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BARREIRA DE SOMBRA 30 ANOS (1987/2017)

Desde 13.06.1987 ao serviço da Festa Brava

Desde 13.06.1987 ao serviço da Festa Brava

SÓNIA, SALVADOR E ROUXINOL, DESTAQUES MAIORES EM SANTARÉM FRENTE A IMPONENTE CURRO DE “SILVAS”

Apesar da crise financeira que asfixia cada vez mais as famílias portuguesas, quase cinco mil espectadores presenciaram a primeira das três corridas da Feira de Santarém, realizada ontem domingo, na “Celestino Graça” e vibraram com as actuações de Sónia Matias, Rui Salvador e Luis Rouxinol, os mais destacados dos 6 cavaleiros em praça, frente a um imponente curro com ferro de António Silva, com trapio e média de 599 kilos, com boas condições de lide no geral e que, por isso, deveriam ter merecido os aplausos do público. Nesta corrida foram homenageados o grande radialista e comunicador António Sala e a cavaleira Sónia Matias pelos 10 anos de alternativa (18.06.2000).

 

Sónia Matias apresentou-se com grande força e se nos compridos as coisas não rodaram muito bem, com os curtos esteve em toureira, mostrando-se nos cites, procurando as viagens frontais e a cravar bem no sítio em sortes a quarteio bem executadas. Na fase final e com um novo cavalo árabe deu show ao cravar de violino um ferro normal e outro de palmo que empolgaram a assistência.

 

A abrir praça esteve Rui Salvador que assinou uma boa lide frente a um cumpridor “Silva” mas que por vezes dificultava no momento da reunião por trazer a cara alta. Salvador assinou bons momentos, entrando nos terrenos do toiro, pisando esses terrenos para deixar bons ferros curtos, os quais chegaram ao público pela forma como decidiu abordar, sem facilitar, a lide.

 

Luis Rouxinol também esteve em bom plano quer nos compridos quer nos curtos, ligando-se bem com o toiro na brega e deixando-o bem colocado para a ferragem da ordem, deixada a sesgo e a quarteio, com mérito. Finalizou com um bom par de bandarilhas uma actuação interessante.

 

José Manuel Duarte não aproveitou as investidas do quarto toiro pois demorou demasiado a encontrar-lhe terrenos, distâncias e querenças. Nem sempre a ferragem foi deixada da melhor forma apesar do esforço do toureiro de Santarém. Outra vez será a sua para o triunfo ansiado.

 

Tito Semedo teve uma lide de menos a mais, melhorando bastante com a ferragem curta e encontrando terrenos idóneos para a cravagem. Uma actuação de altos e baixos do cavaleiro alentejano que teve no 4º curto o seu melhor ferro.

 

Tomás Pinto, jovem com valor e mérito para se impôr nesta difícil arte, procurou o toureio frontal, pisando terrenos de compromisso e mostrando vontade de agradar. Mas nem sempre à disposição do homem está a colocação da ferragem que ficou dispersa. Mesmo assim, nota positiva para a sua prestação pelo empenho colocado.

 

Os moços de forcado dos Amadores de Santarém levaram a melhor sobre os seus congéneres de Montemor que não tiveram tarde tão afortunada. Pelos Amadores de Santarém Joaquim Pedro Torres à 2ª, assim como António Gomes Pereira e João Vaz Freire, este à 1ª, consumaram boas pegas de caras. Pelos de MontemorJoão Tavares consumou à 2ª, João Cabral esteve bem e consumou á primeira e Pedro Santos apenas à 3ª conseguiu concretizar depois de ter sido mal ajudado nas anteriores tentativas.

 

Direcção correcta de Ricardo Pereira assessorado pelo veterinário João Maria Nobre.

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