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BARREIRA DE SOMBRA 30 ANOS (1987/2017)

Desde 13.06.1987 ao serviço da Festa Brava

Desde 13.06.1987 ao serviço da Festa Brava

SANTARÉM TEVE EM PADILLA O GRANDE TRIUNFADOR

Praça de Toiros “Celestino Graça” – Santarém – 17/06/17 – Corrida Mista

Director: Lourenço Luzio – Veterinário: José Luís Cruz – Lotação: ¼

Cavaleiros: Luís Rouxinol, João Moura Caetano

Forcados: Amadores de Santarém

Matador: Juan José Padilla

Ganadarias:  Cunhal Patrício (1º e 2º), Guiomar Moura (4º), Paulo Caetano (3º, 5º e 6º)

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Tarde de calor quase sufocante e escassa presença de público na Monumental de Santarém para assistir a um espectáculo que teve bastantes motivos de interesse e que culminou com a saída em ombros de Juan José Padilla após duas lides de entrega, em Padilla, e que o público premiou com 4 voltas à arena. Rouxinol e Caetano tiveram os seus momentos de bom toureio e os Forcados de Santarém estiveram aquém do esperado em termos de ajudas.

 

Juan José Padilla chegou, viu e venceu. Para além da entrega que o público sempre reconhece, Padilla soube aproveitar os seus dois toiros para lhes sacar o que havia a sacar e agradar ao grande público. E se dúvidas houvesse, recebeu o seu primeiro com 3 largas cambiadas de joelhos, duas verónicas, chicuelina e rebolera para rematar, cravando de seguida três bons pares de bandarilhas. Começou a faena de muleta a tourear de joelhos. Deixou com sabedoria a muleta na cara do toiro nas séries por derechazos para o não deixar sair solto. Ao iniciar uma série foi atropelado pelo toiro e continuou a tourear com passes «rodilla en tierra» como se nada fosse. Deu duas voltas.

 

No que encerrou praça, com mais cara, de novo uma larga cambiada de joelhos e á verónica de joelhos. O tércio de bandarilhas foi bem preenchido e a faena de muleta bem preenchida com bons passes por ambos os pitóns, bem ligados e com alguns deles a serem de muito boa nota. Uma faena muito interessante e onde Padilla mostrou o seu lado mais toureiro apesar de algumas vezes rematar séries «mirando al tendido». Duas voltas e sacado a ombros.

 

Luís Rouxinol abriu praça e teve uma lide com interesse. Cravou dois compridos a tentar interessar o toiro que queria ir para tábuas. Com a ferragem curta procurou deixar o toiro fora de tábuas mas o primeiro ferro foi a sesgo, E depois houve mais dois em sortes frontais bem executadas, rematando esta boa actuação com um bom palmito a sesgo. No que foi quarto da ordem, teve bons ferros, boa brega e bons remates mas que foram, de alguma forma, prejudicados pelo facto do toiro não transmitir. Rematou com um bom par de bandarilhas.

 

O segundo da tarde saiu para João Moura Caetano que lhe cravou três compridos e, mudando de montada para os curtos, desenvolveu boa brega e cravou 4 bons curtos, em sortes frontais bem executadas sendo que terceiro e quarto, com reuniões mais ajustadas, foram de nota superior. No que foi quinto, teve uma lide que, em nosso entender, foi de mais a menos. Teve três curtos de muito boa execução, pisando terrenos de compromisso, mas os restantes dois não tiveram a mesma força. Ainda assim, uma boa prestação.

 

Os Forcados Amadores de Santarém, com muita gente nova, nem sempre acertou nas ajudas aos forcados da cara e por isso também algumas das pegas não foram concretizadas ao primeiro intento. Salvador Ribeiro de Almeida consumou à 4ª e com ajudas carregadas; David Inácio fechou-se com determinação à primeira, tal como Lourenço Ribeiro, enquanto que António Taurino apenas à terceira conseguiu consumar.

 

O primeiro toiro, de Cunhal Patrício foi manso a descair para tábuas e o segundo teve qualidade. O de Guiomar Moura (4ª) era feiote de tipo e foi sonso sem transmitir, enquanto que nos de Paulo Caetano foi mansote o primeiro e cumpriram os restantes, melhor o saído em sexto lugar.

 

Dirigiu o espectáculo Lourenço Luzio assessorado pelo veterinário José Luís Cruz.

CARTAXO, 16/06/17 - AS FOTOS DE ANTÓNIO LÚCIO

MIGUEL MOURA

LUÍS ROUXINOL JR

FORCADOS DO CARTAXO

MANUEL DIAS GOMES

 

AGRADÁVEL NOITE DE TOIROS NO CARTAXO

Praça de Toiros do Cartaxo – 16.06.17 – Corrida Mista

Director: Lourenço Luzio – Veterinário: José Luís Cruz – Lotação: ¼

Cavaleiros: Miguel Moura, Luís Rouxinol Jr

Forcados: Amadores do Cartaxo

Matador: Manuel Dias Gomes

Ganadarias: Canas Vigoroux (1º, 2º), Fontembro (3º, 4º, 5º e 6º)

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AGRADÁVEL NOITE DE TOIROS NO CARTAXO

Com uma noite de temperatura elevada, o público não compareceu em número que o cartel de juventude merecia e justificava. Um cartel diferente, com juventude, com interesse para o aficionado e que veio a revelar-se, no campo artístico, uma aposta ganha. Os Forcados da casa superaram a prova de pegar os 4 toiros lidados a cavalo e foram sempre muito acarinhados pelo público. Justamente, diga-se em abono da verdade.

 

E é pelos forcados que começamos esta crónica. Amadores do Cartaxo, um grupo novo, pré-associado na ANGF, tinha nesta corrida uma prova dura que superaram com muita entrega, raça, coesão e com os forcados de cara a estarem em muito bom plano, aguentando os derrotes dos toiros. Abriu praça Miguel Afonso que se fechou com galhardia á barbela ao primeiro intento com o toiro a viajar com pata até tábuas; Yuri Tristão consumou á segunda uma rija pega com o toiro a bater por alto; Duarte Campino, a sesgo e com raça à primeira, a emendar o seu colega Bruno Rodrigues que se lesionou na única tentativa que efectuou; e Fábio Beijinho com determinação à primeira numa rija cara com o toiro a derrotar por alto e o grupo a ajudar bem.

 

O primeiro cavaleiro em praça foi Miguel Moura. Uma lide bem construída frente a um cumpridor novilho de Canas Vigoroux, com um segundo comprido de muito boa execução. A ferragem curta foi de boa nota, com alguns câmbios que resultaram bem, nomeadamente os deixados em segundo, terceiro e quarto lugares, este último muito bem rematado também, e para finalizar a lide, um ferro de palmo. No que foi quarto da ordem, um manso de Fontembro a fechar-se em tábuas e a colocar muitas dificuldades, aplicou-se para deixar a ferragem a sesgo, rematando com um de palmo no corredor de tábuas. Determinação não faltou ao jovem Moura.

 

Luís Rouxinol Jr lidou em primeiro lugar um Canas Vigoroux que foi codicioso nas investidas, encastado também, três compridos em que se destacou no segundo de boa execução á tira e com a ferragem curta teve no terceiro em sorte frontal com ligeiro quarteio o seu melhor momento. Frente ao quinto da ordem, um Fontembro de boa nota, foi nos curtos que o vimos em bom plano, nomeadamente nos terceiro e quinto em que as sortes foram muito bem executadas, de frente e com ligeiro quarteio, cravando bem. A caminho da alternativa, afigura-se como um valor a ter em conta.

 

Manuel Dias Gomes lidou em primeiro lugar um arrobado novilho de Fontembro que foi um pouco bruto nas investidas (uma varita teria feito toda a diferença…) e que pela sua casta transmitia emoção. Alguns lances de capote a avaliar as investidas e uma faena de muleta em que houve bons momentos nomeadamente pelo lado esquerdo, correndo bem a mão, mandando e templando, e alguns derechazos também foram de boa nota. Dias Gomes mostrou a sua garra e decisão numa faena de muito interesse. No que encerou praça, também de Fontembro, desenhou belas verónicas e um bom quite por chicuelinas. No toureio de muleta houve bons passes pelos dois lados, numa faena em que os naturais foram de boa execução a par de uns quantos derechazos. O final da faena foi em tábuas, local eleito pelo toiro para se defender e onde houve mérito do toureiro para lhe sacar os passes.

 

Nesta corrida prestou provas para bandarilheiro João Oliveira, que o fez com total luzimento.

 

Direcção acertada de Lourenço Luzio assessorado pelo veterinário José Luís Cruz.

BONS ERALES DE GREGÓRIO OLIVEIRA NA 3ª AULA PRÁTICA NO CABO DA LEZÍRIA

Praça de Tentas do Cabo da Lezíria – 15.06.17 – Aula Prática de Toureio

Ivan Valadares, João D’Alva, Luís Silva, Rui Jardim

Ganadaria: Gregório Oliveira

 

1 - Ivan Valadares.JPGA terceira aula prática de toureio teve lugar na tarde desta 5ª feira no tentadero do Cabo da Lezíria, Vila Franca de Xira, e a presença de público foi, de novo, em bom número. De entre os 4 jovens toureiros destacou-se o moitense Luís Silva (Escola de Toureio e Tauromaquia da Moita), perante bons erales da ganadaria de Gregório de Oliveira.

Ivan Valadares (de Badajoz) recebeu o primeiro da tarde com duas largas cambiadas de joelhos seguidas de verónicas e uma faena de muleta com pouca ligação apesar de ter alguns bons muletazos. Cravou 3 bons pares de bandarilhas e mostrou muita disposição e vontade de agradar.

2 - Joao D Alva.JPGJoão D’Alva voltou a mostrar bons modos com o capote à verónica e cumpriu bem no tércio de bandarilhas com dois bons pares. A faena de muleta teve interesse e alguns dos derechazos foram de boa nota apesar do erale ter pouca força.

3 - Luis Silva.JPG

 

O terceiro da tarde foi de noa bota e com ele esteve muito bem o jovem moitense Luís Silva. Boas verónicas e um quite por chicuelinas deram o mote. O toureio de muleta teve qualidade quer ao natural quer pelo lado direito, com séries bem medidas e a aproveitar bem a nobreza do erale. Gostámos da sua evolução.

4 - Rui Jardim.JPG

 

Em quarto lugar actuou Rui Jardim (Escola de Azambuja) que recebeu o seu erale (cumpriu) com uma larga cambiada de joelhos, algumas verónicas de fraca expressão e um quite por chicuelinas. Com a muleta começou com bons passes de joelho flectido provando as investidas do erale e quer nos derechazos quer nos naturais precisava de se ter confiado um pouco mais, Houve alguns muletazos de razoável execução.

 

HÁ 30 ANOS… DO “DA BARREIRA… AO REDONDEL” A “BARREIRA DE SOMBRA”: RÁDIO EUROPA, OÁSIS FM, FEEL FM

foto 3.jpgHá 30 anos atrás nasceu o “Da Barreira ao Redondel” e, cinco anos mais tarde, o “Barreira de Sombra”, ambos com um estatuto editorial único, o da promoção e defesa da Festa Brava e um único responsável: António Luís Lúcio, este vosso servidor.

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Há 30 anos atrás tinha 22 anos e vivia, quiçá, alguns dos melhores momentos da minha vida. Aceitei o convite de Justino de Moura Guedes para, na Rádio Europa (93.8fm) em Torres Vedras, avançar com um programa de tauromaquia. Na terra do grande Joaquim Agostinho, nascia, a 13 de Junho de 1987, o “Da Barreira… ao Redondel”, nome inspirado nas crónicas do Dr. Saraiva Lima. E não deixa de ter a sua graça que, cinco anos depois, em 1992, tenha sido recebido na rádio da minha terra, a Oásis FM (106.4fm), para dar seguimento a esse projecto que já se havia consolidado e ganho o respeito de empresários e profissionais do toureio pela seriedade e verticalidade de posições com que fomos abordando toda a temática taurina, nunca me negando á crítica das corridas (algo que considero essencial) ou ás entrevistas em directo no estúdio ou via telefone, ou ainda gravadas com antecedência, para que aficionados e público em geral ficassem a saber um pouco mais sobre a nossa tauromaquia em todas as vertentes. Tauromaquia, essa grande paixão que se reacende em cada início de temporada, e, caros amigos, já lá vão 30!!!

 

DSC01247.JPGeu + bacatum na jokey.jpgDSC01820.JPG 

Não pensem que o percurso foi fácil. Não o foi, não o é, nem o será, porque a verdade, a frontalidade, a verticalidade de posições, a independência, têm o seu preço. Se, no início, 30 anos atrás, eram os críticos instalados que se “achavam atacados” no seu status, nos seus domínios jornalísticos e radiofónicos, por verem alguns jovens aficionados, como eu, que estavam em cursos superiores ou haviam concluído o secundário, a saberem escrever bom português e que, acima de tudo eram aficionados com vontade verdadeira de aprender mais e mais, de beber inspiração e conhecimentos junto de boas fontes, vendo actuar muitos toureiros que foram, são e continuarão a ser referências do bom toureio. Não refiro nomes de toureiros porque basta que os interessados procurem os grandes cartéis de 1978 a 1987…

 

Muitas portas estavam fechadas; haviam quem dissesse que as rádios locais não passavam de rádios de vão de escada, querendo com isso retirar importância a um fenómeno que cresceu imenso a partir das legalizações após Dezembro de 1987 e que fizeram com que o boom acontecesse com o processo de legalização, voltando a emitir após Abril de 1988. Aumentavam as responsabilidades de quem pretendia fazer mais e melhor e a aceitação social foi brutal.

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 Da rádio passámos aos jornais. Estive algum tempo no jornal “Nova Verdade” de Alenquer partilhando página de tauromaquia com o grande aficionado e amigo Joaquim Tapada; passei uma temporada pelo “Correio da Manhã” com Maurício Vale, Joaquim Tapada e João Aranha, e há dez anos a esta parte, na equipa que lançou o jornal OLÉ!

 

foto 30.jpgEm 2005 veio a televisão, com a estreia na Póvoa do Varzim na corrida da RTP/Norte (Casa do Pessoal), no dia 24 de Julho. Foram alguns anos, poucos, mas muita experiência adquirida a par da vivência única que só a televisão permite. Agradeço, reconhecidamente, ao saudoso empresário Manuel Gonçalves (que descanse em paz) e à Drª. Ana Freixo essa vivência e esses momentos únicos que jamais esquecerei.

 

A tecnologia desenvolveu-se a um ritmo vertiginoso. Impensável há 30 anos atrás quando as notícias nos chegavam por fax e telex; quando os discos de vinil precisavam de umas gotas de alcool nas faixas para evitar o efeito “fritar” e se gravava em fita magnética, em bobines, depois em cassetes cujas fitas às vezes enrolavam… Uma autêntica odisseia. Perdia-se imenso trabalho quando isso acontecia. O aparecimento do CD foi uma revolução, e poder gravar nesse material… ou noutros formatos que o próprio Windows permite, foi um salto qualitativo enorme.

 

foto 25.jpgInternet… World Wide Web… Outra coisa que há 30 anos atrás era, pelo menos para nós, impensável. Mas a verdade é que apareceu e revolucionou completamente o mundo da comunicação. E como sempre, lá estivemos no primeiro projecto nacional de tauromaquia on-line, o “Tauromaquia Portuguesa On-line” cujo local era www.gabicontoria.pt, com o Fernando Dias e o Eugénio Eiroa Franco (na Galiza). Anos mais tarde, com o Eduardo Leonardo (grande mestre infelizmente também já desaparecido, com a Cibercultura do Grupo Joaquim Pinto, em Santarém, lançámos o “Toiros&Cavalos”, pontando com colaborações da Catarina Bexiga (saíu depois para a revista Novo Burladero), o Joaquim Mesquita (Voz do Sorraia), o Paulo Pereira, Joaquim Trancas Lucas… Um projecto que terminou depois de ter alcançado boas cotas de audiência/leitores e ganho o respeito do toureiros, empresários e aficionados, simplesmente porque o Eduardo faleceu e não tivemos suporte para o manter.

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Este vosso blogue, o “Barreira de Sombra”, nasceu para acompanhar o programa do mesmo nome que esteve no ar na Oásis FM, 106.4 fm, durante mais de 20 anos e até a estação ter encerrado as suas portas. Daí saímos para um outro projecto, a Feel FM com o Miguel Dias e cujas emissões eram apenas na web. Ao longo destes anos temos tido sempre a colaboração amiga do José Andrade com a sua rubrica “Tauromaquia Norte/Sul”.

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Passámos por muitas vicissitudes, por muitas alegrias, por outras tantas dificuldades…. Por vezes com vontade de desistri. Mas a verdade é que esta paixão se reacende a cada início de temporada, a cada grande lide ou faena, a cada grande pega, a cada toiro bravo que vemos voltar para o campo.

 

IMG_8629.JPGPor isso, contem com o “Barreira de Sombra”. Não sei se serão mais 5 ou mais 30 anos mas serão, seguramente, aqueles que os nossos amigos, leitores e seguidores, os profissionais do mundo do toiro e a minha capacidade venham a permitir. Queremos sempre fazer melhor. Vá por vocês!

 

António Lúcio, 13 de Junho de 2017

AMANHÃ, 13 DE JUNHO, NÃO PERCA O 2º PROGRAMA DA TEMPORADA 2017

BarreiraSombra2014.jpgComemoramos 30 anos de existência no dia 13, dia de Santo António. Preparámos para si um programa com cerca de 25 minutos onde abordaremos os 30 anos que começaram com o "Da Barreira ao Redondel" e culminaram no "Barreira de Sombra".

As crónicas dos espectáculos onde estivemos neste mês de Junho têm o devido destaque: Cabo da Leziria, Lisboa e Santarém.

E ainda os próximos cartéis em Portugal.

Contamos consigo. Amanhã e sempre!