas arenas. Era, e foi, uma noite ‘em redondo’, como se diz de uma faena no mundo dos toiros.

E foi com paixão e aficion que teve o inicio a Gala do GATN/2025, abrindo o encontro com uma palestra/debate conduzida pelo icónico aficionado nortenho Pedro Pina, onde o respeitado ‘senhor das Associações Tauromáquicas’ e conhecido aficionado, doutor/professor Luís Capucha, compaginou ideias e trocou argumentos em prol da Festa, com o Matador/empresário Rui Bento Vasques em interessante e elevado momento de conhecimentos e respeito pelo modo distinto de ver e sentir a paixão pela Festa. O espaço temporal de degustação e preparação para o jantar que iria ser servido, é sempre um momento de encontros e reencontros com amigos e entre amigos.

O Jantar, generosamente servido, serve para à roda da mesa se recordarem momentos vividos, estreitarem laços amigos, trocar afinidades e matar saudades, findo o qual, o Grupo de Aficionados Tauromáquicos do Norte, abriu o espaço para o momento de destacar aqueles que no entender a Norte, homenagear e galardoar, os que melhor souberam interpretar e se distinguiram na temporada de 2025 na Festa dos Toiros, fazendo-o com entrega de um singelo mas elucidative troféu. Galardoaram-se os interpretes, os Artistas, as personalidades, mas também se enalteceu o Toiro.

E a cerimónia começou por distinguir como “Aficionado de Honra”, pelo seu inestimável contributo e afición o Dr. José Francisco Fleming, um dedicado homem da Festa, filho do Senhor Fleming, Cavaleiro e Aficionado já desaparecido, e pouco lembrado, sobre o qual foram passadas imagens desse amor aos cavalos e à vida em redor dos seus treinos para a lide. Uma bonita e emotiva homenagem ao Senhor Fleming, que muito sensibilizou o homenageado, que na circunstância agradeceu em emotivas palavras, e a simplicidade que o caracteriza à concorrência presente.

Ainda na arte de lidar toiros a cavalo, o prémio de melhor Cavaleiro de Alternativa de 2025, foi entregue ao jovem, Joaquim Brito Paes, que na circunstância, recolheu também o troféu atribuído ao Melhor Gandero de 2025, seu pai, António Brito Paes.

Seguiu-se outra não menos emotiva homenagem, esta dedicada ao Matador Álvaro de la Calle, que de Salamanca se deslocou. Figura de referência como homem e mão-amiga de muitos novilheiros portugueses que em terras de Espanha tentam a sua sorte. Personalidade cuja  carreira, marcada pelo respeito ao toiro e pela pureza do classicismo, inspira todos os que vivem a Festa com paixão e autenticidade, exemplo de arte, entrega e sentido de verdade que elevam a nobreza do toureio.

Ainda na espaço dedicado aos Matadores, o GATN distinguiu o Matador Português, Manuel Dias Gomes. ‘Aquela inesquecível’ noite de Agosto na Praça da Nazaré, onde alternou com o diestro Morante de la Puebla, perdurará na memória e nos registos da tauromaquia. Entrega, autencidade, paixão e arte. Apareçam as oportunidades, e Manuel Dias Gomes, não desmerecerá ser um Matador de Toiros.

E como a Gala do GATN é sempre uma festa no enaltecimento da Festa do Toiros, de tudo e de todos a que a compõem e rodeia, a deste ano de 2025, permitiu aos aficionados que compareceram no vetusto Clube de Leça, transformarem-na em muito mais que um reencontro, galardoando, exaltando e honrando pessoas, artistas, personalidades que pela sua nobreza, simplicidade, arte e entrega, humana e como artistas, ao mundo dos toiros.

Assim foi com a bonita, mas profunda homenagem a João Ribeiro ‘Curro’, e aos quarenta como Bandarilheiro de confiança da Familia Ribeiro Telles, principalmente de António Ribeiro Telles, que nas palavras simples que lhe dirigiu, e o abraço com que selou, ficou o quanto a entrega de ‘Curro’ como homem, amigo e peão de confiança o estimam.  Homem simples, singelo e humilde, capaz de uma dedicação e entrega na vida como na praça, aos que gosta, e ao que gosta e sabe bem fazer. João Ribeiro ‘Curro’, é um daqueles exemplos que tem de perdurar na história dos que na Festa se vestem de prata. Artistas que tudo dão à Festa e aos que deles se socorrem na vida da Festa dos Toiros. A honra da homenagem e do galardão que recebeu, não foi para ele, mas para os Aficionados Tauromáquicos do Norte, que ficaram honrados com a oportunidade e a sua Generosa presença. Olé ‘Curro’.

E um ‘Olé’ também para o João Pedro Açoriano. Galardoado como Bandarilheiro do ano, o GATN não deixou passer em branco a sua intervenção em Las Ventas, Madrid, o melhor par de bandarilhas de 2025, onde saudou de montera em mão por três vezes, elevando-o assim a ‘Melhor Bandarilheiro’ de 2025.

E como a Festa dos Toiros tem, e vai, continuar, oportuna a chamada ao palco do professor, o matador António Ferreira, e dos alunos, José Manuel Raínho e Rodrigo Lousa, da Escola Tauromáquica de Vila Franca de Xira/José Falcão. O troféu de melhor Forcado de 2025, que não pôde estar presente, foi para o jovem, António Pena Monteiro, do Grupo de Montemor. E como para haver Festa, têm de existir empresas e empresários, as Empresas e Empresários distinguidos em 2025 foram: - Sector 9 – Praça Celestino Graça/Santarém  (Diogo Sepúlvedra); Ovação e Palmas/Lisboa/Campo Pequeno (Miguel Pombeiro) e Dose de Bravura/Nazaré (Rui Bento Vasques). Corrida do Ano, Baião, empresario José Carlos Portugal. Foi a celebração de momentos altos de confraternização e convívio, vividos com a classe e simpatia que caracteriza as gentes, todos aqueles que vivem e disfrutam da paixão e afición no mundo da Festa dos Toiros.

Irmanados, Unidos, num sentimento em que a Tradição, Arte e Cultura é um traço de continuidade histórica que a Festa dos Toiros tem elevado e relevado valor no saber de onde viemos, quem somos, e para onde não queremos ir, VI Gala do Grupo de Aficionados Tauromáquicos do Norte, é uma celebração/comemoração de sentimentos em alta paixão. E como ‘uma imagem vale mais que mil palavras’, o galardão de 2025 para a melhor fotografia foi para Concha Vasconcellos, jovem fotografa e aficionada de Santarém.

Feitas homenagens, entregues os galardões, celebrados os distinguidos, que melhor se poderia escolher para encerrar mais esta noite inolvidável de sentimentos taurinos que um momento musical, mais um, de Sophia Tavares e a sua viola, abrilhantados com toureio de salão da jovem promessa António Cristas Rocha.

Está de parabens o GATN – Grupo de Aficionados Tauromáquicos do Norte. Estão de parabens os membros responsáveis pela organização da Gala, Joaquim Mesquita, Fernando Sousa, Pedro Pina e o Frederico,

Distinguidos os homenageados e galardoados, a Festa prosseguiu num convívio amigável e muito animado, na certeza de que para o próximo ano será ainda mais envolvente.

José Andrade

 

VI Gala do Grupo de Aficionados Tauromáquicos do Norte - A Norte também se celebra e distingue os que comparecem

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A Norte também se celebra e distingue os que comparecem, defendem e mantêm viva a Festa dos Toiros.

O GATN-Grupo de Aficionados Tauromáquicos do Norte, com discrição, mas muito empenho, vai realizar na próxima sexta-feira, dia 28 de Novembro, no vetusto e selecto Clube de Leça, a sua VI Grande Gala. Nós estaremos lá para cobrir mais este encontro concorrido, distinto e elevado dos Aficionados Tauromáquicos do Norte, que homenagearam aqueles que na Festa dos Toiros entendem merecer durante a temporada de 2025, ou pela sua entrega à Festa, serem distinguidos. Casa cheia já esta garantido, e disso daremos conta na reportagem fotográfica que faremos. OLÉ…

Informa: José Andrade+foto: FB Aficionados do Norte

NOTAS SOBRE A MINHA TEMPORADA 2025

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Terminaram os espectáculos de mais uma temporada. Que a meu ver nem foi melhor nem pior que as que a antecederam mas onde aconteceram coisas que importa realçar. Desde logo as diversas lotações esgotadas, alguma delas em praças de relevância nacional e que, pelos dados que possuo, terá sido a temporada de mais lotações esgotadas nos últimos anos, sinal de que o grande público aderiu massivamente a uma série de eventos taurinos que marcaram a diferença e, de alguma forma, terão ido de encontro às expectativas desse grande público.

Depois, porque houve um marco inédito na carreira de um cavaleiro: João Moura Jr. Três encerronas é obra, começando em Santarém, passando por Angra do Heroismo e Portalegre. Deixou forte ambiente numa temporada de pooucas corridas mas todas elas marcantes.

Procuramos arte e emoção. E o toureio a pé tem uma magia especial quando interpretado por maestros especiais como Morante de la Puebla que na Nazaré a todos colocou de acordo e nos emocionou a rodos. E Manuel Dias Gomes não se lhe ficou atrás com demonstração clara da sua personalidade toureira.

E a cavalo, que dizer das lições de Paulo Caetano e de António Telles e ainda do regresso de Ventura ao Campo Pequeno? Pois forma alguns bombons para os bons aficionados... Assim como algumas grandes pegas e alguns grandes toiros.

Procurei, acima de tudo, diferença e espectáculos onde me pudesse emocionar e vivenciar sentimentos e experiências que fizessem valer as deslocações e o temppo despendido. E digo-vos que valeu bem a pena.

Continuei a escrever com a paixão de sempre, como a realizar o Barreira de Sombra para o Alma do Fado, uma parceria com o Paulo Beja na Valor Local. E se em alguns momentos deixei de fotografar, foi porque me deu na real gana e outras porque, nos lugares onde fiquei, isso era quase impossível por estrar no meio da bancada e no meio dos outros espectadores. Mas foi, uma vez mais, uma decisão minha e por isso, em algumas corridas não houve fotografias.

O defeso irá servir para uma séria e profunda reflexão. E daí sairá a minha decisão sobre o que farei em 2026. Até lá gozem das festas que se aproximam.

 

ENTREGUES OS TROFÉUS DA SOCIEDADE MOITENSE DE TAUROMAQUIA

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Foram entregues ontem, sexta-feira, no habitual jantar anual promovido pela Sociedade Moitense de Tauromaquia, os troféus relativos á feira 2025, cerimónia concorrida e que teve um bom repasto e que contou com a presença de presidente e vice-presidente da autarquia e 2 vereadores, do padre Nuno e outras entidades locais.

Assim, foram entregues os prémios:

- Melhor Lide a Cavalo - Tristão Guedes Queiroz

- Melhor faena - Tomás Bastos

- Melhor Toiro -  António José Teixeira (recebeu em seu nome Pedro Afra Rosa)

- Melhor Pega - António Lopes Cardoso (Aposento da Moita)

- Troféu Daniel do Nascimento - a título póstumo a Luis Costa Santos, prémio entregue a seu ento Elísio Sumavielle

- Pémio Amigo da Tauromaquia, instituido pela ETTMoita ao Clube Taurino da Moita.

Fotos: A.Lúcio

 

OS QUE MAIS SE DESTACARAM NAS NOSSAS CRÓNICAS DA TEMPORADA 2025

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1 de fevereiro - MOURÃO - TOMÁS BASTOS: O TRIUNFADOR DO FESTIVAL. FINAL APOTEÓTICO. EXCELENTE CURRO DE MURTEIRA GRAVE

Diz o ditado que «guardado está o bocado» e valeu a pena esperar pelo final. A tauromaquia tem este não sei quê de arte e de emoção que nos deixa a garganta seca e os olhos húmidos. Campos verdes de um Alentejo imenso, como imenso é o espelho de água com que nos brinda o Alqueva e aquelas paisagens únicas que se desfrutam do alto do castelo de Monsaraz. E todos os elementos se conjugaram para um início de temporada em grande nível e rematada com essa faena de Bastos que levantou o público das bancadas e o vitoriou aos gritos de “Torero, Torero, Torero”.

Bem de capote por verónicas e num quite por chicuelinas, aqueceu as bancadas com um poderoso tércio de bandarilhas com 3 pares de poder a poder. Com a muleta, temple e quietude, passes bem desenhados acompanhando as boas investidas do erale e que tiveram grade expressão por ambos os pitóns, uns circulares, passes cambiados pelas costas, umas trincherillas, sempre com classe e um final em apoteose com manoletinas/bernardinas muito cingidas. Dupla volta à arena, a última delas acompanhado do ganadeiro Joaquim Grave e com praça de pé. Que extraordinário começo deste jovem de inatas condições toureiras.

Bom curro proveniente de Galeana, com ferro e divisa de Murteira Grave, colaboradores idóneos para os bons momentos que se viveram e com o último a merecer a chamada do ganadeiro á arena.

 

30 de março – PALHA TRIUNFA EM FESTIVAL MORNO EM ALCOCHETE

Tarde de sol e boa temperatura para este primeiro espectáculo na praça de toiros de Alcochete. Dado o fim beneficente seria de esperar uma maior adesão poular ao festejo que decorreu em tom morno e onde Francisco Palha viria a ser o triunfador com a melhor actuação da tarde frente um bom exemplar de Ascensão Vaz.

Como referimos na nota introdutória, Francisco Palha foi o triunfador frente a um cumpridor exemplar de Ascensão Vaz. Uma lide bem medida, com critério, com entradas rectas e bons ferros curtos que chegaram com algum impacto ao público. Foi a actuação mais conseguida e consistente da tarde.

 

5 de abril - SANTARÉM SOB O SIGNO DE MOURA

Corrida agradável, a da encerrona de João Moura Jr, que apresentou a sua quadra de cavalos nas cortesias (um total de 13 montadas) e que teve o sue momento álgido quando, na lide o sexto toiro convivou seu pai para partilhar a lide. Público de pé agradecendo o gesto e rendido ao génio de Monforte.

Mas como diz o ditado, «guardado está o bocado» ... e saíu à arena o 6º, de Brito Paes, o mais pesado e de avantajada cornamenta. Após os compridos da ordem, foi até à porta de quadrilhas e convidou seu pai a partilhar esta sexta lide. A ovação foi estrondosa quando João Moura a saíu à arena, à civil, com o público todo de pé. E a lição de pai Moura foi estrondosa na brega e na cravagem de 3 ferros, o último dos quais de palmo. Era o agradecimento do grande público ao génio de Monforte e onde seu filho também teve nota destacada. Acabava em festa, com o público de pé, uma festa que havia começado 3 horas antes quando se desenrolaram as cortesias.

Para o êxito do espectáculo também contribuíram 6 magníficas pegas de caras, todas ao primeiro intento, sendo forcados de cara Francisco Graciosa, João Faro e Francisco Cabaço (a pega da tarde) pelos Amadores de Santarém e Vasco Ponce, Vasco Carolino e José Maria Pena Monteiro pelos Amadores de Montemor.

O ganadeiro Joaquim Grave deu volta à arena após a lide o 5º da ordem.

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24 de maio – MOITA - MEMORÁVEL TARDE PARA OS AMADORES DO APOSENTO DA MOITA. HONRA E GLÓRIA NOS 50 ANOS DA SUA ESTREIA

Foi uma tarde de muito calor e onde se anunciava também um cortejo à antiga portuguesa para a festa dos 50 anos do Grupo de Forcados Amadores do Aposento da Moita e a mudança do seu cabo. Foi bonito de ser ver antigos cabos, antigos e actuais forcados irmanados para uma tarde de êxito rotundo e onde a história e brilhantismo do forcado português saíram altamente honrados e dignificados. O público, o juiz maior, soube premiar com fortes ovações não apenas as pegas mas o desempenho em conjunto de todos os forcados.

E a festa de despedida de cabo de Leonardo Mathias não podia ter sido mais bonita e brilhante, a consumar uma rija pega de caras ao terceiro da tarde, e a passar o testemunho a Luís Canto Moniz que se cotou com outra brilhante pega de caras ao primeiro intento, todos muito bem ajudados.

A corrida, em termos de pegas de caras, abriu com João Freitas numa dura e difícil pega ao bravo de Grave que derrotou com força e que foi consumada ao primeiro intento. Seguiu-se-lhe o antigo forcado João Camejo que voltou a mostrar que quem sabe não esquece e se fechou com raça ao primeiro intento na cara do de Conde de Murça. O cabo Leonardo Mathias despediu-se, com brilhantismo e ao primeiro intento na cara do toiro de Varela Crujo. Luís Canto Moniz, o nóvel cabo repetiu a dose com o toiro de Mata o Demo, enquanto o veterano Fernando Parente saiu de maca (felizmente sem gravidade) após uma única tentativa ao de Veiga Teixeira que foi pegado com raça e determinação ao primeiro intento por André Silva. Fechou praça António Ramalho, que se despedia também, e com uma boa pega ao de Conde de la Corte.

 

8 de Junho - TARDE MEMORÁVEL EM SOBRAL DE MONTE AGRAÇO. GRANDE AMBIENTE DE PRINCÍPIO A FIM

Há muito que não se vivia em Sobral de Monte Agraço um ambiente assim. De princípio a fim, um público entregue, vibrante, a puxar pelos artistas e reconhecendo o tremendo mérito aos homens das jaquetas das ramagens, cerca de 50, que decidiram pegar este s e transformá-lo em algo diferente. O público aderiu à ideia e a praça estava quase cheia em tarde climatologicamente muito agradável.

Os veteranos forcados foram os triunfadores primeiros do espectáculo, responsáveis pelo ambiente e pela enchente. E foram emotivos os brindes dos cavaleiros aos forcados. E o apoio nunca faltou quando foram sendo anunciados os nomes dos que foram escolhidos para estar na cara dos exemplares lidados. Assim, e todos ao primeiro intento, foram caras Pedro Henriques, Fábio Silva, Nuno Santos, Márcio Francisco, Pedro Gil, Pedro Miranda e Mário Gonçalves. E as ajudas e rabejadores tiveram também um bom desempenho na tarde de êxito vivida em Sobral.

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21 de junho - CARTAXO: TOIROS SÉRIOS EM NOITE DE GRANDES MOMENTOS

2 TOIROS DE MONTE CADEMA PREMIADOS COM VOLTA À ARENA DO GANADEIRO

Que grande noite de toiros aquela que vivemos na noite de sábado 21 de junho no Cartaxo. E quando se afirma que o toiro é o elemento essencial da Festa, aqui foi bem verdade e foi com a verdade do toiro sério, capaz de transmitir emoção, com uma disponibilidade incrível para investir, alguns com muita raça e nobreza, dois deles a merecerem a chamada do ganadeiro à arena (1º e 5º). Foram essenciais ao êxito dos toureiros e da noite e eu, como aficionado, fico grato e recordarei a classe das investidas do bravo 5º da noite. De parabéns o ganadeiro Nuno Cabral.

22 de junho – Alcácer do Sal - LUÍS ROUXINOL EM GRANDE PLANO NUMA CORRIDA COMPRIDA...

Em tarde de homenagem à cavaleira Sónia Matias pelos seus 25 anos de alternativa, foi de Luís Rouxinol a actuação da tarde, em grande plano, frente a um bom toiro de Herds. Varela Crujo. Uma corrida longa, de mais de 3 horas e meia, com alguns percalços sofridos pelos forcados mas que foi mantendo o interesse do grande público.

Luís Rouxinol esteve em grande entendendo muito bem o bom toiro que abriu praça. Bregou bem, deixou-o bem colocado para compridos e com os curtos entusiasmou-se a cada ferro e conseguiu bons momentos, nomeadamente com o excelente 3 curto e, a pedido do público, a terminar com um bom par de bandarilhas. Grande tarde do cavaleiro de Pegões.

 

11 de julho - LISBOA, CAMPO PEQUENO - UM NOITE PARA RECORDAR A DA COMEMORAÇÃO DE 45 ANOS DE ALTERNATIVA DE PAULO CAETANO

Sou um privilegiado. Por ser aficionado, por poder desfrutar de momentos únicos de emoção e de classe. Por poder partilhar os meus sentimentos e emoções com os aficionados e poder viver noites como a de sexta-feira em Lisboa, em que se comemoraram, ao mais alto nível, os 45 anos de alternativa de Paulo Caetano. Que privilégio.

Arte, poderio, souplesse, sensibilidade, equilíbrio. Uma emoção maior. Uma forma diferente de lidar. Um artista de mão-cheia, capaz de despertar sentimentos e emoções. Voltou a ser assim na noite de sexta-feira frente a um bom toiro da sua ganadaria e que também contribuiu para o êxito da lide que teve excelentes pormenores de brega e ferros de enorme classe. Foi assim que vi, vivi e senti a lide Paulo Caetano que antes havia sido homenageado por diversas entidades, entre elas a Casa Real de Bragança, a APSL, APCRL, Grupo de Forcados de Lisboa e as empresas Ovação e Palmas e José Charraz. Paulo, tiro o meu chapéu perante tamanha lição.

De cátedra também foi a actuação de António Ribeiro Telles frente a um Charrua que colaborou no êxito. Com o seu toureio clássico ressuscitou a sorte da morte num dos compridos e teve depois dois curtos de excelência, pisando terrenos de compromisso e saindo com nota alta desta excelente lide.

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19 de julho - NAZARÉ. NOITE MEMORÁVEL E PARA OS ANAIS DA HISTÓRIA DA PRAÇA

MORANTE FOI MORARTE; O PERFUME SEVILHANO DE DIAS GOMES; O BOM TOUREIO A CAVALO DOS TELLES E DUAS GRANDES PEGAS DE CARAS

Noite histórica a que vivemos no passado sábado 19 de julho na lindíssima praça de toiros do Sítio da Nazaré. Aquele ambiente único das grandes noites, praça esgotada desde manhã cedo, o povo que preenchia todos os centímetros em redor da praça e que aguardava com máxima expectativa o que se iria passar após as 22h15. E viveram-se momentos inesquecíveis e que soltaram emoções e olés a rodos. Uma noite que ficará para a história da praça e no baú das grandes recordações de Rui Bento Vasques, o homem por detrás destes grandes momentos.

Morante tem um cariz especial todos o sabemos. E Morante é único, como artista, como personalidade, como pessoa capaz de mobilizar os aficionados que de vive um momento doce da sua já larga carreira como matador de toiros. E a Nazaré foi palco de mais uma noite de transcendência do matador de Puebla del Rio. A sua tauromaquia, capaz de ralentizar as investidas dos toiros, de os submeter desde que abre o capote e depois nas faenas de muleta, é algo que enfeitiça quem assiste. A colocação da muleta, o desenho do passe, o girar sobre os calcanhares, correr a mão, rodar a cintura, prolongar/alongar os passes… Enfim, arte no seu mais puro estado como o foram séries de derechazos e de naturais que fizeram o público levantar-se das bancadas e aplaudir freneticamente. E a sua decisão de em conjunto com a empresa oferecer e tourear o sobrero foi algo de muito importante não apenas pelo resultado artístico mas acima de tudo pelo gesto. Morante foi, uma vez mais, Morarte.

Entrou pela porta da substituição e saiu pela do triunfo. Falo de Manuel Dias Gomes que substituiu o ainda convalescente Marco Pérez. E Dias Gomes agigantou-se nas duas lides, mostrando a classe do seu refinado toureio sevilhano quer de capote quer com a muleta. Uma forma muito vertical de tourear, a compasso, levando os toiros bem embebidos na muleta e no capote. Um recital de arte e de bem tourear mostrando uma enorme qualidade e valor rivalizando com a figura do momento e que antes havia deleitado os aficionados. Manuel não se ficou atrás e uma vez mais deu conta do seu enorme potencial e classe toureira. Olé Manuel Dias Gomes.

Abriu praça António Ribeiro Telles e tivemos mais uma lição de cátedra. O senhorio, a forma de lidar e de entender terrenos e distâncias. Vimos um António empolgado e empolgante, a sacar o máximo das boas investidas da toiro e a conseguir uma lide brilhante que o público soube premir e aplaudir.

António Telles filho não se intimidou com o triunfo anterior do pai e foi em busca do seu. E em boa hora, já que a sua lide é toda ela de raça e de entrega, de muita qualidade e conquista do público que também se lhe rendeu.

Os Forcados Amadores de Vila Franca cotaram-se com uma grande exibição, com duas pegas de enorme valora por intermédio de Lucas Gonçalves e Rodrigo Andrade, ambos ao primeiro intento e com o grupo a ajudar com muita coesão.

Seria injusto não falar do triunfo ganadeiro. Os toiros com ferro e divisa de David Ribeiro Telles foram os colaboradores ideais para o êxito do espectáculo. Bem apresentados e com boas condições de lide, com chamada à arena do maioral após a lide do 4º da noite.

7 de agosto - VENTURA REGRESSOU E O CAMPO PEQUENO ESGOTOU!!!

A defesa da Festa Brava começa na presença massiva do espectador. O Campo Pequeno esgotou a sua lotação com algumas horas de antecedência para presenciar o regresso de Diego Ventura após 8 anos de ausência da monumental lisboeta. E foi ele que assinou um êxito absoluto neste seu regresso e frente ao 4º da noite.

Não tenho ideias preconcebidas nem alinho em dogmas. Vivo o momento e emociono-me ou não com o que vejo concretizar dentro da arena. Sou pouco dado a saudosismos do passado, entendo-o e procuro viver intensamente cada momento do presente. E por isso tenho de aplaudir o gesto da empresa em trazer de volta Diego ventura em cozinhar este cartel que fez esgotar a lotação da praça de toiros de Lisboa, Monumental do Campo Pequeno, ontem, hoje e sempre por mais denominações que há uns anos lhe pretendem dar.

Diego Ventura teve o condão de fazer com que milhares de pessoas se deslocassem a Lisboa numa cálida noite de quinta-feira, em tempo de férias, para assistirem a uma lição de toureio. Se no seu primeiro houve momentos de muito interesse na ferragem curta e na brega primorosa tal como nos remates, aproveitando cada suave investida do toiro, foi no segundo do seu lote que brilhou ao mais alto nível em todos os aspectos frente a um toiro que foi o colaborador ideal para a sua forma de tourear. Que bonito foi ver os cites em que provoca o toiro, recua, volta a provocar a investida e crava com enorme mérito e valor. A brega, o domínio dos tempos, dos terrenos, a capacidade lidadora com que andou em Lisboa, atestam o seu verdadeiro e indiscutível valor. Rematou, para gáudio do público, com 3 palmitos em sortes de violino e ponto! Ventura no seu esplendor.

 

24 de agosto - NAZARÉ - ABENÇOADOS OS QUE SONHAM E CONCRETIZAM SONHOS

“Sempre que o Homem sonha o Mundo pula e avança” assim diz a canção Pedra Filosofal. E que bom que é sonhar, alimentar sonhos, dar-lhes expressão, permitir novas e importantes experiências aos que ousam colocar-se diante de uma rês brava. E a aliança Rui Bento/João Queiróz voltou a dar frutos, a permitir que jovens toureiros desfrutassem frente a reses da ganadaria de Conde de Murça que foram bons colaboradores para o êxito da calorosa tarde. Nazaré voltou a ser palco de mais uma novilhada da Orelha de Oiro da revista Novo Burladero e com preços muito acessíveis, o público mostrou mais uma vez a sua adesão em tarde que era convidativa a ficar na praia.

Triunfou João Fernandes da ETJF de Vila Franca. E se mostrou qualidade e variedade com o capote, foi na muleta que melhor se expressou por ambos os pitóns, conseguindo bons momentos e que foram aplaudidos pelo público pela sua qualidade e pela entrega do jobem novilheiro que tem muita qualidade. Foi bom de se ver.

 

5 de setembro – Campo Pequeno - QUE NOITE MEMORÁVEL PARA ENCERRAR A TEMPORADA LISBOETA

QUE NOITE MEMORÁVEL PARA ENCERRAR A TEMPORADA LISBOETA

Lotação esgotada com alguns dias de antecedência. Um ambiente de glamour próprio das grandes noites. Sentimentos à flor da pele quando os dois cabos entraram lado a lado com os seus grupos ostentando cada um uma jaqueta do GFA S. Manços e depois desdobraram uma tela com a foto de Manuel Maria Trindade. Explosão do público com uma sentida e fortíssima ovação. E assim prosseguiu a noite que se tornaria memorável ainda pelas actuações da terna de artistas, dos forcados e até pela expontânea ovação à Banda Filarmónica da Santa Casa da Misericórdia de Arruda dos Vinhos após a brilhante execução do pasodoble La Concha Flamenca durante a lide última de Andrés Roca Rey. Um ambiente tremendo que se manteve de princípio a fim de corrida mostrando que a festa brava está viva e se recomenda.

 

 16 de setembro - Moita - TRIUNFO MAIOR DE UM TOUREIRO EM ASCENSÃO: TOMÁS BASTOS. 4 VOLTAS E SAÍDA EM OMBROS COM PRAÇA DE PÉ!

A dimensão toureira de Tomás Bastos, com uma maturidade incrível para um miúdo de 18 anos, a forma como lê os toiros, a sua serenidade em momentos de «maior aperto», a sua capacidade lidadora e de improviso, mereceu as maiores ovações da noite, com o público a aplaudir de pé na melhor casa provavelmente dos últimos anos na primeira nocturna da feira da Moita. O toureio, a sua expressividade, é algo inato, e está patente em todos os gestos do novilheiro vilafranquense. Muito bem de capote em ambos os novilhos-toiros que lidou e nos quites aos do seu alternante, seria, contudo, na muleta que mais se evidenciou a evolução e maturidade de Tomás Bastos. A quietude, o poderio, o mando, a forma de correr a mão alargando os muletazos, os improvisos quando os novilhos-toiros assim o exigiram, fizeram soar olés e ovações, terminado em ambiente apoteótico ambas as faenas, com o público de pé como há muito se não via. Foram momentos que tão cedo não se apagarão da memória de quantos os vivemos. E a saída em ombros foi o corolário lógico deste triunfo.

Textos e fotos: António Lúcio

Troféu Daniel do Nascimento

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O troféu Daniel do Nascimento, criado pela Sociedade Moitense de Tauromaquia, no âmbito da comemoração dos 75 anos da inauguração da praça de toiros com o mesmo nome, visa distinguir pessoas ou instituições que se notabilizem na defesa da cultura tauromáquica .

Foi atribuído, a título  póstumo, ao Exmo. Sr. Luís da Costa Santos, ilustre moitense e grande impulsionador da construção da praça de toiros Daniel do Nascimento.

Será entregue ao , também, distinto aficionado , seu neto, Dr. Elísio Sumavielle.

O acto decorrerá durante o jantar de entrega de prémios, relativos à feira taurina 2025 , a realizar no dia 21/11/25,

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