Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

BARREIRA DE SOMBRA 30 ANOS (1987/2017)

Desde 13.06.1987 ao serviço da Festa Brava

Desde 13.06.1987 ao serviço da Festa Brava

ROUXINOL E FORCADOS DE MONTEMOR DESTACAM-SE COM IMPONENTE CURRO DE GRAVES

A seriedade do curro de toiros de Murteira Grave, autênticas estampas de toiro de lide (alguns aplaudidos de saída), deu importância aos triunfos, com Rouxinol mais destacado entre os seus companheiros de cartel e aos moços de forcado de Montemor – honra e glória ao mérito – que concretizaram seis rijas pegas de caras e escutaram as maiores ovações da noite.

 

Uma nota inicial sobre os toiros de Murteira Grave: enorme presença e trapio, sem estarem regordios apesar da média de peso acima dos 650kg, impuseram seriedade e obrigaram os toureiros a laboriosa brega, chegando com força aos forcados. Os saídos em 1º, 4º e 6º lugares foram, na minha modesta opinião os melhores, com os restantes a serem mais reservados e com o quinto a mansear claramente. Um curro exemplar de apresentação e trapio e que deveria ser norma e não excepção na primeira praça do País.

 

Luis Rouxinol esteve diligente e cumpridor frente ao que abriu praça. Uma lide normal ante um toiro que exigia que o provocassem para investir para os ferros e que carregava por vezes com pata após o ferro. Mas foi no quarto da ordem que o cavaleiro de Pegões mais se destacou, abrindo com um bom comprido em sorte de gaiola e com uma variada série sortes para os curtos, com bons momentos de brega e remates, culminando com um grande par de bandarilhas.

 

Vítor Ribeiro sentiu dificuldades face ás reservas do seu primeiro em investir. Deu distâncias mas foi quanmdo mais em curto o atacou que conseguiu os seus melhores momentos, andando algo irregular na cravagem. Na lide ao quinto da ordem empregou-se a fundo para conseguir sacar o máximo partido do toiro, com alguns bons ferros a atacar o toiro mas sem redondear a lide.

 

O mais novo da terna, Salgueiro da Costa, sentiu o peso da responsabilidade e quis mostrar o seu valor citando de praça a praça, tentando dar vantagens aos toiros mas nem sempre com os melhores resultados. Duas actuações idênticas, com algumas passagens em falso e alguns bons ferros, um deles de muito mérito pela forma como entrou pelos terrenos do toiro e a provar que temos toureiro.

 

Quanto aos moços de forcado de Montemor, a noite voltou a ser de êxito, com seis pegas de caras e apenas uma delas à segunda tentativa, numa noite em que brilharam os forcados de cara e onde o espírito de colectivo foi maior para ajudar a consumar cada uma das pegas, sem que haja algum reparo a fazer às ajudas. Assim, João Pedro Tavares, João Cabral, Pedro Santos (à 2ª), João Caldeira, João Romão Tavares e José Maria Cortes foram os solistas que tiveram o mérito de pegar de caras os seis Graves que pesarm, por esta ordem, 686, 672, 693, 626, 672 e 602 kilos, todos com os 4 anos cumpridos. É obra!

 

Na direcção de corrida esteve António Barrocal, sem unidade de critério na concessão de música e deixando prolongar em demasia as lides, assessorado pelo veterinário José Guerra.

Mais sobre mim

foto do autor

Sigam-me