Praça de Toiros “Manuel dos Santos” - Caldas Da Rainha – 13.05.12
Director: Pedro Reinhardt – Veterinário: José M.Lourenço – Lotação: 1/3
Cartel: Rui Salvador, Francisco Cortes, Salgueiro da Costa
Forcados: Montemor, Caldas da Rainha
Ganadaria: Vaz Monteiro
CASTA PORTUGUESA REVIVEU NA ARENA DAS CALDAS
A histórica ganadaria de casta portuguesa, último reduto de um conceito distinto de toiro e de bravura, reviveu na arena de Caldas da Rainha fruto da aposta do empresário Paulo Pessoa de Carvalho e do trabalho de enormíssimo mérito de Rita Vaz Monteiro, herdeira dos genes e da afición dos seus ancestros Vaz Monteiro. Foram seis toiros diferentes, quase todos veletos de córnea, uns de maior peso que outros, mas e à excepção do segundo da ordem a mostrar que, quem quer pode, que a emoção é possível a par das boas condições de lide. Fizeram, de novo, história, os toiros de Vaz Monteiro, com 4 e 5 anos e com pesos enntre os 480 e os 520 kilos.
Os três cavaleiros em praça sacaram partido dos seus conhecimentos e lidaram quase sempre como este tipo de toiro exigia, bregando bem, tendo de pisar terrenos de compromisso e aproveitando cada uma das investidas ao máximo.
Rui Salvador assinou uma boa primeira lide, bregando bem e com uma série de curtos em crescendo, na abordagem em terrenos idóneos, encurtando distâncias e entrando ao pitón contrário para deixar ferros de muito mérito. E no que foi quarto da ordem, de novo o seu apurado sentido de lide lhe permitiu sacar o máximo partido do toiro e cravando bons ferros, a entrar nos terrenos do toiro, com emoção e valentia, justamente aplaudidas pelo público.
Francisco Cortes teve de lidar à antiga o seu primeiro, o que maiores complicações colocou aos toureiros. Mas fê-lo com sentido, mostrando que se não se pode tourear de frente, à meia-volta ou por dentro, entre o toiro e as tábuas, também se toureia. No quinto da ordem conseguiu alguns bons ferros frente a um toiro que permitia um toureio mais próximo daquele que hoje se pratica. E o público entendeu bem o esforço do toureiro e aplaudiu os melhores ferros.
O praticante Salgueiro da Costa assinou uma grande actuação no que foi terceiro, o melhor do curro. Após farpear bem nos compridos, Salgueiro da Costa cravaria três ferros curtos em sortes frontais de enorme mérito pelos terrenos pisados e pela forma como aguentou as investidas do de Vaz Monteiro. Foram momentos de frisson que chegaram forte à bancada. E no que encerrou praça, de novo na ferragem curta, o jovem Salgueiro conseguiu bons momentos que foram aplaudidos pelo público.
Para pegarem estes toiros saíram à arena os Amadores de Montemor e os Amadores de Caldas da Rainha que se cotaram com seis belas e emotivas pegas de caras, com a maioria dos toiros a lutarem com os forcados para os sacudir da cara. Pelos de Montemor foram caras João Caldeira, João Cabral e António Vacas de Carvalho, todos com valentia e determinação ao primeiro intento. Pelos de Caldas da Rainha estiveram na cara dos toiros Mário Cardeira (1ª), Óscar Carvalho (2ª) e Francisco Mascarenhas à 1ª.
Direcção de corrida acertada de Pedro Reinhardt assessorado pelo veterinário José Manuel Lourenço.