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BARREIRA DE SOMBRA 30 ANOS (1987/2017)

Desde 13.06.1987 ao serviço da Festa Brava

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AS FOTOS DA CORRIDA MISTA DE 5 DE OUTUBRO EM VILA FRANCA - FOTOS DE ANTÓNIO LÚCIO

ANA BATISTA

FRANCISCO PALHA

FORCADOS DE VILA FRANCA

NUNO CASQUINHA

JUAN LEAL

ELES ESTIVERAM LÁ...

 

CASQUINHA TRIUNFA NO SEU REGRESSO Á “PALHA BLANCO”

Praça de Toiros “Palha Blanco” – Vila Franca de Xira – 05/10/17 – Corrida Mista

Director: João Cantinho – Veterinário: José M. Lourenço – Lotação: 1/3

Cavaleiros: Ana Batista, Francisco Palha

Forcados: Amadores de Vila Franca

Matadores: Nuno Casquinha, Juan Leal

Ganadarias: Passanha (1º e 7º - sobrero), Murteira Grave (4º, 5º), Pontes Dias (2º, 3º, 6º)

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CASQUINHA TRIUNFA NO SEU REGRESSO Á “PALHA BLANCO”

 

Atrasada mais de uma hora (anunciada para as 17h, começou às 18h11), a corrida mista realizada no feriado de 5 de Outubro em Vila Franca, envolta em mais peripécias de troca de toiros depois dos problemas na corrida de terça-feira, viu serem anunciados toiros de três ganadarias: Passanha, Grave e Pontes Dias, e a presença de público foi o reflexo de tudo quanto se passou nestes últimos dias.

 

Chegou e voltou a conquistar Vila Franca. Falamos do matador de toiros Nuno Casquinha. Placeado como nunca, correspondeu às expectativas e agarrou o público logo na forma como toureou de capote o primeiro do seu lote, um toiro de Pontes Dias ao qual lhe custou romper. Depois vieram dois grandes pares de bandarilhas e a ovação do público a quem Casquinha brindaria a sua faena de muleta. Raça, entrega, bons muletazos pelo lado direito em duas séries e uma outra de bons naturais foram a marca da qualidade do seu toureio. E quando o toiro começou a ficar-se a meio dos muletazos foi a entrega do toureiro a fazer a diferença. Volta aclamada. E no que foi sexto da tarde/noite, de novo esteve bem de capote e partilhou o tércio de bandarilhas com Pedro Gonçalves (um bom par) deixando outros dois bons pares. Na faena de muleta, onde por vezes faltou toiro (era também de Pontes Dias), Casquinha conseguiu uma larga série de bons naturais, cumprindo no resto da faena.

 

Juan Leal lidou em primeiro lugar um corpulento toiro de Pontes Dias, cómodo de cara e com pouca vontade de investir. Bem de capote, esteve francamente bem e disposto ao sacar bons muletazos mas com o toiro a rapidamente descair para tábuas e não querer a luta. O jovem toureiro francês mostrou a sua raça e foi-lhe “roubando” passes um pouco por toda a praça. O seu segundo, também de Pontes Dias, mais pequenote, denotou falta de forças e veterinário e director de corrida mandaram-no recolher já depois de ter cravado um par de bandarilhas. O sobrero era um “tio” de Passanha, com problemas de visão pelo lado direito mesmo assim o toureio francês arriscou, sacou-lhe os passes possíveis e não se livrou de uma forte voltareta.

 

No toureio a cavalo, a corrida começou com uma lide a duo entre Ana Batista e Francisco Palha que se entenderam bem ante um toiro de Passanha que serviu.

 

A sós, Ana Batista enfrentou um imponente toiro de Murteira Grave (volta à arena), enraçado mas por vezes a adiantar-se às montadas. Ana entendeu-se com ele a contento e teve dois curtos de boa nota.

 

Francisco Palha teve por diante outro de Murteira Grave que não comprometeu. Palha andou bem na brega e cravou um primeiro comprido de muito boa nota e em que aguentou a investida do toiro até ao limite e dois curtos também de muito boa execução.

 

Os Forcados Amadores de Vila Franca consumaram as pegas de caras aos três toiros, não sem sofrerem um susto forte com o violento derrote sofrido por David Moreira contra a trincheira e que o deixou inanimado. Abriu praça Guilherme Dotti que recuou muito bem e se fechou com determinação à primeira tentativa, seguido por David Moreira que se lesionou na única tentativa que efectuou e foi dobrado por Francisco Faria numa rija cara ao primeiro intento, Vasco Pereira consumou à segunda tentativa a terceira pega do seu agrupamento.

 

De realçar a magnífica prestação dos bandarilheiros João Oliveira e João Pedro, ambos com magníficos pares de bandarilhas.

 

Na direcção da corrida esteve João Cantinho assessorado pelo veterinário José Manuel Lourenço.

 

Crónica e foto: António Lúcio

ALTERAÇÃO DAS GANADARIAS PARA HOJE EM VILA FRANCA

O empresário Paulo Pessoa de Carvalho anuncia alterações nas ganadarias a lidar esta tarde em Vila Franca de Xira. Assim, a cavalo, serão lidados 2 toiros de Murteira Grave e 1 de Passanha e a pé 4 toiros de Pontes Dias que substituem os de Santa Maria.

AS FOTOS DA CORRIDA DE 3 DE OUTUBRO EM VILA FRANCA

HOMENAGEM A JOSÉ CARLOS MATOS

ANTÓNIO TELLES

MANUEL TELLES BASTOS

JOÃO RIBEIRO TELLES

FORCADOS DE VILA FRANCA

 

E ASSIM DE VAI CAVANDO UM FOSSO CADA VEZ MAIS PROFUNDO...

Praça de Toiros “Palha Blanco” – Vila Franca de Xira – 03/10/17 – Corrida de Toiros

Director: João Cantinho – Veterinário: Jorge M. Silva – Lotação: 60%

Cavaleiros: António Telles, Manuel Telles Bastos, João Ribeiro Telles

Forcados Amadores de Vila Franca

Ganadarias: Santa Maria (1, 2, 3) e Passanha (4, 5, 6)

 

E ASSIM DE VAI CAVANDO UM FOSSO CADA VEZ MAIS PROFUNDO

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Vila Franca e a sua centenária “Palha Blanco” têm um registo e uma exigência muito própria no que ao toiro de lide diz respeito. Há que procurar entender muito bem as suas idiossincrasias e não falhar no essencial. E a corrida nocturna de 3ª feira da Feira de Outubro tem sido, no que ao toiro concerne, um exemplo. Que nesta noite não foi respeitado. O público manifestou a sua indignação com sonoros protestos e teve razão. Houve toiros sem o mínimo de presença para o prestígio desta praça e desta afición. E cedo se falava da troca de toiros, algo sempre negativo no pensamento do público pagante e que, com a saída dos toiros à arena, o volume dos protestos foi subindo de tom. O fosso que se vai cavando com estas situações é cada vez mais profundo e, quiçá, um dia destes, ninguém conseguirá de lá sair!...

 

António Telles abriu praça com uma lide a contento da generalidade do grande público, estando bem na brega e na cravagem da generalidade da ferragem e, num momento em que o cavalo não conseguiu tirar a garupa depois de cravado o ferro, foi violentamente projectado para o solo mas felizmente sem consequências de maior. No seu segundo, António Telles teve bons momentos na cravagem dos curtos, em crescendo, com um quinto espectacular, entrando bem de frente a atacar o toiro que se refugiara nas tábuas e conseguindo um dos grandes ferros da noite com enorme mérito.

 

Manuel Telles Bastos recebeu com um bom comprido em sorte de gaiola o segundo toiro da noite, para nos curtos ter os seus melhores momentos nos dois últimos ferros. Frente ao quinto da noite e que foi algo reservado, Telles Bastos cumpriu na brega e na cravagem e rematou a sua actuação com um ferro curto de grande nível.

 

João Ribeiro Telles teve a sua primeira actuação marcada pelos fortes protestos do público devido à escassíssima presença do toiro. Deixou dois compridos e dois curtos e recolheu ao pátio de quadrilhas. No que encerrou praça e que recebeu bem, cravou três bons curtos de onde se destaca o último em que aguentou bem e de largo a investida do toiro.

 

Os Forcados Amadores de Vila Franca tiveram uma noite sem sobressaltos e resolveram bem as situações. Ricardo Castelo abriu praça e consumou ao segundo intento enquanto que Márcio Francisco, Tiago Oliveira (que se despediu), Vasco Pereira (na pega da noite) e Rui Godinho, todos à primeira tentativa, foram os forcados da cara.

 

Os três primeiros toiros eram de Santa Maria, de razoável presença primeiro e segundo e que tiveram mobilidade e codícia enquanto que o terceiro não tinha a mínima presença para esta praça. Na segunda metade da corrida lidaram-se toiros de Passanha, a não comprometerem e com o sexto a ser o de melhor apresentação.

 

Nesta corrida foi homenageado o antigo cabo do GFA Vila Franca José Carlos de Matos e no início guardou-se um minuto de silêncio em memória de Pedro Primo, Fernando Quintella e do ganadeiro espanhol Victorino Martin.

 

Dirigiu o espectáculo João Cantinho assessorado pelo veterinário Jorge Moreira da Silva.

 

Crónica e foto: António Lúcio

ÉVORA, 29 DE SETEMBRO - AS FOTOS DE ANTÓNIO LÚCIO

 

DE FRENTE E AO ESTRIBO, O QUE FALTOU EM ÉVORA…

Praça de Toiros de Évora – 29/09/17 – Corrida de Toiros

Director: Marco Gomes – Veterinário; ? – Lotação: -1/2

Cavaleiros: João Moura Caetano, João Moura Jr, João Ribeiro Telles

Forcados: Amadores de Évora e Alcochete

Ganadaria: Mª Guiomar Moura (Irmãos Moura Caetano)

 

DE FRENTE E AO ESTRIBO, O QUE FALTOU EM ÉVORA…

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Foi um imperativo de ordem emocional que me fez deslocar até Évora, quiçá o mesmo que fez com que algumas das pessoas que preenchiam cerca de metade da lotação do tauródromo eborense o tivessem feito. Passavam quinze dias sobre a morte de Fernando Quintella, os dois Grupos de Forcados voltavam a encontrar-se em praça, e era importante perceber até que ponto a parte emocional dos elementos alcochetanos iria superar esta prova. E fizeram-no arroupados pelas fortes ovações que acompanharam a sua entrada na arena, no arrepiante “toque de silêncio” excecutado pela Banda de Alcochete (e que infelizmente o sr. Director de corrida não soube respeitar – eram muito mais que o singelo minuto de silêncio!!!), no gesto do cabo de Évora no final das cortesias… Momentos que tiveram a emoção que a corrida não teve. Pela nula ou quase nula emoção que os toiros transmitiram e pelas prestações dos três cavaleiros em praça. Louve-se o facto de a corrida ter demorado cerca de 2h30 com intervalo incluído!

 

No que ao toureio a cavalo propriamente dito faltou, para além da emoção que os toiros de Guiomar Moura não trouxeram apesar de serem na generalidade voluntariosos, a emoção do toureio com reunião na espádua da mão direita dos cavalos e ferros cravados ao estribo. E vi demasiadas passagens em falso, toureio repetitivo e monótono, com as naturais repercussões nas bancadas: depois dos ferros cravados, poucas palmas se ouviram e ovações cerradas nem escutá-las!... Música houve com fartura e com qualidade.

 

E houve alguns bons pormenores ou alguns ferros dos 3 cavaleiros em praça: João Moura Caetano, João Moura Jr e João Ribeiro Telles. Sim, houve. Mas não fizeram a diferença quando é cada vez mais essencial que o façam para que as pessoas vão aos toiros. E não é seguramente com toiros destes como os que saíram em Évora que a festas e os toureiros se imporão. Saíram goradas as minhas expectativas enquanto aficionado de ver algo diferente.

 

Passada a emoção inicial das cortesias e que acima se encontra descrita, os dois Grupos de Forcados em praça, Évora e Alcochete, cumpriram com facilidade a papeleta. Por Évora foram caras João Madeira, João Pedro Oliveira e Miguel Direito, os dois primeiros à primeira tentativa e à 4ª no quinto da ordem que se parava e tirava alguns derrotes com o grupo a demorar a subir e a ajudar. Por Alcochete, Manuel Pinto à primeira, Pedro Gil à segunda e Nuno Santana à primeira, foram os forcados de cara.

 

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 Na direcção de corrida esteve Marcos Gomes, demasiado generoso na concessão de música , e que não teve sensibilidade para não mandar o cornetim tocar no final do dito minuto de silêncio quando se escutava o “toque de silêncio” superiormente executado pela Banda de Alcochete em memória de Fernando Quintella. São pormenores que se tornam “pormaiores”. E já agora um conselho, troque os lenços de avisos de volta por outros que não tenham bordado o que quer que seja. É um representante da autoridade!...

 

Crónica e fotos: António Lúcio

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