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BARREIRA DE SOMBRA 30 ANOS (1987/2017)

Desde 13.06.1987 ao serviço da Festa Brava

Desde 13.06.1987 ao serviço da Festa Brava

SEVILHA – 19 DE ABRIL – A ARTE E O VALOR DE MORANTE DE LA PUEBLA

Respirava-se arte e valor no final da lide do quinto da tarde de segunda-feira e na arena dourada da Real Maestranza de Caballeria de Sevilla Morante de la Puebla havia escrito uma página brilhante da sua tauromaquia e que ficará indelevelmente marcada na memória de quantos assistimos a essa faena de transcendente classe. Quem pode com um toiro daqueles e desenha os muletazos que Morante desenhou...

 

O toiro quinto, sétimo pois era o segundo sobrero, tinha génio, media o toureiro e não queria entregar-se. José Antonio Morante Camacho impôs-se-lhe desde os lances iniciais de capote, com o seu selo, e com a muleta foi um desbobinar de arte e de um valor seco e a toda a prova que muitos desconheciam neste toureiro. Aguentou as miradas do toiro, mandou e templou as investidas, toureou com arte e sabor, e saber dos antigos toureiros, submetendo nitidamente o toiro e obrigando-o a investir até onde, quando e como bem quis. Momentos inolvidáveis nesta faena de Morante que havia cumprido já no segundo da tarde, também sobrero.

 

Julio Aparício abriu praça e deu ares da sua graça nos bons lances de capote e num quite por verónicas e rebolera que fizeram soar olés. A faena d emuleta ao seu primeiro foi de boa nota e no seu segundo voltou a deixar constância da sua arte.

 

Cayetano apresentava-se em Sevilla como matador de toiros. Não foi muito feliz a sua estreia nesta categoria mas cumpriu em ambos os toiros.

 

Lidaram-se toiros de Jandilla, Vegahermosa, mansos em distintos graus, e um sobrero (5º bis) de Javier Molina que foi o pior de todos os lidados.